José Carlos Alexandrino: “Não vou ser candidato ou deixar de o ser por eles o serem”

José Carlos Alexandrino foi um dos elementos que, na última Assembleia Municipal, desafiou de forma categórica António Lopes a candidatar-se à Câmara Municipal de Oliveira. O autarca, que nesta reunião surgiu munido de um livro de Winston Churchill, o qual citou ao longo da tarde, amenizou depois o repto, assegurando que não será em função do adversário que decide se concorre ou não.

“Não vou ser candidato ou deixar de o ser por eles o serem. Na minha vida decido eu, não decidem os outros”, explicou o autarca que antes tinha sido bastante mais taxativo. Nessa primeira fase deu a entender que António Lopes apenas recorre à justiça por saber que não tem capacidade de o derrotar nas urnas.

“Vamos ver se têm coragem de ir a votos. Alguns vão à justiça porque sabem que nos votos são derrotados. Vamos ver se eles têm coragem de se apresentarem como candidatos”, afirmou de forma concludente, sublinhando que espera que as investigações em curso por parte da Polícia Judiciária se resolvam o mais rapidamente possível. “O que quero é que isto [as investigações] ande o mais depressa possível. Já fui investigado na Cordinha e não fui acusado de nada”, sublinhou.

António Lopes aceitou o desafio. Esperava-se depois uma reacção de José Carlos Alexandrino. O autarca, porém, não acrescentou nada àquilo que já tinha dito antes do seu adversário político se ter comprometido a encontrar uma alternativa governativa e de lhe ter dito que o iria derrotar nas urnas.

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  • Vermelhão

    E assim é que deve ser. Agora é preciso olho aberto pois, e não só cá, mas pelo País fora, nota-se perfeitamente as autarquias a quererem fazer obra. Eleições oblige. E por isso mesmo, é preciso controlar bem os gastos, quer na quantidade, quer na aplicação. É preciso no nosso caso, analisar bem o programa e as promessas que foram feitas há 3 anos, o que foi feito, e o que é proposto ser feito. E ver se há dinheiro, ou se à boa maneira socialista, é à custa de dívida, que um dia, alguém pagará. Para o bem de Oliveira do Hospital, até era bom que não houvesse problemas judiciais. É evidente que cada um manda na sua vida. Mas aqui, estamos a falar de cargos que não dependem só de vontades individuais. O partido também manda, e não é pouco. Parece ser um bocado de presunção a mais. Logo se verá.

  • António Lopes

    Não me digam que bastou eu dizer que era candidato( e nem disse a quê), para meia hora depois, se perder o “gaz” e já deixar a dúvida..! O Senhor presidente sabe muito bem que dificilmente irá ter condições jurídicas para se poder candidatar.E, se as tiver,lá estarei para responder ao repto, mas essencialmente, para colaborar numa solução que resolva os problemas dos Municípes e do Concelho,que isso é que conta.Para ver se arranja um Presidente de Câmara que substitua esta tendência de “donos da Câmara”. Esta ideia do PS, de que quem se mete com eles leva e que, tal como dizia a PIDE, a lei fica na porta vai ter que acabar.Tanta transparência e tão boa gestão qual é o problema em me apresentarem os documentos a que legalmente estão obrigados, depois de por seis vezes(6) , o organismo responsável CADA, me dar razão..?Se eu não tivesse fortes indicadores e apoios bastantes para avançar, avançava..? Pelos vistos, perderam o “peito” e ficaram logo a gaguejar..!

  • Fernando Pessoa

    Mais uma vez se confunde corrupção com politica… Faz lembrar alguns comentários que ouvi a Sócrates dizendo que Dilma Rousseff fui alvo de um golpe de direita. Pergunto! Ha vigaristas ou não? Vigarismo nada tem que ver com politica.

    • António Lopes

      É ver quantos se encaixaram nas Câmaras.É ver o subsídios para certas instituições,que mais não são que para pagar os ordenados de quem lá meteram.sendo que os responsáveis andam preocupados que, às vezes, o subsídio não chega para as responsabilidades que lhes criaram.É a lei do vale tudo e “encaixar”…os “nossos”

  • Anglosaxonismos

    “O autarca, que nesta reunião surgiu munido de um livro de Winston Churchill, o qual citou ao longo da tarde.”
    Muito bem.
    Há qualquer coisa que, nesta atitude, permite muitas interrogações:
    – Na Assembleia Municipal, em abril de 2016, cita-se Churchil? Então não haverá bibliografia portuguesa, de portugueses, para citar?- a Constituição da República Portuguesa (actualizada), por exemplo….
    Não.
    “É que os alemães hitlerianos andem aí.”