Junta reedita festa de ‘olhos postos’ na requalificação da zona histórica de Oliveira do Hospital

Mais do que uma festa, a iniciativa que pelo quarto ano consecutivo leva milhares de pessoas à zona histórica de Oliveira do Hospital, afigura-se como um “sinal de alerta” para o estado de degradação em que se encontra aquela zona da cidade.

Em mês de santos populares, a Junta de Freguesia de Oliveira do Hospital marca calendário e cumpre a quarta edição do “Há Festa na Zona Histórica”. A iniciativa acontece já no próximo fim de semana, envolvendo a participação de mais de 40 expositores ao nível de artesanato, gastronomia, tasquinhas e animação, bem como a realização de outras iniciativas paralelas como sendo a 2ª gala de ginástica acrobática, encontro de bicicletas antigas, passeio pedestre, rali e um jogo de futebol. Ingredientes que já levam o presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Hospital a considerar tratar-se de uma das melhores festas .

A pouco mais de 48 horas do arranque do certame, Nuno Oliveira centra elevadas expectativas em torno da quarta edição do evento que tem a sua assinatura e que, não tem dúvidas, tem melhorado ano após ano por força da fidelização de visitantes verificada em anteriores edições. “Em média, mais de 10 mil pessoas passaram por cada edição”, adianta o mentor da iniciativa considerando estar assim superado aquele que, desde a génese do evento, foi apontado como o segundo objetivo a atingir: o combate ao isolamento e a promoção da socialização. “Ontem, se calhar ninguém dava valor à festa, mas agora ganhou projeção e toda a gente quer vir e participar”, constata Nuno Oliveira.

Contudo, mais do que chamar pessoas ao convívio, o “Há Festa na Zona Histórica” afigura-se como um “sinal de alerta” para a necessidade de requalificação daquela zona da cidade que, nos últimos anos, foi votada ao abandono e esquecimento. Em pleno centro da cidade, a zona histórica vê-se a braços com problemas de saneamento e várias habitações encontram-se em avançado estado de degradação. “O objetivo é alertar para esta problemática de desertificação e degradação dos próprios imóveis, quer em termos habitacionais, quer comerciais”, sublinha o jovem que à frente dos destinos da Junta de Freguesia, se vê de “mãos e pés atados” para a resolução do problema que exige um avultado investimento financeiro. De acordo com Nuno Oliveira, este é também um problema que preocupa o executivo municipal de quem já obteve “promessa” de resolução. “Espero que sim”, comentou o presidente da Junta de Freguesia, a quem não faltam ideias de projetos possíveis de implementar na zona histórica da cidade. Um albergue difuso, um centro comercial ao ar livre são algumas das ideias de Nuno Oliveira que, para o efeito defende o corte de trânsito na zona, com o objetivo de fazer da zona histórica uma espécie de “baixa”, onde se concentre a restauração, comércio e serviços.

“Esta festa é um custo-investimento”

A pensar no amanhã, Nuno Oliveira faz contas ao presente e facilmente considera bem empregue o dinheiro gasto no “Há Festa na Zona Histórica”. “Esta festa é um custo-investimento”, refere, chamando a atenção para o facto de a iniciativa configurar oportunidade de negócio para a restauração e comércio da Zona História, bem como para os expositores, bares e tasquinhas presentes.

À semelhança do que aconteceu em anteriores edições, Nuno Oliveira lembra que também este ano, o “Há Festa…” beneficiou do apoio resultante de uma candidatura ao PRODER, com o objetivo de onerar o menos possível a Junta de Freguesia, que conta com o apoio da Câmara Municipal.
A primar em cada edição pela vertente social, a iniciativa conta este ano com a participação especial da Delta/ Grupo Nabeiro, cujos lucros vão reverter para a Arcial, instituição que no sábado, 29 de junho, serve também de mote ao almoço solidário que mais de 60 funcionários da Delta decidiram realizar em Oliveira do Hospital, com objetivo de ajudar a instituição que no concelho é uma referência no apoio que presta a jovens deficientes.

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