Um estudo científico do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (ISCSEM), encomendado pela Cooperativa Agrícola de Mangualde e divulgado na semana passada,

Maçãs com propriedades anti-cancerígenas

Imagem vazia padrãoveio revelar que o consumo regular de maçã “Bravo Esmolfe” e de outras variedades autóctones da região das Beiras, pode prevenir alguns tipos de cancro – do estômago e do intestino, especialmente – e de doenças cardiovasculares.

“É um estudo de nível superior com a metodologia mais avançada do mundo”, referiu ao Correio da Beira Serra o maior produtor nacional da maçã de “Bravo de Esmolfe”, António Campos, que nos últimos anos trocou a política activa pelo estudo de algumas variedades de maçãs autóctones, como o Malápio Fino, o Malápio da Serra ou Pêro Pipo.

Considerando que este estudo científico, da responsabilidade do investigador Agostinho de Carvalho, constitui “um grande avanço para o desenvolvimento da fruticultura da região”, Campos diz-se “verdadeiramente surpreendido” com os resultados da investigação, uma vez que estão em causa “alimentos funcionais com compostos bioactivos” que têm interferência na saúde pública, graças à sua elevada concentração de compostos activos – como os polifenóis e fibras – e poder antioxidante.

“Os alimentos que têm estes componentes químicos “não são remédios, mas se fizeram parte de uma alimentação corrente ajudam a prevenir alguns tipos de cancro e doenças cardiovasculares. Sobre isso não há dúvidas”, afirmou à Agência Lusa o investigador do ISCSEM , Agostinho de Carvalho.

Tendo sido um dos principais impulsionadores do estudo, António Campos frisa que agora “a perspectiva é o registo destas variedades em nome da saúde pública”, bem como “a criação de um clube de produtores destas variedades na Cooperativa de Mangualde”.

Feito com experiências em ratinhos e células, Campos está também convicto de que os resultados desta investigação deverão agora suscitar o interesse da indústria farmacêutica, dada a importância do material genético daquelas espécies autóctones em relação às suas propriedades anti-cancerígenas.

Para já, a equipa de investigadores vai agora editar um livro sobre o estudo científico e, posteriormente, deverá lançar uma campanha promocional sobre a importância daqueles tipos de maçãs em termos de saúde pública.

Henrique Barreto

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