Leitores não acreditam que Alexandrino cumpra a promessa de condicionar recandidatura à construção do IC6

Os leitores do CBS estão convencidos que José Carlos Alexandrino não vai cumprir a promessa de condicionar a sua recandidatura à Câmara Municipal à construção do IC6 até Oliveira do Hospital. Dos 331 participantes no inquérito promovido por este jornal, 288 (87 por cento) consideram que esse aspecto não irá pesar na decisão do autarca e que ele, qualquer que seja o cenário, avançará para tentar conquistar um terceiro mandato, pouco importando se há ou não a certeza absoluta que aquela via será construída. Apenas 43 leitores (12,9 por cento) acreditam na palavra de José Carlos Alexandrino e que só será recandidato perante factos concretos do arranque das obras. O autarca já foi confrontado com perguntas sobre esse tema por parte do PSD e CDU, mas não deu qualquer resposta concreta.

José Carlos Alexandrino, recorde-se, disse claramente que a sua recandidatura dependia muito da posição do actual governo sobre o IC6 e requalificação da EN 17, aquando da visita a Oliveira do Hospital do ministro-adjunto do primeiro-ministro, Eduardo Cabrita, no Outubro do ano passado. “Já passou muito tempo e até agora a obra não foi realizada. Não estamos a falar de uma obra de muitos milhões, mas de apenas dois milhões de euros. Há aqui qualquer coisa errada e eu não posso pactuar com isso”, começou por referir José Carlos Alexandrino, para quem o tempo do poder central se escudar em desculpas já passou. O autarca foi depois mais longe e tentou colocar alguma pressão no executivo liderado por António Costa. “Em relação à possibilidade de me recandidatar ou não depende muito da posição deste Governo em relação a estas obras estruturantes. Isso poderá ser uma das condições que pesará para viabilizar ou não a minha candidatura. Está muito nas mãos do ministro do Planeamento e das Infra-estruturas deste Governo”, frisou Alexandrino, para quem até às eleições não é possível fazer o IC6. “Mas é importante que o Governo dê sinais claros que vai concretizar a obra [IC6]”,  disse na altura.

Mais tarde, numa Assembleia Municipal foi ainda mais longe e garantiu que o seu futuro político estava nas mãos do executivo liderado por António Costa. “A minha recandidatura está condicionada, se o PS assim o entender, a esse problema [IC6]”, afirmou na altura, revelando esperar “brevemente uma resposta definitiva” por parte do executivo liderado por António Costa sobre este assunto.

Já em Janeiro, quando o ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, se deslocou a Oliveira do Hospital a assinatura das obras de requalificação da EN17 e referir que o IC6 para já estava fora de questão sem que primeiro sejam assegurados fundos europeus, José Carlos Alexandrino insistiu na construção da obra. “Não faz sentido a obra estar parada num pinhal quando nos faz falta como de pão para a boca”, disse o líder da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, lembrando que o IC6 avançou em direcção a Oliveira do Hospital precisamente com alguns Governos que integravam Pedro Marques. “A primeira vez foi com o engenheiro António Guterres, depois com o Governo de José Sócrates, na altura era secretário de estado das Obras Públicas Paulo Campos. Agora é a altura de Pedro Marques dar o empurrão que falta”, concluiu. O empurrão que Alexandrino pediu ficou-se pela promessa de arrancarem novos estudos.

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