Mário Alves quer saber “quanto ganham os génios” da Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro

 

“Quanto é que ganham os génios da plataforma que têm António Campos como patrono?”.

A questão lançada, terça-feira, pelo vereador do PSD agudizou os ânimos da reunião pública do executivo de Oliveira do Hospital, numa altura em que Mário Alves, a propósito do relatório de contas de 2010, já tinha contrariado o presidente da Câmara, garantindo que o município até tem “um aumento de receitas”.

“O presidente da Câmara andou a fazer demagogia sem precedentes, dizendo que tinha sofrido cortes na receita na ordem dos 250 mil euros mensais…mas não houve cortes, houve acréscimo reduzido da receita”, afirmou o ex-presidente da autarquia, justificando o aumento com as transferências de orçamento do Estado e de receitas extraordinárias no âmbito do QREN.

Alves aproveitou ainda para elogiar a sua gestão financeira do município e recomendar ao presidente do município para que “não continue a desperdiçar dinheiro em subsídios, alguns de aplicação duvidosa” e “poupe o concelho para os próximos tempos que serão complicados e difíceis”.

Lançada a polémica, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital posicionou-se à defesa e não hesitou em desferir na direção de Alves a quem acusou de se “achar bom em tudo”. “Se teve mérito na área financeira, as condições também eram diferentes”, continuou José Carlos Alexandrino dando como certo um corte na receita de 700 mil Euros por parte do FEF.

Em matéria de gestão do município, o autarca devolveu a crítica da demagogia a Mário Alves para clarificar os que “andam pelos cafés a denegrir o município”. “Andam a dizer que a Câmara meteu novos funcionários. Até gostava, mas com as reformas não estão 14 pessoas ao serviço e até abril diminuímos 65 mil euros em vencimento”, sustentou Alexandrino, garantindo que o executivo que lidera “sabe o que está a fazer e é exigente nas contas”. “O que digo aqui, digo no café e se nos apresentarmos a eleições, o povo terá que escolher entre quem faz a obra e quem intoxica a opinião pública”, referiu, em tom de aviso.

De novo à carga com a plataforma, Mário Alves disse ser tempo de se “fazer contas à vida” porque no ano passado a Câmara aprovou financiamento de “80 mil Euros”. “Já se passou um ano da dita plataforma e resultado zero”, arremessou o social-democrata, recebendo de Alexandrino a garantia de que “pela primeira vez vão ser instaladas duas empresas na incubadora”. “Está-se a trabalhar com gente interessante”, garantiu.

Quem não tardou em responder às declarações de Alves foi o vice-presidente da Câmara Municipal. Com o anterior mandato autárquico bem presente na memória, José Francisco Rolo pegou nos “subsídios de aplicação duvidosa” para recordar o antigo presidente acerca do dinheiro gasto no buraco da Carvalha para captar água. “Eu fiz 10 requerimentos e nunca soube o que se lá gastou”, referiu, avisando que “isto de atirar lama para a ventoinha, espalha por todo o lado”.

Numa reunião municipal, nem o governo escapou às críticas de Mário Alves, prevendo que o problema do país nos próximos tempos vão ser “zonas empresárias sem ninguém para se instalar e unidades empresariais a fechar”. “A responsabilidade é do governo do seu partido”, afirmou o social-democrata que, tomando por base a visita de Idália Serrão ao concelho, chegou a prever que “o senhor José Francisco Rolo vai-se afogar nas declarações que fez”.

As práticas de natação acabariam por voltar à tona de água, numa altura em que o executivo era convidado a votar um contrato de prestação de serviços para a realização do projeto de requalificação da Avenida Dr. Carlos Campos. Mário Alves criticou o executivo de avançar para a realização do projeto sem que o assunto fosse discutido em reunião de Câmara.

“Estranho que traga o assunto a esta Câmara quando já apresentou o projeto no Boletim Municipal”, referiu o social-democrata, clarificando que não concorda com a solução apresentada, razão pela qual votará contra. Alexandrino garantiu que o que existe é apenas um pré-projeto, que ainda não teve qualquer custo para a autarquia.

Ao mesmo tempo, o presidente da Câmara disse acreditar que vai ser possível chegar a uma solução de consenso, porque todos concordam com a necessidade de requalificação da avenida.

Alexandrino não deixou também de criticar os que “gostariam que a obra estivesse por fazer até ao final do mandato” e advertiu Alves acerca do gosto que mantém para o exercício da autoridade. “O senhor se ainda pudesse dava-nos aqui as ordens como se fossemos aprendizes”, ironizou o autarca, lembrando a Mário Alves que “para morrer afogado é preciso não saber nadar ou ter uma congestão”.

“Nós sabemos nadar”, assegurou alexandrino, lamentando que o seu tempo não seja o da “abastança”. “Não tive o seu tempo, nem o seu dinheiro”, frisou.

Alves não tardou em retorquir, referindo a Alexandrino que pode saber nadar “mas teve uma indisposição nos IC”. Nesta matéria, o presidente do executivo acusou o seu antecessor de “nem à água se deitar”. “Ficou no seu quentinho a ver se a chuva lhe passava por cima”, referiu.

Também o vice-presidente acusou Alves de fazer “números políticos”, enquanto que no seu tempo à frente da Câmara Municipal ficou de “perna traçada” no município, ao invés de cumprir com a anunciada marcha lenta. “Faça de senador e não de encenador”, aconselhou José Francisco Rolo.

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