Julgamento de Mário Alves com fim à vista

No final de cinco sessões exclusivamente dedicadas à audição de cerca de duas dezenas de testemunhas, o julgamento de Mário Alves começa a ter fim à vista. Para as 15h00 de amanhã está marcada a leitura das alegações finais, devendo também ficar marcada a data em que será dado a conhecer o desfecho do processo que remonta a Setembro de 2007.

Sentado no banco dos réus devido a um processo que lhe foi movido por duas funcionários do ATL de Oliveira do Hospital, o ex-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital está a ser julgado por alegadas afirmações proferidas numa reunião realizada no dia 10 de Setembro de 2007 e, que foram interpretadas como ofensivas por Maria do Rosário Fonseca e Isabel Campos que, à data, se deparavam com graves problemas de saúde e, por isso, recorriam a baixas médicas.

“No ATL de Oliveira do Hospital há duas funcionárias inválidas que não fazem nada, nem querem fazer e tenho pena de a lei estar do lado delas, porque senão já teria resolvido o problema”, é a afirmação que consta da acusação e que Mário Alves negou ter proferido aquando da primeira sessão do julgamento, realizada no dia 19 de Outubro. “Referi de forma genérica que havia pessoas que não faziam, nem queriam fazer”, afirmou o ex-presidente, assegurando também não ter proferido as palavras “inválidas e deficientes”.

Pela sala de audiências do Tribunal de Oliveira do Hospital passaram várias testemunhas que atestaram a versão das queixosas e outras tantas que garantiram a veracidade defendida por Mário Alves. Neste processo foram arroladas cerca de duas dezenas de testemunhas, entre funcionários, ex-vereadores da Câmara Municipal e outros com ligações ao ex-presidente e às assistentes.

Pelo meio, há a registar a realização de uma acareação, os requerimentos que o Tribunal recusou à acusação e, a visualização de um excerto do DVD da VI Festa da Castanha que foi aceite pela Juíza, por requerimento da defesa. Destaque ainda para a “contradição” que marcou o testemunho do director de departamentos da autarquia, João Mendes, e para as declarações de Margarida Direito, testemunha abonatória de Alves, que confirmou o uso da expressão “inválidas” pelo então presidente na reunião de 10 de Setembro de 2007.

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