Lourosa pede ajuda no Facebook

Um dos poucos monumentos nacionais que calhou em herança ao concelho de Oliveira do Hospital, a Igreja Matriz de Lourosa, está votado ao abandono há várias décadas e tenta agora a sua sorte na popular rede social utilizada por muitos milhões de pessoas em todo o mundo – o Facebook.

A iniciativa partiu de um grupo de pessoas que neste país ainda tem preocupações com a sua História, e a página – administrada por essas mesmas pessoas – procura essencialmente divulgar aquele que é considerado como um dos mais importantes monumentos da Península Ibérica do século X.

No facebook – clique aqui para aceder –, os administradores da página desafiam os utilizadores daquela rede social a colocarem fotografias que possuam e, num simples clique, a tornarem-se fãs.

Em suma, o que se pretende é dar visibilidade ao monumento por onde já passaram célebres figuras da vida nacional e internacional – basta consultar os mal conservados livros de honra para perceber isso mesmo – e transformá-lo num importante pólo de atracção turística.

O problema é que aquele ícone da arquitectura moçárabe está quase sempre de portas fechadas e votado ao abandono.

Por isso – defendem os facebookers – é necessário olhar para a Matriz de Lourosa de uma outra forma. Sobretudo, ao nível da sua preservação e divulgação.

No adro da igreja, por exemplo, encontra-se um vasto conjunto de sarcófagos esculpidos na pedra onde, em tempos muito longínquos, eram sepultados os restos mortais dos nossos antepassados.

Os facebookers pedem uma coisa simples, sobretudo numa altura em que o quadro de Referência Estratégico Nacional, em vigor até 2013, disponibiliza tanto dinheiro para estas áreas de intervenção, e que passa pela requalificação do histórico espaço.

Segundo a maior enciclopédia online do mundo – a Wikipédia – “esta igreja, remonta à época da primeira reconquista cristã (912), embora na sua construção tenham sido aproveitados materiais visigóticos e romanos. Possui mesmo uma ara dedicada a Júpiter, o que comprova a persistência de antigos cultos. Lourosa foi doada à Sé de Coimbra em 1119 pela rainha D. Teresa e coutada por D. Afonso Henriques em 1132, por 70 morabitinos e uma boa mula”.

 

A internet tem sido, aliás, um sítio onde se encontra ainda alguma informação sobre aquela relíquia histórica.

Num texto, intitulado “Trocar Palavras em Árabe”, também disponível no Facebook, Fernandes escreve que “ Lourosa não é, pois, a modesta construção moçárabe que sucessivos historiadores da arte entenderam (e entendem ainda). Ela é uma obra de vulto, dotada de um programa planimétrico e volumétrico ambicioso, devido, certamente, ao estabelecimento de colonos asturianos na bacia do rio Alva”.

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