La pizza do L’ Artista de Oliveira do Hospital è bella e está no pódio nacional

Vai para cinco anos, os primeiros clientes chegaram movidos pela curiosidade. Pela novidade. Afinal, um restaurante especializado em pizzas napolitanas, confeccionadas por um chefe formado naquela cidade italiana não é algo vulgar no interior do país, como Oliveira do Hospital. “Estranharam um bocado, mas a vontade de experimentar falou mais alto”, conta Casimiro Santos que estabeleceu o restaurante L’Artista. “Depois ficaram satisfeitos e, com o tempo, convencidos”, continua este cozinheiro que também convenceu os especialistas, na última segunda-feira, ao conquistar o terceiro lugar para a pizza mais bela no Campeonato Português daquela iguaria napolitana que decorreu no Porto e contou com 33 concorrentes. “Tinha o sonho de vencer com a minha pizza Pescatora. Ainda assim não correu mal. Dignifiquei o meu trabalho e a nossa cidade”, explica.

pizza 3 O prémio divulgou o Ristorante-Pizzería L’Artista, em Oliveira do Hospital, um lugar algo estranho no concelho oliveirense. Do exterior parece um restaurante banal. Como qualquer outro situado à beira de uma estrada. Sem nada que chame a atenção. O cenário muda quando se atravessa a porta. No interior já existe um certo requinte. Incluindo um espaço destinado às brincadeiras dos mais novos. Já a televisão não existe. “Não combina com uma boa refeição. Ou se vê um programa ou se dedica a concentração a degustar a comida”, explica o chefe Casimiro, para quem o segredo deste prato típico da cidade italiana de Nápoles tem como grande Pizzasegredo de uma boa pizza está em três ingredientes: farinha, o molho de tomate e na mozzarella. “Tudo é importante, mas estes aspectos definem a qualidade, depois os restantes ingredientes dependem do gosto de cada um. A pizza é pequenina, mas é um mundo onde se pode colocar aquilo que o cliente mais aprecia”, conta com um sorriso Casimiro Santos.

É o segredo e também algo difícil de apreender. Quem domina a arte diz que para se conseguir uma boa pizza é necessário empenho, esforço e muito tempo. “Um mestre não se faz em dois dias. São necessários anos. E a cada dia que passa estamos sempre a aprender”, conta este oliveirense que, aos 18 anos, não resistiu à herança deixada por uma avó italiana e resolveu partir para o estrangeiro para tentar “aprender coisas novas”. O primeiro destino foi Londres. Na capital inglesa encontrou trabalho num restaurante italiano, onde o proprietário, mais tarde, lhe proporcionou, durante cinco anos, cursos de aperfeiçoamento em pizzas e cozinha italiana na cidade italiana de pizza 4Nápoles. No total foram 26 anos como emigrante. A derradeira passagem foi pelas ilhas Canárias, onde o seu patrão resolveu investir. “Com a crise, em 2011, esse restaurante na ilha espanhola acabou por fechar. E eu, com 44 anos, achei que estava na hora de regressar à minha terra”, conta.

Chegado a Oliveira do Hospital resolveu estabelecer-se, corria o ano de 2012. Reconhece que o actual estabelecimento não era, nem é, o local ideal. Mas pesou o facto de já ali ter existido um restaurante normal. “Em algum lado teria de ficar. Aqui estou perto da minha família, dos meus, achei que devia investir”, diz, sem esconder que, em sua opinião, nos grandes centros urbanos poderia ter outra visibilidade e retorno. E o arranque não foi fácil. A clientela foi ganha aos poucos. E o futuro, acredita, é promissor, não só pela visibilidade conquistada no campeonato nacional, mas também pela preferência que os portugueses estão a dar cada vez mais a este prato da cozinha mediterrânea. “Este terceiro lugar conseguido no Porto pode ser o ponto que faltava para dar definitivamente o salto. As pessoas agora sabem que Oliveira do Hospital tem pizzas que se encontram entre as melhores de Portugal. Estou convencido que esse efeito vai-se fazer sentir no volume de negócios”, frisa, ao mesmo tempo que agradece à família Vaz Patto o empréstimo um terreno contíguo ao restaurante para estacionamento.

A origem é egípcia ou grega, mas a fama vem de Nápoles

Ao contrário daquilo que se poderia pensar, a história daquilo que hoje conhecemos como pizza terá começado a ser confeccionada pelos egípcios ou pelos gregos. A novidade terá chegado posteriormente a Eturia, Itália, onde começou por ser um alimento de pessoas humildes do sul da Itália. No início do primeiro milénio, surgiu em Nápoles o termo picea, a cidade considerada o berço da pizza. “Picea” indicava um disco de massa assada, servida com ingredientes baratos, com o objectivo de “matar a fome” à da parte mais pobre da população. Hoje é vista de forma completamente diferente. Em 1982, foi fundada, em Nápoles, a Associação da Verdadeira Pizza Napolitana, (Associazione Verace Pizza Napoletana) com o objectivo de promover a culinária e a tradição da pizza napolitana, defendendo a sua cultura. São padronizadas as suas principais características. Em 2004, o parlamento italiano aprova um projecto de lei para regulamentar, através da Denominação de Origem controlada, as características da pizza napolitana que, a partir de Dezembro de 2009, passa mesmo a ser protegida pela Comissão Europeia.

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