Mandatário em Oliveira do Hospital da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa apresentou queixa à CNE por alegado abuso do presidente da autarquia

O mandatário da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa no concelho de Oliveira do Hospital apresentou hoje ao final da tarde uma queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) por alegadamente o presidente da autarquia ter ordenado a não-aceitação dos elementos daquela candidatura nos locais de voto sem que a credencial que lhes permitia fiscalizar o acto estivesse assinada pelo autarca. “Uma tentativa de controlo em plena democracia”, acusa aquele mandatário.

“Eu e outros elementos fomos impedidos de estar nas mesas como delegados por estarmos com a credencial nessa situação. Mas estávamos perfeitamente legais”, conta Nuno Pereira, acusando o autarca José Carlos Alexandrino de ser o mentor daquela directriz. “Foi uma vergonha. Enviei a queixa por e-mail, para a CNE”, continua Nuno Pereira, explicando que no local onde ele próprio se encontrava, o responsável da mesa teve dúvidas, ligou para a câmara e foi informado que o sr. Presidente disse que ninguém sem credencial assinada por ele podia estar como delegados nas salas.

“Isto é ilegal. A credencial não tem de ser assinada pelo presidente de Câmara. Aliás, como esclarece o próprio site do CNE”. Nuno Pereira aguarda agora o parecer da CNE e não vê com grande optimismo o rumo democrático que está a ser seguido em Oliveira do Hospital. “Parece-me existir uma tentativa de estar acima da lei nacional. Há como que uma ‘tentativa de controlo’ da democracia. Por isso fiz queixa à CNE e a mesma há-de dar o seu parecer”, frisa.

Nuno Pereira explica ainda que os problemas começaram a surgir logo na constituição das mesas de voto. “Quem tem de nomear as mesas por lei é o presidente de Câmara. Acontece que houve indicações para alguns presidentes de Junta nomearam as mesmas pessoas das últimas eleições. Pois estavam representados os quadrantes políticos concelhios. Algumas freguesias fizeram isso. Outras juntamente com o presidente escolheram quem quiseram. Por exemplo, poderia existir uma mesa só com apoiantes de uma candidatura e isso quer dizer algo. Por isso podíamos depois nomear os delegados. Foi isso que fiz. Mas afinal acrescentaram mais uma obrigação ilegal à lei que limitou o nosso trabalho”, rematou o mandatário da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa no concelho de Oliveira do Hospital.

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  • António Lopes

    Levaram tempo a perceber..!O relatório de auditoria da Inspecção Geral de Finanças é bem claro quanto às más praticas da adjudicação do ajuste directo.Estou farto de denunciar os favorecimentos e preços anormais resultantes desta prática. A CADA está farta de dizer, com referência específica, que têm que me entregar os documentos da BLC3. Há muito deu para perceber os tiques de cacique do Sr.Presidente e o sentimento de impunidade do Partido Socialista,cultura muito implementada no Governo de José Sócrates.

    Esta autarquia está mais para festas e, o pessoal, parece que também está nessa.E quando assim é. naturalmente aparecem o populismo bacoco,e os tiques autoritários.Nem sequer é uma novidade… E quanto a médicos e ICs, como é que estamos?
    Já só faltava que as credenciais tivessem que ser assinadas pelos Presidentes de Câmara…ia ser linda…como acaba de se provar…

  • Atento

    Uma vergonha o presidente meter-se nestas coisas.

  • Vermelhão

    Não percebo é, porque este órgão de comunicação não tem uma notícia sobre a eleição do Presidente da República. Mas, embora Regional, já considere notícia mais uma habilidade do venerável Presidente da Câmara.

    • António Lopes

      A eleição do Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, para Presidente da Republica, foi notícia de toda a noite de ontem,actualizada ao segundo. Notícia é coisa nova.O que todos já sabem, não é notícia.Tá? Se dissesses o nome, talvez se soubesse a profissão e já se podia perguntar algo sobre ela.Deixa lá o jornalista fazer o trabalho dele, segundo os seus critérios.Pode ser..?