MAAVIM vai pedir ao ministro da Agricultura e à líder da CCDR Centro que coloquem lugar à disposição

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) deverá pedir amanhã que o ministro da Agricultura e a responsável pela da CCDR Centro coloquem os seus lugares à disposição, uma vez que os responsáveis por este movimento entendem que estas duas figuras “não conhecem a realidade resultante dos incêndios de 15 de Outubro”. O pedido deve acontecer durante uma iniciativa promovida pela MAAVIM que irá homenagear 100 grupos de voluntários que ajudaram as vítimas da catástrofe, servindo igualmente para esclarecer a população sobre as medidas a tomar.

“Queremos que esses lugares sejam ocupados por pessoas competentes que tenham conhecimento da realidade”, explica o dirigente daquela associação Nuno Pereira, adiantando que a MAAVIM vai aproveitar o momento para juntar mais assinaturas para levar uma petição pública à Assembleia da República para que sejam reabertas as candidaturas aos apoios estatais. “Já temos cerca de mil e necessitamos de quatro mil. Isto é uma trapalhada. As pessoas nem sequer sabem como reclamar”, continua, frisando que amanhã vão apresentar casos concretos existentes, devidamente documentados, que Capoulas Santos teima em ignorar. “Estamos também a colocar uma acção em tribunal e vamos explicar às pessoas como devem proceder”, resume Nuno Pereira.

A MAAVIM convidou para esta iniciativa, que vai decorrer na sede daquele movimento em Midões, representantes de todos os grupos parlamentares (só o CDS e PSD confirmaram a presença), bem como os presidentes de todas os presidentes das autarquias afectadas pelos incêndios de Junho a Outubro, e ainda, entre outros, as embaixadas dos países de origem de muitos dos estrangeiros que também foram afectados.

O programa tem início pelas 11h00, com a plantação de azinheiras por crianças provenientes Sancti-Spíritus (Salamanca), uma comunidade que se mostrou particularmente solidária. Pelas 14h00 serão entregues os diplomas aos homenageados, seguido da prestação pública de contas da actividade da MAAVIM. Uma hora depois terá início uma série de debates como os “Efeitos dos incêndios nas povoações afectadas”, “A solidariedade da população”, “Indemnizações e meios de candidatura”, “Petição pública e o seu objectivo”, “Causas dos incêndios e contaminação do ar”, “Candidaturas abertas para as zonas afectadas pelos incêndios”, terminando com esclarecimento sobre “limpeza das florestas e das zonas envolventes das habitações”. A MAAVIM irá ainda distribuir algumas árvores e sementes.

 

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