Localidade de Avô, em Oliveira do Hospital, com cheias que já causaram vários prejuízos materiais

A localidade de Avô está a ser assolada por cheias e a deixar os habitantes daquela localidade de Oliveira do Hospital assustados. Postes caídos, muros derrubados, estradas cortadas e a Ilha do Picoto completamente submersa é o cenário visível. No local a protecção civil Municipal vai tentando colocar alguma ordem num caos que, no entanto, ainda não causou nenhum ferido.

A Praia fluvial da localidade, um dos cartões-de-visita de Avô, porém, 12694530_1118830208149343_1294509205236340463_oestá completamente inundada e os responsáveis da Junta de Freguesia ainda não têm noção da dimensão dos estragos, particularmente na Ilha do Picoto. “Não sabemos porque está completamente submersa. Mas os estragos são certamente avultados. Há água por todo o lado, existe um caudal enorme. O trânsito na Estrada Nacional 230 está a realizar-se com dificuldade devido ao aluimento de terras e queda de muros no entroncamento para Avô. A Protecção Civil Municipal de Oliveira do Hospital está a acompanhar o caso. Já estão aqui máquinas da Câmara a tentar minimizar o problema”, explicou ao CBS o tesoureiro da Junta de Freguesia de Avô, José Carlos Ferreira, adiantando que não há qualquer vítima a lamentar, apenas muitos danos materiais”. Entre os muitos prejuízos aponta muros caídos, árvores e candeeiros arrastados pela força das águas, assim como a quase certa destruição de tudo o que se encontrava na ilha do Picoto e a praia fluvial.12729017_1118830148149349_2411772777178702408_n

O jovem Mike Daniel, de 27 anos, está preocupado com o que pode acontecer ao local onde reside, mas aproveitou para filmar a força da água. “Não via uma cheia destas desde 2006, mas penso que esta é ainda pior. A água continua a subir e a chegar às casas. Uma delas, que se encontra desabitada, já está mesmo submersa”, explicou ao CBS . Uma noite que, garante, não será tranquila para nenhum dos moradores.

Vídeo e fotos: Mike Daniel

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  • Afonsino

    Este momento, em que a fotografia, ou mesmo o vídeo, jamais reterá “a força das águas”, e que, de espectáculo, nada tem, talvez fosse mais apropriado para momento de reflexão…o seu contributo.
    O “Bicho Homem”, hoje, para todos os efeitos, é aquele que “predomina” sobre a Natureza, seja solo, subsolo , atmosfera…estratosfera…e arredores…nem que de, bombas, por lá, digam que , representativamente, estão..
    Vã ilusão…
    O “Bicho Homem”, apesar, sendo uma – também – força da Natureza , quase sempre, se deixa enredar nos seus erros de leitura, interpretação, formulação e estruturação de conhecimento, quando se julga superior – que religião teremos, predominante, no sec. XXXI ?
    As “cheias”, passados 20 dias de chuva intensa, parecem baralhar todas as nossas contas?…
    Parece que sim.
    Parece que o “Bicho Homem”, de quando em vez, regressa aos seus espaços naturais…dos quais andava esquecido…há milhares de anos e, em reflexão, continua a dizer que “As forças da Natureza, essas, nunca ninguém as venceu”…
    – Sem água, não haveria “Bicho Homem”!
    Também é verdade que “Bicho Homem” e água, nunca se deram bem…e, para baralhar as contas, também o “petróleo”…

    Adiante…
    É sempre preocupante , aconteça onde acontecer, uma tragédia…
    Dado o avanço da ciência – que avança ao segundo – , dada a experiência de dezenas de milhares de anos, que o “Bicho Homem”, apesar, se preocupe mais com umas centenas de milhar de euros, ou dolares, ou francos…ou libras…para não falar de milhares de biliões…
    Os nossos rios, hoje, por aqui, deixaram de o ser, há muito…
    A televisão, até nisto, milagres fez.:
    – A incúria do “Bicho Homem”, que fez aquilo que não deveria ter feito, ou já deveria ter corrigido aquilo que, de mal, foi feito ,em suas consequências, é transmitida em directo, depois, em comentários, gaguejados e mal “amanhados”…

    Regressemos à bacia do Alva:
    -Quantos verões, criminosamente, queimaram as suas margens?
    – Quantos hectares, naturais ou humanizados, arderam nestes últimos anos?
    – Quem é que já olhou, com olhos de ver, para essa herança de desleixo, de consumismo televisivo de produtos, de descultura, que permite, em regiões destas, de descontínuo relevo, não reflorestar, logo a seguir, aquilo que um incêndio – criminoso – destruiu?
    – E onde é que andam as candidaturas aos milhares de milhões de fundos comunitários para a reflorestação?
    Que cultura é esta, que esbanja milhões de euros, em “futebóis”, em “feiras e festas”, repetidas até à exaustão – sim, façam-se as devidas contas a todas as câmaras de todos os concelhos envolvidos nesta bacia hidrográfica do Alva, ao longo destas últimos vinte anos, e logo se verá! – e não cuidam, devidamente, do seu sistema “respiratório” e “circulatório”?
    “Ó glória de mandar, ó vã cobiça,
    Desta vaidade a que chamamos fama”….
    …E de gastar, sem rédea nem tino, aquilo que é de todos nós.