José Carlos Alexandrino lança suspeitas sobre queijeiras de Seia nas descargas ilegais no rio Cobral

Como regresso da chuva, os habitantes que vivem próximo do rio Cobral temem que voltem a acontecer as descargas ilegais recorrentes ao longo dos anos que deixam o leito coberto por uma espuma branca e um cheiro desagradável. O último incidente aconteceu no início do mês de Fevereiro e foi denunciado na última Assembleia Municipal pelo presidente da Junta de Freguesia de Meruge Aníbal Correia que pediu ao presidente da autarquia uma intervenção para evitar futuros incidentes. O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, por seu lado, disse estar preocupado com a situação e lançou a suspeita de que aquela poluição venha de queijeiras sediadas em Seia e não em Oliveira do Hospital.

“Assisto com muita preocupação a estes factos. As descargas ilegais nas linhas de água. Desconfiamos que são descargas ilegais de queijarias sediadas em Seia, não em Oliveira do Hospital. Nos temos duas indústrias de lacticínios de grande dimensão e gastam muito dinheiro em estações de tratamento, por isso o problema não está aí”, começou por referir José Carlos Alexandrino, admitindo que esses acontecimentos têm provocado algum mau funcionamento na ETAR de Oliveira do Hospital. “Falei com a Guarda do Ambiente e também me pareceu que eles não estavam interessados em resolver o problema”, disse ainda o autarca.

Aníbal Correia explicou que também contactou as autoridades do ambiente e a resposta que recebeu foi que no início de Fevereiro terá existido uma descarga da ETAR de São Romão (Seia) faltando-lhes apenas apurar se estava ou não autorizada. “Isto significa que é possível fazer isto de forma legal. Não tenho nada contra as queijarias, porque criam riqueza. Nesse caso, a Câmara Municipal de Seia e Oliveira do Hospital que os ajudem a resolver o problema”, rematou o presidente da Junta de Freguesia de Meruge. A solução, segundo José Carlos Alexandrino, passa pela construção de uma ETAR só para as queijarias. “Estas empresas são muito importantes para a economia local e temos de tomar medidas”, frisou.

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