Jovens escuteiros de São Paio de Gramaços procuram nova sede

No total são 115 os jovens que entre os 6 e os 22 anos integram o Agrupamento de Escuteiros de São Paio de Gramaços.

Prestes a comemorar as bodas de prata enquanto agrupamento formalmente constituído, o grupo é apetecido por muitas famílias e jovens, que nele identificam a prática dos verdadeiros valores da sociedade como respeito, disciplina, voluntariado, responsabilidade e altruísmo.

Associado a um movimento que é mundial, o Agrupamento de Escuteiros de São Paio de Gramaços dá de si para servir os outros, mas vê-se a braços com um problema que os 115 jovens que o integram não conseguem resolver. É que as atuais instalações de que dispõem, no edifício da Junta de Freguesia, são manifestamente insuficientes para a realização de reuniões semanais e outras atividades.

Ainda que alguns elementos até estejam a colaborar na recuperação de uma habitação destinada a um sem-abrigo do concelho, a verdade é que têm dificuldade em encontrar uma sede condigna para acolher a totalidade do grupo.

O problema não é de agora, mas tarda em ser resolvido. “Para nós era muito importante ter a nossa sede em Oliveira do Hospital porque a maioria do nosso efetivo é da cidade”, afirmou Pedro Ribeiro ao correiodabeiraserra.com atestando o empenho da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital relativamente a este problema, mas que tarda em ser resolvido.

Em jeito de justificação da ajuda pretendida, o responsável pelo agrupamento lembra as várias iniciativas em que o agrupamento é chamado a participar de forma voluntária. “Procuramos estar sempre presentes”, referiu.

Também recorrente nas reuniões do executivo oliveirense, o assunto voltou anteontem a fazer eco entre os responsáveis pelo poder político concelhio. Como que em jeito de intimação, o vereador independente José Carlos Mendes avançou com uma proposta de resolução do problema.

“Que no prazo de dois meses seja formalizado um protocolo entre a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escuteiros para cedência da Casa dos Escuteiros, sita no Mandanelho, e da parte de baixo do palco e, para a definição de tarefas por parte dos escuteiros para preservação do parque onde estão sedeados”, propôs José Carlos Mendes, na opinião de quem “o problema já deveria estar resolvido”.

O eleito pelo movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre” lembrou que a referida Casa dos Escuteiros já tinha sido prometida no tempo do presidente Carlos Portugal, tendo o edifício ganho aquela designação aquando da requalificação do Mandanelho. Mendes reconhece a mais-valia da proposta que apresentou porque “não traz custos para a autarquia” e explicou que a Casa poderia ser usada como sede, e a parte debaixo do palco poderia ser destinada às restantes atividades.

“A sua proposta não foi muito feliz”

Ainda que a necessidade de resolução do problema tenha sido partilhada por todos os elementos do executivo, a proposta de Mendes não foi bem acolhida entre o restante executivo que não apreciou o tom em que a mesma foi exposta. A vereadora da Educação, Graça Silva, garantiu que o assunto está a ser tratado com o responsável pelo Agrupamento e que “os escuteiros ainda não estão na casa porque não querem”.

De acordo com a vereadora, o impasse centra-se na exiguidade do espaço, mas está-se a ponderar uma reestruturação da Casa dos Escuteiros para poder acolher os jovens condignamente. Até lá, Graça Silva apontou o antigo ATL como solução provisória ainda que careça de resolução de problemas de humidade. Segundo explicou, a parte debaixo do palco tem o espaço físico reduzido, devido aos materiais e outros elementos que lá se encontram arrumados.

Ainda que partilhe da opinião de que a “Câmara deve arranjar uma solução”, o vereador do PSD, Mário Alves, frisou que “não se pode impor e com uma pistola dizer que tem que se resolver o problema aos escuteiros”. Para o ex-presidente da autarquia, o envolvimento da Câmara neste processo deve acontecer em jeito de colaboração e não de obrigação.

Também o social-democrata Paulo Rocha referiu não subscrever o caráter de obrigatoriedade temporal imposto por Mendes, mas sugeriu a atribuição de um espaço antes que se iniciem os meses de inverno.

O presidente da Câmara Municipal também não gostou da proposta de Mendes, chegando a considerá-la “não muito feliz”. “O assunto está a ser tratado”, garantiu José Carlos Alexandrino, que também se revelou crítico em relação “à cultura que se foi instalando no concelho, em que as pessoas pensam em realizar uma coisa e tem que ser a Câmara a suportar”.

“Estamos no tempo de fazer cortes e combater esta realidade”, considerou, referindo que “é preciso saber o que é relevante e votar no que é relevante”.

Mendes rematou com a constatação de que a proposta em causa “só traz benefícios à autarquia”. “É uma questão de boa vontade”, finalizou.

LEIA TAMBÉM

Cemitério de Nogueira do Cravo vai ser ampliado

A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprovou na sexta-feira o alargamento do cemitério de …

LMAN promove “peregrinação” ao Santuário de Nossa senhora das Preces em Vale de Maceira

A Liga de Melhoramentos Desporto e Cultura de Aldeia de Nogueira (LMAN) vai realizar no …