JSD de Oliveira do Hospital classifica de “miserável” acessos ao Aqua Village e acusa Câmara de travar desenvolvimento do concelho

“Um conjunto de dirigentes nacionais e locais do PSD e da JSD visitaram o recém-inaugurado Aqua Village Health Resort & Spa e comprovaram a forma vergonhosa com que o executivo municipal tem tratado este importante empreendimento, oriundo de um investimento histórico de vários milhões de euros em Oliveira do Hospital e que já emprega mais de 50 colaboradores, dos quais mais de 80 por cento são residentes no concelho”, refere, hoje, em comunicado a Comissão Política Concelhia da JSD de Oliveira do Hospital, no qual adianta que “qualquer cidadão, com excepção dos membros do executivo municipal, percebe a importância deste investimento para o concelho, quer pelos postos de trabalho criados, quer pelo facto de poder funcionar como projecto âncora no município, dada a sua capacidade de atracção de um grande volume de pessoas que se transformarão num importante motor de desenvolvimento da economia local”.

Recordando que o processo de construção se arrastou durante mais de três anos, em grande parte devido aos “obstáculos levantados pela Câmara Municipal”, os jovens sociais-democratas de Oliveira do Hospital criticam o estado em que se encontram os acessos àquele empreendimento. “A estrada que passa em frente ao Hotel está num estado miserável, apresentando-se como um péssimo cartão-de-visita 14502016_1322602607780417_1889760462_npara os visitantes”, sublinham, acusando depois o executivo de José Carlos Alexandrino de se preocupar apenas com “a realização de festas e promoção de egos”, esquecendo o que é verdadeiramente importante. “O executivo municipal não resolve as situações verdadeiramente prioritárias e não apoia quem investe e cria emprego em Oliveira do Hospital. Para além da péssima imagem que dá do concelho, a falta de acção da Câmara Municipal foi responsável por uma inundação que ocorreu na unidade hoteleira um dia após a sua abertura”.

A JSD acusa ainda a autarquia oliveirense de não se preocupar com “a criação de uma estratégia amiga dos investidores e criadores de emprego”. E garantem que “os órgãos sociais-democratas do concelho não se conformam com este tipo de gestão autárquica”. “Exigimos que aqueles que contribuem para a dinamização da economia local e para a fixação de pessoas no nosso concelho sejam tratados com dignidade e apoio e que a imagem do concelho seja preservada e valorizada. Neste sentido, é obrigatório que o executivo municipal avance imediatamente com o arranjo da estrada em causa”, rematam.

A visita ao empreendimento turístico, que aconteceu após o convívio de domingo do PSD14518288_1322602691113742_812158885_n nas Caldas de São Paulo, e contou com a presença entre outros do Secretário-Geral do PSD, José Matos Rosa, o presidente do PSD da distrital de Coimbra, Maurício Marques, a deputada Fátima Ramos, o presidente da Comissão Política do PSD, João Brito, o presidente da JSD de Oliveira do Hospital António Cruz, o vice-presidente da JSD nacional, José Miguel Ferreira, e o presidente da JSD distrital de Coimbra, João Paulo Oliveira.

LEIA TAMBÉM

António Costa deverá visitar Oliveira do Hospital depois do dia 13 de Maio para dar conforto à recandidatura de José Carlos Alexandrino

O primeiro-ministro António Costa deverá deslocar-se a Oliveira do Hospital, como havia referido o presidente …

PSD de Oliveira do Hospital quer aposta na formação profissional

O PSD de Oliveira do Hospital mostrou-se na última Assembleia Municipal preocupado com aquilo que …

  • Grexo

    Os Engs. de meia tijela deviam saber porque está assim o “caminho”. Ainda está em obras e a culpa é da CMOH?????? Fracos. Por isso é que têm de ir para a política, porque não têm competência.

    • Guerra Junqueiro

      Então a culpa é que quem? Minha.
      Já deves estar na política.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

  • Oculum

    oculum

    Focalizem…

    Os «laranjadinhas» tinham que se preocupar com as «coisas» dos ricalhaços… Enfim, gostam muito de «resorts» de luxo para onde, um dia, sonham eles, talvez sejam convidados para umas massagens…para uns refrigérios…para uns banhos quentes…assim à laia dos antigos romanos esclavagistas (que os «laranjadinhas» certamente invejam…). Focalizem… Enfim, gostos e afinidades…«Gustat et affinitates».

    Oculum

  • António Lopes

    Há tempos que ando com vontade de “abrir o livro”, NEGRO, do histórico deste empreendimento, na sua relação com a Câmara Municipal. A primeira vez que ouvi falar deste projecto deveu-se ao descontentamento do promotor ,Senhor Doutor Francisco Cruz, ou CRAPTUR, como se queira, quanto às questões de propriedade e do acesso à antiga fonte termal.O contencioso teria afastado um potencial investidor que, pela demora,se terá desinteressado.Naturalmente, o promotor, começou a falar em indemnização dos prejuízos, até pelos prazos impostos pelos programas de apoio estatal ou comunitário. É nesta altura que sou convidado para um almoço, no restaurante do Senhor Carlos, na Ponte das Três Entradas,no qual participou um potencial novo investidor, o Dr.Francisco Cruz ,o Senhor Presidente da Câmara e eu próprio. Ao que me foi dado saber, esta iniciativa partiu da Câmara empenhada em arranjar um novo investidor. Fiquei convencido do empenho da Câmara em colmatar e resolver o problema. Também esta tentativa se gorou.
    Passou a desenvolver-se uma dupla situação.Por um lado, um discurso de apoio e interesse em apoiar o promotor.Por outro lado, uma continua disputa da propriedade, com a Câmara a Câmara nos dois campos, apostada numa “solução de consenso”.Ou, pelo menos, em ver se a obra se fazia e os votos não se perdiam… Fui, inclusivé, solicitado para tentar demover o Dr.Francisco Cruz quanto ao acesso à fonte, na procura de uma solução consensual com a população.E fiz a tentativa.Uma vez só, outra acompanhado pelo Senhor Vice Presidente. Todos estaremos lembrados do abaixo assinado da população e do levantamento dos paralelos, por parte do promotor. Face ao continuado desentendimento, passou a passar-se a versão que o promotor não tinha dinheiro e que, tudo isto não passava de uma justificação para uma “saída airosa”. Na minha costumada boa fé, se calhar é ingenuidade, até acreditei, e lá me dispus a tentar minimizar os estragos.
    A verdade é que o hotel está feito..! E contra factos..! Ao que me consta,só visitei em tosco, com muita qualidade.Ao que me consta, sem parcerias no investimento.,,Afinal com ou sem dinheiro, o facto é que a obra está feita. A verdade é que a propriedade foi reconhecida. A verdade é que está pendente o então anunciado pedido de indemnização, que corre termos no tribunal.

    Quando eu pensava que já tinha visto tudo.Quando depois de contra tudo e todos o hotel está feito, quando , de permeio, até me apercebi da presença dos nossos autarcas em algumas iniciativas do empresário,pensava que finalmente estávamostodos de parabéns. Eis senão, no último fim de semana, sou informado de uma nova acção no tribunal.Motivo, a Câmara NÃO PASSOU A LICENÇA DE UTILIZAÇÃO EM TEMPO ÚTIL, E O HOTEL ABRIU AO ABRIGO DA LEI DO DIFERIMENTO TACITO!!!!!!!!!!!!!.Palavras para quê..???

    Perante o exposto, quero publicamente pedir desculpa ao Senhor Doutro Francisco Cruz.Não enjeito as responsabilidades que tive na actual solução governativa ,do Município. Aquilo a que assisti, em todo este processo, é mau demais para ser verdade.

    Estou farto de dizer que governar um Concelho é algo mais que beijinhos, palmadinhas ,febras, entremeadas e vinho.Ultimamente, então… O populismo pode não prejudicar.Tanta irresponsabilidade, prejudica certamente. Um executivo capaz e avisado teria colaborado em tudo o que lhe compete, em tempo útil.Teria feito as obras antes da abertura do Hotel.O que as fotos documentam, é simplesmente vergonhoso.Tenho dois grandes projectos turísticos que tentei desenvolver.A dimensão dos mesmo e a crise financeira que se abateu sobre o País, com as limitações e desaparecimento de dois dos principais bancos com que trabalhava, impediram a prossecução dos projectos. Contudo, nos dois casos tive todo o apoio efectivo, e a oferta da colocação da água luz e acessos aos empreendimentos, se os mesmos avançassem. Aliás, é o normal em todo o País. E até por aqui em alguns casos, mesmo sem licenças e projectos..! Por aqui ai de quem tenha espinha, ai de quem não se curve.Não só não tem apoio, como tem continuados entraves..! Nem a licença a tempo e horas..!!! Por aqui, é mais para festas e feiras onde se festeja pouco e mal, e se vende menos queijo que almoços pagos..! É preciso é que dê votos e garanta alguns empregos …

    António Lopes

    • Turista em casa própria

      Mesmo sem Livro Negro, ou Branco, ou Arco-íris, o importante, neste seu supra comentário, para nosso governo, quer dizer, entendimento, seria, ao mesmo tempo que alude a factos, personagens e respectivos locais da acção, , fizesse a necessária datação. Datas. A cada um deles – pois, nestas coisas do tempo, cronologia, o momento ( As mentalidades!) -dos acontecimentos é, por demais, necessário. É fundamental para se perceber ” a narrativa”.
      Aquela obra, porventura “contra ventos e marés realizada” – até com o Alva em “desacordo”, engrossado e enraivecido pela Pluvia que, de cheias, o armou, com a mãe Estrela a empurrá-lo – foi conseguida, desde a concepção, gestação e atribulado parto, durante vários anos, se calhar, demasiados anos…
      Date, pois, esses seus , também, momentos…de acompanhamento.
      Dará um excelente contributo para a “Estória”.

      • António Lopes

        Basta consultar o histórico deste humilde “paskim” e ter presente a evolução da obra. Depois, houve várias manifestações públicas da população(digamos assim.Há quem diga que manipulada…), contra a obra, melhor, pela defesa do acesso à fonte termal,todas elas noticiadas.Houve o levantamento da calçada, com acções judiciais nos dois sentidos.Houve e há, um pedido de indemnização por perdas e danos, intentada pela CRAPTUR. O projecto esteve em vias de perder o financiamento e, também aí, houve uma reunião em Coimbra com todas as partes(representantes da população incluídos)E Câmara, honra lhe seja feita, para se tentar o consenso e manter o apoio comunitário.Penso que estamos a falar num lapso de cerca de 5 anos.Mas como me pede rigor e estou no estrangeiro, recomendo o arquivo do CBS. Procure que encontra..! Nas actas da AM também pode encontrar alguma coisa…

        • Turista em casa própria

          Afinal, tudo se inscreve num calendário eleitoralista.
          Eram necessários votos.
          E obtiveram-nos.
          Grande contradição:
          – A votação apenas “atrasou” a obra.
          Mais importante, para o concelho, era a maioria.
          A obra, essa, não.

  • desalinhado

    Oculum, quanto a boa vida e com muita luxúria tens que pedir algumas dicas a um tal Engº da nossa praça, esse sim tem gostos requintados………..