Isilda Cordeiro voltou a reunião de Câmara e desfiou duras acusações contra presidente e funcionários

… de Oliveira do Hospital, onde cuja presença já se tornou habitual. “Continuamos para a próxima”, avisou, em jeito de conclusão, a ex-funcionária da autarquia, deixando a garantia de que em Fevereiro voltará a marcar presença naquela reunião.

Afastada da Câmara Municipal com a pena de aposentação compulsiva, Isilda Cordeiro voltou, pela quarta vez consecutiva, a confrontar o presidente Mário Alves com acusações, chegando até atingir antigos colegas da autarquia como o director de departamento e a responsável pela secção de pessoal.

Sem qualquer tipo de hesitação, embora visivelmente atraiçoada pelos nervos, Isilda Cordeiro acusou o presidente do município de “mentira, falta de respeito, compadrio e perseguição”.

“Na verdade o senhor mente com uma facilidade tremenda”, afirmou a ex-funcionária, denunciando que Mário Alves “mentiu” fazendo uso do nome da Caixa Geral de Aposentações e da Inspecção Geral da Administração do Território, a propósito do processo que conduziu à pena que lhe foi aplicada.

“Mente sempre que abre concursos, porque salvo raras excepções todos têm dono à partida”, denunciou, tornando ainda público que, antes do Natal, recebeu um convite assinado pelo presidente do município a convidá-la para o almoço de Natal. “Deu-me vontade não sei se de rir ou de chorar”, disse a ex-funcionária, sustentando que o espírito de Natal de Alves “é outra mentira”.

Sucederam-se as acusações aos actuais chefe de departamento e responsável pela secção de pessoal, desfiando uma série de episódios, e em que Isilda Cordeiro identifica várias alegadas mentiras nos procedimentos diligenciados. A injustificação de faltas e o bloqueio do vencimento da ex-funcionária foram alguns dos exemplos apontados por Isilda Cordeiro. “Enfim, muito se mente nesta casa”, referiu.

“O assunto com esta senhora é tratado de forma legal com recurso a requerimentos”

“Já excedeu o seu tempo”, foi a única afirmação que Mário Alves dirigiu a Isilda Cordeiro por ocasião da sua intervenção. É que, como referiu – quando interpelado pelos vereadores da oposição já na ausência da ex-funcionária – “há formas legais para tratar determinadas coisas”.

 

“O assunto com esta senhora é tratado de forma legal com recurso a requerimentos”, avisou o autarca, informando já ter dado resposta aos sete requerimentos apresentados por Isilda Cordeiro. “Já estou naturalmente a pensar nas próximas reuniões públicas, mas sobre isso não vou dizer mais nada”, sublinhou.

 

Na opinião de Maria José Freixinho, a abordagem que tem vindo a ser protagonizada por Isilda Cordeiro cria “algum constrangimento”. “Sinto incómodo de quem gere esta Câmara Municipal”, realçou a eleita socialista, considerando que “esta não é a via adequada para serem tratadas questões que realmente preocupam Isilda Cordeiro e acabam por manchar de forma muito evidente o modo como a Câmara Municipal trata os assuntos de pessoal nesta casa”.

José Ribeiro de Almeida também denunciou um “certo desconforto” com a situação em causa por considerar que os problemas apresentados não se resolvem naquele fórum.

“Há acusações graves que se vão repetindo e da parte do presidente do Câmara não ouvimos qualquer explicação”, vincou José Francisco Rolo, desafiando Mário Alves a esclarecer o executivo “se não for numa reunião pública, que seja numa à porta fechada”. “É a imagem e o bom nome da Câmara que estão a ser postos em causa”, defendeu.

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