Lista da JSD venceu eleição de delegados ao congresso nacional do PSD

 

Numa eleição que ficou marcada pela reduzida participação de militantes do PSD de Oliveira do Hospital – dos 187 em condição de votar, apenas 68 exerceram o respetivo direito – a lista que a JSD apresentou a votos reuniu 72 por cento das preferência.

Encabeçada por Nuno Caetano, a lista derrotou a adversária liderada pela presidente da Comissão Política de Secção (CPS) do PSD, Sandra Fidalgo, que apenas reuniu 28 por cento dos votos. Na prática, com 49 votos, Nuno Caetano foi eleito delegado ao congresso, juntamente com presidente da JSD oliveirense, Mário Abreu. Com 19 votos, Sandra Fidalgo, que logo se fazia seguir por Nuno Marques, não conseguiu cumprir o obejtivo de assegurar presença no congresso nacional do partido.

Num ato eleitoral que, no dia 3 de março, também serviu para reconduzir Pedro Passos Coelho na liderança nacional do PSD, o presidente da JSD, Mário Abreu, não deixa de valorizar o bom resultado alcançado pelos jovens.

“É uma demonstração daquilo que conseguimos fazer”, referiu o líder concelhio ao correiodabeiraserra.com, considerando que a JSD deu provas de que “consegue mobilizar”. Um desafio que era considerado importante pela estrutura social-democrata, que chegou a rejeitar a proposta lançada pela Comissão Política de Secção de constituição de uma única lista para a eleição de delegados ao congresso. “Quisemos demonstrar que somos ativos”, adiantou, explicando também que a proposta da CPS de lista única surgiu “muito em cima do tempo”.

Ainda assim, Mário Abreu garantiu a este diário digital que existem boas relações entre as duas estruturas e que a JSD tem estado em sintonia com a Comissão Política. Deu o exemplo da visita dos deputados da Assembleia da República ao concelho e na qual fez questão de participar.

Do trabalho que tem vindo a ser feito pela Concelhia, Abreu louva sobretudo o esforço de “união” da família social-democrata. No entanto, não deixa de considerar que Sandra Fidalgo deveria ser “mais ativa” e “não estar à espera que os problemas se resolvam por si”.

Sem condições para “fazer grandes leituras” – “os números são tão reduzidos que não dá para tirar grandes ilações”, verifica – a presidente da CPS do PSD de Oliveira do Hospital considera que todo o processo decorreu de “forma pacífica”, ainda que “haja quem queira fazer aproveitamento político destas coisas”. Reconhecendo a legitimidade da JSD para avançar com uma lista, Sandra Fidalgo não deixa de lamentar que a sua proposta de lista única não tenha sido aceite pela JSD.

Pese embora o resultado da eleição em que saiu perdedora, Sandra Fidalgo recusa-se a encarar os números como reveladores do aparecimento de uma nova força política no seio do PSD. “O esforço da CPS é de que haja uma única força política”, referiu, notando que o partido “tem vindo a reunir militantes e a alargar bases de apoio”.

Uma união que a responsável espera que se venha a verificar por altura das eleições à estrutura a que preside e deverão ocorrer brevemente. Sem dar como certa uma possível recandidatura, Sandra Fidalgo apenas garantiu que o nome do candidato à estrutura “terá que ser consensual”.

Quando também se aproximam as eleições autárquicas, Sandra Fidalgo está preocupada em unir para que “o partido tenha uma base de entendimento e avance com uma candidatura conjunta”. “Fraturados não vai resultar em nada de bom”, constata a social-democrata.

LEIA TAMBÉM

Comentários aos resultados eleitorais em Oliveira do Hospital. Autor: João Dinis, Jano

Grande vitória da CDU na Freguesia de Meruge!  A nível municipal, porém, sai muito ferida …

José Carlos Alexandrino renova mandato e aumenta vantagem em relação a 2013

José Carlos Alexandrino reconquistou a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital pelo PS, mantendo seis …