Lourosa encerrou comemorações do jubileu com olhos postos na desejada requalificação

 

… a necessária requalificação do espaço envolvente ao milenar templo religioso. Restou, porém, a certeza de que a obra “de uma maneira ou de outra vai ser feita”.

A freguesia de Lourosa, no concelho de Oliveira do Hospital, saiu ontem à rua para participar no encerramento das comemorações dos 1100 anos da igreja de S. Pedro, de estilo Moçárabe.

Com direito a transmissão televisiva da missa que, tal como aconteceu no arranque das comemorações, foi também ontem presidida pelo bispo da diocese de Coimbra, Virgílio Antunes, a cerimónia ontem realizada surgiu como o culminar de um conjunto de iniciativas destinadas a comemorar 1100 anos de fé e história naquela freguesia do concelho de Oliveira do Hospital.

Depois da realização da feira moçárabe realizada no dia 19 de agosto e que se afirmou como o ponto alto das comemorações jubilares, o momento ontem vivido ficou marcado pelas emoções. “Um misto de sensações”, chegou a admitir o presidente da Junta de Freguesia de Lourosa que se confessava alegre por na sua terra poder contar com a presença de “pessoas tão ilustres” e triste por assistir ao culminar de “um vasto leque de iniciativas sem paralelo”.

Américo Figueiredo não deixou de verificar a mais valia das comemorações que, tem esperança, que venham a ser “um ponto de partida pata o desenvolvimento e consolidação da freguesia, tornando-a mais dinâmica e com capacidade para se afirmar”.

“As comemorações deram a possibilidade de olhar para o passado com saudosismo e de encarar o futuro de forma positiva”, referiu ainda o autarca numa clara alusão à necessária requalificação do centro histórico da freguesia, sem deixar de apreciar também o empenho da Câmara Municipal que “desde a primeira hora abraçou a iniciativa”.

Satisfação foi também o sentimento que ontem assolou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que reiterou o “orgulho” que sente por as comemorações dos 1100 anos do templo coincidirem com o seu mandato autárquico.

José Carlos Alexandrino registou o empenho da autarquia, em especial, da vereadora Graça Silva na organização das comemorações, bem como o esforço orçamental, esclarecendo porém que se tratou de um “investimento na freguesia”. “O presidente da Câmara não fez política com as comemorações, o que fizemos foi com que estas comemorações ficassem à altura da história de Lourosa”, referiu, deixando a garantia de que após as comemorações a freguesia não irá ficar esquecida e que o município levará por diante o compromisso de requalificar a zona envolvente ao templo.

Uma obra que, como explicou, tem sido adiada por haver “esperança” de que os trabalhos orçados em 200 mil euros venham a ter uma comparticipação comunitária na ordem dos 80 por cento. “Esta obra de uma maneira ou de outra vai ser feita”, assegurou o autarca.

“Estas pedras apaixonam…”

Sem deixar de reconhecer o “trabalho muito sério e rigoroso” que foi realizado no decorrer das comemorações, o bispo da diocese de Coimbra, louvou a beleza da igreja moçárabe de Lourosa que “apaixona imediatamente qualquer pessoa com sensibilidade religiosa e histórica”. “Não tem a amplitude das grandes catedrais góticas, mas tem um encanto simples e equilibrado”, notou Virgílio Antunes que se chegou a referir ao templo como se de uma “jóia” se tratasse. “Estas pedras apaixonam”, insistiu o bispo de Coimbra, apelando para que uma futura intervenção no espaço envolvente “não tire o encanto e beleza que está na sua simplicidade”. Virgílio Antunes não tem dúvidas das mais valias das comemorações do jubileu, que vão marcar “o futuro da comunidade cristã local”, certo de que o monumento religioso é um “lugar de peregrinação”.

Vice-presidente da comissão responsável pelas comemorações, Higino Tchikala referiu-se ao jubileu como sendo um “marco fundamental da história da igreja” e destacou os seus impactos junto da comunidade. “O jubileu de Lourosa mexeu com todos, criou unidade e fez-nos descobrir todos os elementos da nossa cultura”, registou o pároco local.

A representar a diretora regional da cultura na cerimónia, o arquiteto Antero de Carvalho destacou a importância que a igreja de S. Pedro de Lourosa tem na história do país e deixou a garantia de que a direção regional da cultura estará disponível para colaborar com a requalificação da zona envolvente ao templo religioso.

Na cerimónia dirigida pela vereadora municipal da Cultura, Graça Silva, destaque também para a homenagem prestada ao falecido Dr. Vasco Campos e às palavras dirigidas pelo presidente da Câmara ao pároco António Borges de Carvalho que se prepara para deixar a paróquia de Oliveira do Hospital.

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