Bem prega Frei Tomás… …”Faz o que ele diz , não faças o que ele faz”… O conhecido dito pode aplicar-se ao Presidente da Câmara com alguma frequência.

Mais umas sêcas…

Ainda agora, durante a Feira do Queijo, ele aí aludiu, aliás justamente, aos problemas que vivem os Pastores atormentados por dificuldades várias e pela falta de apoios ao nível das políticas governamentais. Porém, a Câmara Municipal acaba de aprovar a criação de um sistema municipal de financiamento bonificado a pequenas empresas – o “Oliveira Finicia – Invista +” e logo nele a Câmara se “esqueceu” de permitir acesso aos pequenos Pastores/Produtores de Queijo. Entretanto, na Assembleia Municipal de 29 de Fevereiro, a CDU lembrou-lhe essa omissão. Vamos agora a ver se o Presidente da Câmara ouviu e se corrige o erro cometido, e cometido contra Pastores // Produtores de Queijo eventualmente necessitados em recorrer ao citado sistema municipal de financiamento.

Há alguns meses atrás, em plena sessão da Assembleia Municipal, o Presidente da Câmara também não hesitou em afirmar que era antidemocrático o abuso de exercício do chamado “poder discricionário” por parte do Governo. E tem razão ao afirmar o que afirmou. Porém, depois, na governação do nosso Município, o mesmo Presidente da Câmara usa e abusa, até ao limite dos limites, do exercício do seu “poder discricionário”…

Balde de água fria …
As eleições para a Concelhia local do PSD são assunto que está na praça pública. E está na praça pública porque os principais dirigentes locais do PSD não só querem isso como para tal muitíssimo contribuem. É ver-se que não há uma única edição dos jornais locais em que não apareçam entrevistas, depoimentos, artigos de opinião, conferências de imprensa, em que tais dirigentes locais do PSD se dizem “cobras e lagartos” uns dos outros, especialmente até atingindo implacavelmente o desempenho político do actual Presidente da Câmara e dirigente distrital do PSD. Portanto…

Eis senão quando “estoira” a notícia que não vai concorrer a estas eleições do PSD, o actual Vice-Presidente da Concelhia, nada mais nada menos que um dirigente, um activista e o principal ideólogo do PSD local durante os últimos 15 anos ( ou mais).

Acrescentam-nos que será para facilitar a “renovação” … Será que um homem empenhado, com 50 anos apenas, já está assim tão “velho” ?… De facto, também não devem ser, exactamente, eventuais desavenças com os seus actuais “companheiros de facção”. Além do mais, a existirem, teriam que ser grandes e já públicas essas desavenças… Pois que terá acontecido ?

E se a teoria da “renovação” não convence ninguém, as especulações são legítimas. É que não é “só” o actual Vice-Presidente da Concelhia do PSD a saber produzir teorias, certo ? Logo, quando as pessoas se interrogam e quando conversam umas com as outras, logo aí surgem algumas “teorias” sobre tudo e mais alguma coisa…

Objectivamente, não há por onde fugir:- o actual Vice-Presidente da Concelhia local do PSD “desertou” em plena e dura batalha eleitoral. E ele não é um “peão de brega”. Ele é, melhor dito, ele era, um “general” e, na situação, o estratega mais traquejado e, provavelmente, o mais operativo também. E não é a mesma coisa, nem nunca será, o estar-se dentro ou o estar-se de fora e seja lá daquilo que for… Aliás, algumas das “teorias” que saltam às conversas dos círculos “geralmente bem informados” (…), essas “teorias” não são propriamente as mais lisonjeiras para o actual Vice-Presidente da Concelhia do PSD…

Portanto, na dura refrega eleitoral, sofreu um verdadeiro “balde de água fria”a lista da actual direcção local do PSD, opositora da “facção” autárquica deste mesmo partido.

Mais tarde, daqui a uns tempos, talvez se tornem mais claras as verdadeiras motivações para este autêntico “salto à retaguarda” protagonizado pelo actual Vice-Presidente da Concelhia do PSD.

Nem um milímetro…
Nem um milímetro de cedência até se conquistar outras e melhores políticas para Portugal.

Pois nem perante os protestos continuados, persistentes e em “esmagadora” convergência dos Professores Portugueses; nem perante tamanha prova de que está mal a política que o (des)governo quer impor, a todo o custo, aos Professores e ao Ensino; nem perante tudo isso, o Primeiro-Ministro foi capaz de reconhecer que as “mudanças” só devem acontecer com a participação e a concordância das Pessoas e para lhes melhorar a vida e a motivação. No caso, o Estatuto da Carreira Docente e a imposição do sistema da “avaliação” dos Professores, são leis e regulamentações que, de facto, são outras tantas malfeitorias políticas e profissionais a recaírem sobre os Professores e o Ensino Público, nomeadamente.

Pois se o Primeiro- Ministro e a (ainda) Ministra da Educação — desorientados, sim, mas também a remoerem vingança – continuam a vangloriar-se que nestas matérias não vão ceder nem um milímetro, cabe agora aos Professores continuarem a “explicar-lhes” que não pode ser assim e que há alternativas.

Ao mesmo tempo, da nossa parte, é necessário proclamar e lutar — sem ceder um só milímetro — até se conquistar outras e melhores políticas para o Ensino, para Portugal, para as Portuguesas e os Portugueses, no seu todo.

Mas que ninguém tenha dúvidas:- para se obter outras e melhores políticas são entretanto necessários outros e melhores programas políticos e são indispensáveis outros e melhores políticos a governar. 

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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