Mangualde: Primeira praia artificial da Europa abriu ontem ao público

Representando um investimento privado de um milhão de euros que a autarquia acredita que vai ajudar a combater o despovoamento, é um projeto da organizadora de eventos portuguesa Live it Well, que patenteou este conceito de praia no interior do país.

“As expetativas são muito boas, porque é um projecto único, moderno, com muita qualidade e que permitirá a Mangualde ter um turismo diferente”, afirmou o presidente da autarquia, João Azevedo.

A praia artificial irá funcionar durante três meses, disponibilizando um areal, água salgada e muitas outras componentes habitualmente encontradas nas praias verdadeiras. Tem também um recinto com restaurantes e bares e uma zona com um palco preparado para concertos.

O autarca admitiu que “a Câmara Municipal não teria condições financeiras nos próximos anos” para fazer um investimento como este, mostrando-se satisfeito por dinheiros privados irem ajudar a “consolidar a vida das pessoas” e a combater o despovoamento do concelho.

João Azevedo frisou os ganhos que o projeto significa para a economia local e a criação de emprego sazonal. “Serão cem pessoas durante os três meses de Verão. Nos restantes meses a gestão do espaço é nossa e podemos potenciá-lo”, explicou, acrescentando que, mesmo no inverno, ainda que não seja usado em permanência, poderá acolher alguns eventos.

Segundo João Azevedo, estão previstas “largas centenas de pessoas em permanência na praia e nos eventos nocturnos e diurnos”. Com a deslocação das pessoas para a praia, espera também ganhos para o comércio local e restauração e mais visitas ao património de Mangualde. O autarca prevê também alterações nos hábitos de férias, nomeadamente dos emigrantes do concelho, que normalmente reservam “uma semana para ficar na terra e outra para ir à praia”, no litoral. “Saem todos beneficiados”, sublinhou, congratulando-se por Mangualde ter agarrado a oportunidade de ter “um projecto único em Portugal e na Europa”.

A Live it Well já anunciou a intenção de alargar o conceito a outras zonas do país, nomeadamente o Alentejo, e até internacionalizá-lo.

“Não pedimos dinheiro, pedimos que nos disponibilizem um sítio. E, além de criarmos postos de trabalho, iremos sempre revitalizar uma área da cidade, um aterro, uma zona onde não há nada”, disse o director geral da Live it Well, Rui Braga, aquando a apresentação do projecto de Mangualde.

Lusa/SOL

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