Livro de que é coautor Luís Filipe Torgal foi lançado na Assembleia da República

A Biblioteca da Assembleia da República foi palco da apresentação do livro António Machado Santos (1875-1921), O Intransigente da república, dos autores Armando Malheiro da Silva (FLUP/CEIS20), Carlos Cordeiro (UA/CEIS20) e Luís Filipe Torgal (AEOH/CEIS20).

Na cerimónia que foi presidida, no passado dia 14, pelo vice-presidente da Assembleia da República , o deputado Guilherme Silva, o livro foi apresentado pelo professor Luís Reis Torgal (FLUC/CEIS20), que falou sobre os autores e os seus currículos, bem como sobre a vida e obra de Machado Santos, o “homem da Rotunda” e “fundador da República”, que depois viveu sempre em conflito com muitos republicanos, na sua ânsia de implantar uma república ideal, até ser assassinado por um fora da lei, o “Dente de ouro”, em 1921.

O professor Luís Farinha, coordenador da coleção, recordou que esta obra se insere na série Parlamentares da I República, que reúne um conjunto de estudos monográficos sobre a atividade política de doze individualidades republicanas que se distinguiram no Congresso, como deputados ou como senadores.

Coautor do livro, o professor do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, Luís Filipe Torgal, confrontou os paradoxos da vida de Machado Santos com os da I República e, recorrendo a uma fundamentação histórica, contraditou “um velho e gasto discurso oficial que insiste em proclamar Portugal como país de brandos costumes”.

A propósito das dificuldades de um professor do ensino básico e secundário conciliar o trabalho na escola com o trabalho da atualização científica, denunciou que “está em curso um processo premeditado de destruição da escola pública”. Neste âmbito, recordou a mega agregação de escolas de Oliveira do Hospital – a maior do país -, “que destruiu as identidades das suas cinco escolas, para fundar uma escola babilónica, ultramassificada, que degradou as relações entre professores, alunos, direção, pais e funcionários, e instalou a discórdia e a indisciplina”.

Sobre o livro, o coautor lamentou que, tal como outras obras editadas pela Assembleia da República, fosse apenas vendido na livraria da Assembleia da República ou através da internet e não fosse distribuído pelas diversas livrarias do país.

O também coautor, o professor Armando Malheiro da Silva, destacou a importância das ciências da informação e da comunicação na construção desta obra, pois este livro foi elaborado através de um vivo e fecundo diálogo triangular feito via internet, a partir das três cidades onde vivem os seus autores: Oliveira do Hospital, Braga e Ponta Delgada. O mesmo autor concluiu a sua intervenção agradecendo a todas as pessoas e instituições que possibilitaram a concretização desta obra.

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