Lagar do Cobral aposta na certificação de azeite biológico

 

Ainda que garanta que todo o azeite que produz é biológico, o Lagar do Cobral, localizado em Lagares da Beira reconhece as mais valias decorrentes de um processo de certificação e acaba de colocar no mercado o azeite biológico do Cobral certificado.

Com estreia na Feira do Queijo de Oliveira do Hospital, o produto é presença assídua no mercado biológico que decorre mensalmente na cidade e está também presente no comércio local e lojas gourmet.

Com uma aposta na certificação que não ultrapassa os dois por cento da produção total, o Lagar do Cobral não tem as grandes superfícies comercias nos seus horizontes, até porque entende que com isso iria “banalizar o produto” ao invés de o “distinguir”.

Entendido como um ingrediente fundamental na cozinha mediterrânica, o azeite é muito apreciado na região.

No entanto, pelo aumento do preço que decorre do processo de certificação – “o litro do azeite encarece em 75 por cento”, refere o sócio-gerente do Lagar, Luís Falcão de Brito – o azeite biológico do Cobral é procurado, sobretudo, por residentes estrangeiros que usam o produto certificado para barrar o pão e temperar em fio.

Contudo, adianta o responsável, a exigência dos consumidores locais também conduz a uma maior procura do azeite certificado. “As pessoas da região sabem o que é um bom azeite”, sublinha, notando que as vendas do produto certificado – o azeite é distribuído em garrafas de 250 mililitros – têm correspondido às expectativas.

Pertença de duas famílias com tradição no setor – Vaz Pato e Falcão de Brito – o Lagar do Cobral foi construído de raiz em 1999 e é, de acordo com Luís Falcão de Brito, “um dos mais modernos do país”. Também alvo de processo de certificação, o espaço que regista uma forte afluência de olivicultores, terminou a última campanha com um total de mil toneladas de azeitona que resultaram na produção de 160 mil litros de azeite.

Apesar de o Lagar estar situado numa zona com tradição na produção de azeite, o Lagar do Cobral esbarra com uma lacuna que acaba por condicionar a certificação do produto. É que, como explicou Luís Falcão de Brito, na região não existe nenhum produtor certificado que possa vender azeitona ao Lagar. O contratempo tem obrigado, o Lagar do Cobral a recorrer a um produtor certificado de Mirandela, como forma de garantir a certificação do produto.

Ainda que de “boa qualidade”, o azeite biológico certificado apresenta características diferentes do restante azeite produzido no Lagar, porque resulta de azeitona cobrançosa e madural e não da azeitona galega. A par do azeite certificado, o Lagar comercializa nas suas instalações o restante azeite biológico.

Para além de efetuar a extração de azeite para os produtores, aos quais também adquire azeitona, o Lagar do Cobral é também proprietário de cerca de 30 hectares de olival destinados a produção própria.

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