Marcelo Rebelo de Sousa em Oliveira do Hospital: “O queijo Serra da Estrela é excepcional a nível nacional e internacional”

“É bom. Picante, salgado. É bom. Gosto. Pode ser mais curado, menos curado. É sempre muito bom. Excepcional a nível nacional e internacional. É um queijo requintado, estimulante, inteligente e universal”. Foi desta forma que Marcelo Rebelo de Sousa definiu o Queijo Serra da Estrela ontem na sua visita  à 25ª edição da Festa daquele produto em Oliveira do Hospital, uma das suas derradeiras acções públicas, antes de tomar posse como o Presidente da República na próxima quarta-feira. A recepção foi apoteótica. Desde os Paços do Concelho à forma como foi acolhido pelos populares que se encontravam no evento.

_DCS0221 (Small)“Fui apanhado de surpresa por esta cerimónia nos Paços do Concelho. Não esperava”, começou por referir Marcelo Rebelo de Sousa num salão nobre da autarquia a rebentar pelas costuras. Acabou a entregar a distinção atribuídas pela autarquia às PMES de Excelência do concelho e a várias queijarias. Mas também foi brindado com várias recordações. Entre elas um alambique em miniatura que recebeu das mãos do presidente da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços, Nuno Oliveira, que com esta acção quis recordar ao futuro chefe de Estado que a localidade de Catraia de São Paio é a capital do cobre e do latão. Um presente que Marcelo retribuiu com um forte abraço.

Não escondeu também a sua satisfação ao saber que antiga Pousada de Santa Bárbara, situado no _DCS0249 (Small)concelho, na Póvoa das Quartas, com vista privilegiada para a Serra Estrela, está a sofrer obras de remodelação e que irá em breve reabrir. Afinal, foi na tranquilidade daquele espaço que trabalhou a sua tese de doutoramento. “Estou feliz por estar aqui”, frisou.

Da parte do presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, surgiram enaltecimentos ao visitante que classificou como o “homem que vai pacificar o povo”. “Estará ao serviço dos portugueses”, referiu, apontando como uma das qualidades do futuro Presidente da _DCS0201 (Small)República o facto de conhecer e falar com as pessoas. ” Vai ser um grande Presidente da República. Quando estiver em funções espero que venha aqui na companhia de ministros”, desafiou o autarca, pedindo-lhe que utilize a sua magistratura de influência para ajudar a melhorar a vida da região, particularmente com o melhoramento das acessibilidades da região, lembrando, neste caso, a necessidade de concluir o IC6 e o IC7, com ligação à A25.

Os problemas do interior, porém, parecem ser algo que Marcelo Rebelo de Sousa conhece bem. Lembrou_DCS0190 (Small) mesmo que a sua mãe a sua família tem origens na Covilhã e em Celorico de Bastos. Que as suas raízes estão no interior profundo e esta ideia de interior conhece bem. “É discriminatório pensar Portugal do litoral para o interior. Porque não pensar Portugal do interior para o litoral. Em rigor Portugal foi constituído a partir do interior”, concedeu, sublinhando que as empresas geradas nesta região têm outros méritos._DCS0192 (Small)

“Estas não são pequenas e médias empresas. São grandes empresas. Por aquilo que fazem, criando riqueza e emprego sem beneficiarem dos privilégios das que se encontrarem no litoral que dispõem de outras condições. Portanto num ambiente difícil. Têm outro mérito”, reconheceu, antes de dizer que os produtores do Queijo Serra da Estrela e de outros bens tradicionais ajudam “a dinamizar economicamente uma região e, ao mesmo tempo, a criar envolvimento e proximidade das pessoas”. _DCS0200 (Small)“Gostei de ver empresas de gente nova, no queijo, nos enchidos, nos doces… Há aqui uma renovação. Muita qualidade. É sinal que as gentes do interior, mesmo em períodos difíceis, criam empresas, riqueza. No fundo criam justiça”.

Defendendo que no futuro há necessidade de aumentar a nossa auto-estima, Marcelo Rebelo de Sousa classificou o povo português como extraordinário. “O que se espera dos políticos é que estejam à altura do povo extraordinário que é o português. Somos excepcionais no queijo da Serra. Somos extraordinários lá fora, como somos extraordinários cá dentro”, resumiu, explicando que a sua visita a Oliveira do Hospital surgiu a partir de um desafio que lhe foi lançado em Setembro durante um casamento que decorreu no concelho pelo 12077328_1755563164663062_44729793_npresidente da Câmara Municipal. “Tivemos um encontro simpático e combinámos que viria aqui à feira do queijo. A ideia era vir anonimamente e andar aí pelo recinto a provar. Pensava lá eu neste momento, nesta cerimónia. Não pensava”. José Carlos Alexandrino confessou que o caso quase caiu no esquecimento, mas, há poucos dias, foi surpreendido por um telefonema da parte de Marcelo Rebelo de Sousa a perguntar-lhe se deveria vir no sábado ou no domingo.

_DCS0195 (Small)A visita acabou por marcar forma indelével a edição da festa do queijo. Marcelo recebeu uma enorme dose de carinho popular, com muitos a pedirem-lhe para tirar as já tradicionais selfies. O homem que vai substituir Cavaco Silva acedeu quase sempre às solicitações. Um popular mais emocionado e feliz conseguiu, devido ao nervosismo, arrancar um momento hilariante devido a uma pequena gafe, quando atirou: “Senhor Presidente, estou aqui à espera para lhe poder dar um abraço. É o primeiro e espero que seja o último”. O homem nem reparou que se tinha esquecido da palavra “não” antes de “seja o último”. Marcelo sorriu e respondeu bem-humorado e com um sorriso: “Ó homem está a pensar viver assim tão pouco? Olhe que eu ainda penso andar por aqui mais uns anos”.

_DCS0270 (Small)A Confraria do Queijo Serra da Estrela aproveitou a visita para homenagear o Presidente eleito. Foi entronizado Confrade de Honra daquela Confraria. E os responsáveis lançaram um apelo a Marcelo Rebelo de Sousa: para que tivesse em conta o Queijo Serra da Estrela e o requeijão Serra da Estrela. “Sendo possível nas suas refeições com os seus comensais tenha sempre presentes estes dois produtos”, rogaram. Marcelo respondeu que quer marcar a sua presidência pelo afecto e que esperava estar à altura de honrar a distinção que lhe estava a ser atribuída. “É uma honra ser confrade e é um momento de saudade. É o regressar às minhas raízes através do queijo e desta confraria. É recordar a minha infância”, respondeu Marcelo Rebelo de Sousa.

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  • Guerra Junqueiro

    Obrigado Marcelo, salvas-te a festa, porque queijo não se viu.
    Foi a maior festa do queijo, mas sem queijo.
    Agora resta saber se não foi a festa do queijo mais cara do país.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

  • Vermelhão

    Quando vi as reportagens televisivas, o nosso presidente fez-me lembrar o célebre “Emplastro”. Que figura. E se não sabe, não tem ninguém que lhe ensine que, pelo menos protocolarmente, a camisa é para estar apertada e o nó da gravata ajustado? Ou será que já tinha provado muitos líquidos? Uma vergonha.

  • Desalinhado

    Estamos a entrar poor Caminhos muito pouco honestos. Quero com isto dizer que nao podemos cair no ridiculo de dizer mal so porque sim…… Neste caso da festa, feira, certame ou la o que queir am chamar o municipio esta de parabens. Visibilidade maxima com 2 canais de tv, radio e muito mas mesmo muita gente de fora ( Inclusive brasileiros! Maravilhados com o que viram e espantados com a qualidade do queijo). Portanto parabens ao presidente. Ser popular tambem e isto, juntar o Povo em prol de um bem comum a todos, o nosso concelho!

  • Desalinhado

    Ja agora, nao se viu o queijo?????? Essa nao encaixei!!!!!!!! Repito: falar mal por falar nao e politica, mas podera ser considerado inaptidao e incapacidade de “fazer” oposicao seria e competente e infelizmente nao ha em OH. Antes que tirem conclusoes incorretas, posso dizer que nao Fui apoiante do actual presidente, e muito menos PS.

    • Guerra Junqueiro

      O que chama ver queijo? Tudo o que lá esteve?
      Caro Desalinhado, sabe quantas queijarias certificadas tem cá no concelho? Sabe que o que se gastou nesta festa dava para comprar mais de 14 toneladas de queijo certificado? Sabe que não se produz isso por mês no concelho.
      Imagine caro Desalinhado que por efeito desta propaganda toda, vem uma multinacional para comprar 100 toneladas por mês. O que é que fazemos?
      Dizemos: Não temos.
      Então, onde viu o queijo? Acha que alguém vem cá investir no queijo sem ter a certeza que lhe asseguram a produção necessária. Isto é tudo para promover a imagem do sr Presidente, pois estas migalhas de queijo que produzimos não chega para as encomendas.
      Ouça com atenção a entrevista que o Presidente de Seia disse sobre a sua Feira do Queijo, volto a referir Feira, pois é nas feiras que os empresários e os homens de negócios vão, Ás festas vai quem se quer divertir.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

      • Serra Mãe

        Pois…
        “Não há festa, nem festança, onde não vá a Constança!”.
        Está esclarecido….
        Não foram as (dele)televisões e nada disto, aquilo que é o do “ispetáculo”, teria acontecido.
        É. apenas, para “inglês ver”, que cá se pagam as televisões.
        Acredito que o futuro Presidente da República ainda se arrependa do aproveitamento – permitido – a que se sujeitou.
        Estive em Seia, no sábado e domingo passados.
        Crê-se que, sem neve, não há “ouro” na serra da Estrela.
        O “ouro” de toda esta nossa região – para além dos naturais recursos , inegavelmente ligados ao paredão vulgo conhecido Serra da Estrela, e que, para nós, deste lado, determina orografia, clima, hidrologia, etc,etc…vida – é a precipitação…particularmente, sob a forma de neve.
        Creio que todos sabemos das suas vantagens.
        Acontece que, desde há semanas, o maciço central da nossa “Serra Mãe” está coberto de neve.
        Por isso, em Seia, no passado fim de semana, estiveram, ou passaram, milhares de pessoas.
        Algumas centenas, provavelmente, não fora o “interminável apelo” à chamada telefónica, para o automóvel, ou o cartão, nem sabiam que havia festa….ali perto…
        É assim.
        A televisão é o melhor “adesivo” para o “faz de conta”.
        Ligue….(pague)

  • António Lopes

    Bem finalmente, tenho que confessar que o senhor presidente da Câmara reconheceu os seus erros e acabou por me pedir desculpa.Disse ele “Nós não somos daqueles políticos que nos esquecemos de quem nos pôs no lugar”… Pronto Senhor Presidente.Eu registei..! Mas foi que me chamaram a atenção.Comecei a ver o programa.Mas quando nunca mais se calavam a vender o BM, mudei de canal..Perdi o pedido de desculpa em directo.

    • Aqui Portugal

      A máxima foi esta:

      “Deixe-me dizer o seguinte, sabe um problema dos políticos é que os políticos têm alguns problemas, e o grande problema é quando os políticos ganham eleições e esquecem-se daquilo que é importante, esquecem-se das pessoas que os valorizaram e que os colocam nos cargos políticos e como disse hoje um homem que esteve aqui connosco também simples que é o Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa que a política é feita de afectos é feito de proximidade é feita de pequenos nadas que nos constroem a nossa vida e que constroem os nossos sonhos e por isso eu quero-lhe dizer que sou um politico dessas características”.

      Portanto Sr Lopes, com estas características todas, o homem não descansa enquanto não lhe beijar os pés a pedir-lhe desculpas, particularmente como se depreende.

      • Prolixo

        Bem…
        Se este aspado texto se refere à intervenção feita, mesmo em oral improviso, de alguém. acredite-se (ou não), é “demasiado prolixo” e “incompreensível”, demonstrando que o seu autor apenas decorou um dos seus elementos – do discurso: “O Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa”.
        Viva a tradição oral !
        Viva o improviso!
        E o professor Marcelo que se “ponha a pau”:
        – Se Oliveira do Hospital – que votou, em mais de 70%, nele, Marcelo (calhando, até o prolixo orador!) – não obtiver os benefícios pretendidos pelo orador, nunca se sabe se não terá, nos próximos tempos, uma manifestação, prolixa, às portas do Palácio de Belém! – recordando aqueles nossos “vizinhos”, salvé, os de Canas de Senhorim, fizeram ao presidente Sampaio….

  • Desportivamente

    Vi ontem, “claramente visto”, numa reportagem de acompanhamento que a TVI (Informação) – verdadeira patrocinadora deste candidato ,há dez anos, entre outros(as) patrocínios – fez à campanha eleitoral do “prof Martelo” e que, quase em resumo, nos “mostrou” aquilo que tal campanha realizou….de princípio ao fim.
    Convém, desde já, dizer que Oliveira do Hospital nem “em casamento”, ou “baptizado”, na “festança”,, de feirança ou futebolança,” se viu, nessa “reportagem”….(Ainda bem!)
    Continuando….
    Vi, “claramente visto”,na referida peça, em determinado registo, que, o “prof Martelo” , ao “cruzar-se” com Valentim Loureiro – esse tal, em tempos, o “Maior, ou Major…que até electrodomésticos ofereceu aos eleitores”, devidamente identificado, de costas, com o cachecol boavisteiro ao pescoço (pareceu-me), – lhe dirigiu umas palavras lisonjeiras, tipo “Parece-me que estás mais magro…”, com aperto de mão, acelerado, a correr, que não convém, e, ao aperceber-se que “O Maior” se lhe queria colar, abraçar, ou dar o braço, ou qualquer coisa do género, lhe virou, claramente viradas, as costas, desejando-lhe ” Bom futuro”…e seguiu o seu caminho….(Claro que não sou capaz de adivinhar aquilo que “O maior”, depois daquela deferência, mesmo “rosnando”, terá pensado….A TVI, também, não o registou…com som.
    É verdade: “São muitos anos de estrada.”
    “A ver vamos! – como diz o ceguinho.”
    Acrescentamos, desportivamente, que:
    (Acaso não se tenha acompanhado tal reportagem, aconselha-se, dada a sua particularidade ( e vista e ouvido apuradas, que é muito rápida a sua duração, no referido caso! ) que se consultem – passe a publicidade – os sítios da TVI…na internete – “portuguesmente”, é assim que se escreve.)
    1-Em qualquer caso, nada disto serve para a “prolixa” demonstração de aproveitamento -:”O prof Martelo” escusou-se, visto foi, a tais coisas…e disse que:”Os políticos devem estar à altura daqueles que os elegeram…” –
    2- A “Feira do Queijo”, em OH, apenas reflecte, cada vez mais, a dependência desta feira em relação às televisões…rádios…e aos seus arredores…;e a “uns(umas) artistas”…cujo preço, em euros, jamais serão conhecidos;
    3- Marcelo, como testemunhou, escreveu a sua tusa, perdão, a sua tese de doutoramento , há “100” anos, na pousada de “Santa Bárbara” (já sabia, a esse tempo, de quem era o arquitecto desenho, o rigoroso construtor)…e que , ao que parece, vive os seus dias , agora, lá, com uma mulher que, por cá, tem origens….e boa “casa”; – calhandrices….;
    4- Que, por mais voltas e reviravoltas que se pretendam dar à História, esta, só , no seu natural e científico caminho, porque é do Homem que se trata, apenas daqui por uns muitos anos será feita…em seu devido – e aconselhado- rigor:é bom que a cidadania, em todos os seus dias, nos permita “fazer estórias”: mas não faz a História! Esta, caberá aos futuros cidadãos , daqui por 30, 40, 50…anos…fazê-la!- essa coisa de que “eu” é que faço a história…em 2016…é para anedotário;
    5- Que quem julga que, agora, faz História, com este tipo de expedientes,- seja em OH, ou em outro município deste país – está muito enganado: o de “braço dado”, ou aquele de rosnar brejeirices, aqueloutro de (caros) e toscos convites…essoutro de veladas e confrades ameaças…de rotundas em estradas, com estátuas para atrapalhar o trânsito, bem…de falar com alguém, pelo poder, “atravessado” por permanentes traços hipócritas, de desenho comunicacional incompreensível, de gestão autárquica – “E as contas, senhor? Como é que andam as contas , em dinheiro, senhor?” – desconhecendo o mínimo da “História dos Municípios em Portugal”, naturalmente, da História de Portugal e da actual Constituição da República Portuguesa e dos poderes que, nela, são – cada vez mais complexos – atribuídos ao Poder Local Autárquico (Democrático) e, logo, também rigorosos …;
    6- Demasiado longo. Reconheço.
    7- Desportivamente. De facto.É necessária muita preparação física para o exercício dos cargos públicos?Não! É necessária, no ano de 2016, e vindouros, muita estaleca em preparação cívica e de conhecimento. E, sem escola – sem conhecer, sequer, aqueles que a pensaram, desenharam, construíram , mesmo com erros , os seus mestres em restrito, ou lato sentido, – sem ela, não há futuro.

  • Desalinhado

    Quanto a essas contas de toneladas nao sei nem Quero saber. Aquilo que em Minha opiniao vale a Pena extrair deste fim de semana foi sem sombra de duvidas a visibilidade do nosso concelho e ainda Mais importante valorizar um produto, e gente que trabalha horas a fio com muito pouca rentabilidade. Agora se Sao 14, 20, 30 ou 5 toneladas simplesmente nao sei……… Isto e como em Tudo na vida, por vezes a publicidade e enganosa…………………