João Dinis afirma que houve abate “selvagem” de plátanos em Oliveira do Hospital e pede explicações à Câmara Municipal

O eleito da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, João Dinis, pretende que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, bem como aquela União de Freguesias expliquem o que classifica de “abate selvagem de vários e grandes Plátanos (e outras espécies) que se encontravam junto à berma da EN 230, entre Ervedal da Beira e a Ponte da Atalhada, sobre o Mondego. Este elemento eleito pela CDU considera que se trata de “um atentado ao nosso património vegetal”, referindo mesmo que o trabalho se realizou “em condições que indiciam alguma ‘negociata'”, uma vez que “a madeira de plátano é das mais caras…”.

João Dinis pretende que ambas as autarquias “esclareçam a situação e providenciem todas as iniciativas capazes de chamar à ordem quem tem responsabilidades directas pelo acontecido às árvores e da forma como aconteceu”. O elemento da CDU acusa ainda o presidente da União de Freguesias, Carlos Maia, de saber do que estava a acontecer e de nada ter feito. “Teve conhecimento do abate com ele em curso e quando ainda não tinham sido cortadas várias das árvores que acabaram por o ser, desconhece-se ainda a mando de quem – da ‘Infra-estruturas de Portugal’? Porquê, para executar por quem e por quanto?”, diz. “Deveria ter impedido o corte daquelas árvores que ainda se encontravam em pé. Nem que tivesse que se tocar o sino para correr à pedrada quem estava a fazer aquele trabalho”, afirma.

Num requerimento enviado a várias entidades, João Dinis solicita agora informações “sobre as condições em que ocorreu o abate em contínuo” dos Plátanos, alguns deles, diz, na área urbana de Ervedal da Beira. “Afinal, que Entidade(s) determinou(aram) esse abate e porquê ?  Quem deu “pareceres” para o abate e quais são eles? Que Entidade executou a tarefa e em que condições de remuneração ou congénere? Por que especial razão a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia não intervieram, céleres,  com o objectivo de impedir o abate de, pelo menos, algumas das árvores que elas até não foram cortadas todas no mesmo dia?”, continua na missiva que seguiu também para o presidente da Câmara. “Mas o que queremos salientar é que, assim, foram cortadas as árvores que davam dinheiro em algum negócio em que ‘alguém’ está envolvido… Afinal para onde foram levados os troncos, por que entidade e para quê? A propósito, quem levou os troncos, por exemplo dos plátanos – mais valiosos – deixou lá ficar as ramadas, no terreno, o que é inadmissível”, questiona.

O eleito da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira) pretende igualmente ser informado, em detalhe, das diligências que Câmara Municipal e Junta de Freguesia da UFEVFB já tenham feito ou venham a fazer com o objectivo de esclarecer toda “esta situação – que prefigura um autêntico atentado ao nosso património vegetal – e de responsabilizar quem o tiver de ser pelo acontecido”, remata.

O presidente da Junta de Freguesia, em declarações à Rádio Boa Nova, já veio dizer que se opõe ao corte daquelas árvores e que não foi pedido qualquer parecer àquela autarquia. “A Junta de Freguesia não é de acordo com o abate total daquelas árvores que já têm muitos anos”, referiu Carlos Maia, lembrando que as árvores são propriedade da empresa Infra-estruturas de Portugal, pela que a jurisdição “não é da Junta de Freguesia e muito menos da Câmara Municipal”.  “Não fomos contactados nesse sentido”, assegurou, adiantando que foi com “alguma surpresa” que viu o corte das árvores e admite fazer “uma comunicação à IP” a mostrar “o sentir das populações que não aceitam de bom grado o abate daquelas árvores”. O  autarca reconhece ainda que poderia ter havido “mais algum bom senso e não terem eliminado as árvores totalmente”.

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