Madeira condenada a pagar 20 milhões a empresa de Fernando Tavares Pereira

O Governo Regional da Madeira está judicialmente obrigado, por decisão do Supremo Tribunal Administrativo, a indemnizar em 20 milhões de euros a CIMA, propriedade do Grupo Tavfer, que tem como presidente da Comissão executiva Fernando Tavares Pereira, um empresário ligado a Oliveira do Hospital, avança o Jornal da Madeira. O caso remonta a 1997, altura em que a CIMA – Centro de Inspecção Mecânicas Automóveis – venceu o concurso para o centro regional de inspecções técnicas de veículos com motor e os seus reboques – a que se submeteram cinco interessados. A Secretaria Regional de Economia (do executivo liderado por Miguel Albuquerque, formado em 2015), escusou-se a comentar esta decisão.

O Governo Regional da Madeira, porém, decidiu atribuir a exploração à empresa Cimad – Centro de Inspecção da Madeira, do madeirense António Henriques, apesar de ter ficado em segundo lugar no concurso com 19 valores, contra os 20 da CIMA. O executivo madeirense entendeu este resultado como um “empate técnico”.

Para desempatar, o Governo Regional, liderado por Alberto João Jardim, usou o argumento da “especificidade regional”, nomeadamente soluções arquitectónicas compatíveis com a paisagem e a necessidade da instalação de um centro na ilha do Porto Santo. Esta argumentação, serviu para o executivo, que tinha na altura como secretário regional da Economia e Cooperação Externa Pereira de Gouveia, atribuir o centro de inspecções ao empresário António Henriques, que, desde 1979, é o único na Madeira a explorar este ramo de actividade.

“A sentença do Supremo Tribunal Administrativo está em execução, a indemnização é de cerca de 20 milhões de euros, mas estamos abertos a negociações com o Governo Regional”, disse presidente da comissão executiva (CEO) do Grupo Tavfer, Fernando Tavares Pereira citado pelo Jornal da Madeira. “Esta é uma vitória da persistência e da razão porque, se há um caderno de encargos, este tem de ser seguido dentro da legalidade”, sublinhou ainda o empresário ligado a Oliveira do Hospital que se bateu neste processo ao longo de duas décadas.

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  • António Lopes

    Pois é… Eu sempre disse que a justiça tarda mas chega. Este problema deve tem dezanove anos… esaiu agora.Daqui a uns tempos sei quem também se vai rir… Aliás constou-me que já anda a sair um “fuminho” pelas “janelas e pelas telhas”..! Mais dia menos dia não há bombeiros que cheguem…Deixa-me calar que, depois, tudo se sabe…!!!

    • Tá Fixe

      Este fim de semana foi homenageado pelos arrotários, daqui por uns tempos é homenageado pela Judite.
      A Judite já lá anda, e não é a do carregal que foi para as àguas, a filha do amigo, para ajudar a equipa que vai ficar sem o Paulo aumentado, pois o outro Paulo aumentou-o mais lá para os lados do Eduardo dos Santos. Como os “santos da casa não fazem milagres”, vai-se o homem embora e as contas não aparecem.

      • Arrota Pelintra

        Arrotaram e não foi pouco. 20€ por cabeça, dasse.
        Como estavam mais de duzentos, estou para ver o que é que a tal associação vai oferecer ao concelho com os 4000€ conseguidos.
        Proponho que os dêem à BLC3 para ajudar nos arranjos exteriores. É que o pessoal que por lá anda sujam os sapatos todos.

      • Eu é que sou o presidente

        Então o profissional condecorado nem com o aumento que lhe deu o segurou? Que grande profissional me saiu, bem pode limpar as mão a uma parede.
        Um profissional digno desse nome, já nem falo em condecorações, apresenta as contas e certas. Este é um profissional de vão de escada.

  • Sei que não vou por ali

    Engraçado, não vi o Fernando no jantar. Estaria a tirar um “curso na Ilha”? Parece que passou lá com distinção, vinte valores, desculpem, vinte milhões.
    O Nandinho lá sabe as distinções que artista vale.
    Nando, ponha as notas cá na Caixa, que parece que aquilo está a precisar com muita urgência.