José Carlos Alexandrino pediu “desculpa” a vereador independente

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital aproveitou hoje a última reunião do executivo para “publicamente” apresentar um pedido de desculpas ao vereador do movimento “Oliveira do Hospital Sempre”. Em causa está o caso de atribuição do prémio de mérito escolar que envolveu a filha e sobrinha de José Carlos Mendes.

“Um ponto negativo do meu mandato”. Foi desta forma que o reconduzido presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital se referiu, esta manhã, ao polémico caso de atribuição de prémio de mérito escolar à melhor aluna do 12º ano do ano letivo 2009/2010 e que, diretamente, envolveu a filha (Ana Rita Mendes) e a sobrinha e afilhada (Carolina Mendes) do vereador.

O caso que remonta a outubro de 2010, respeita à atribuição indevida do prémio de mérito escolar no valor de 500 Euros atribuído pela Câmara Municipal na cerimónia comemorativa do dia do município a Carolina Mendes. Uma situação que, no imediato, mereceu a contestação de José Carlos Mendes que, na condição de pai e vereador no executivo, questionou o motivo pelo qual não foi respeitada a listagem com os nomes dos alunos a premiar e do qual fazia parte o nome da filha que terminara o 12º ano com a média final de 19 valores. Na ocasião, Mendes chegou a acusar o executivo em permanência e os dois vereadores do PSD de terem engendrado uma “cabala política”. Em defesa, o presidente do município argumentou que apenas seguiu as indicações dadas pela Escola Secundária.

Volvido um ano, acabou por ser o Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra a dar razão a Ana Rita Mendes e a obrigar a autarquia a atribuir o prémio de mérito escolar à queixosa e ao pagamento das custas judiciais.

Um episódio envolto em polémica e que nada orgulha José Carlos Alexandrino que passados dois anos desde a decisão do tribunal pede, agora, desculpa ao vereador independente. “Não sou homem de injustiças”, afirmou o presidente da autarquia oliveirense, assegurando a Mendes “não ter sido pressionado por ninguém” na decisão de premiar a sobrinha em vez da filha. Ao contrário, frisou, “pensei que estava a fazer as coisas bem”. Contudo, provado que está o erro, Alexandrino assegura não ter “pejo” de dizer que foi “um momento negativo” do seu mandato. “Não fazemos tudo bem e devo ter a humildade de dizer que (José Carlos Mendes) tinha razão”, registou.

“Também eu devo um pedido de desculpas”, afirmou do mesmo modo a vereadora da Educação, Graça Silva que também chega a rotular o caso como “o momento mais negativo que registei neste mandato”.

“Está ultrapassada a situação. Mas aprecio a postura”, reagiu José Carlos Mendes que em jeito de despedida daquele órgão autárquico, elogiou a forma como , durante o mandato, o presidente de Câmara “teve sempre as portas abertas”. “Sempre se disponibilizou para me ouvir e tentar resolver as questões que eu colocava”, registou o vereador, garantindo só ter “bem a dizer dessa postura” que não tem dúvidas de que irá manter no mandato para o qual acaba de ser reeleito.

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