Mário Alves recusa pronunciar-se sobre política partidária

Estava dado por concluído o jantar promocional da XVIII Festa do Queijo, Enchidos e Mel, realizado dia 6 de Março na Pousada do Convento do Desagravo em Vila Pouca da Beira, quando a comunicação social foi convocada para uma conferência de imprensa, em que o assunto em análise era o turismo e a recente adesão do município à Turismo Centro de Portugal (TCP).

Fossem os protagonistas meros presidente de Câmara e presidente da TCP e a conferência ter-se-ia esgotado no tema. Mas, estavam lado a lado o presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Pedro Machado, e o candidato pelo partido à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

É porém verdade que a abordagem ao assunto foi evitada por ambos, sem que contudo o sucesso alcançado fosse significativo.

Sem querer despir a camisola de autarca para vestir a de candidato, Mário Alves asseverou ser presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e deixou claro que não falará de política partidária. “Não falarei hoje, nem falarei no futuro”, assegurou, deixando a garantia de que continuará no exercício da função “com a mesma coragem, empenhamento, responsabilidade, transparência e honestidade”.

Avisou ainda que “por mais voltas que alguns dêem ou queiram dar”, não o farão desviar do seu caminho. Quanto a julgamentos a que possa estar sujeito, o ainda presidente da autarquia remeteu essa função para as pessoas que “no dia determinado forem ao local apropriado e depositarem lá o seu papel”.

“O presidente da distrital não admite falta de cumprimento dos estatutos”

Embora, com alguma insistência, tenha sublinhado que o dossiê que reconduziu Alves na candidatura à Câmara esteja encerrado, Pedro Machado avisou que a distrital “não admite falta de cumprimento dos estatutos”.

Explicou que para chegar à solução a que chegou, a estrutura distrital que dirige “respeitou todas as tramitações e reuniu as condições exigidas”. Instado a pronunciar-se sobre uma esperada tomada de atitude por parte da Comissão Política Concelhia do PSD, em concreto a eventual demissão de José Carlos Mendes e até da estrutura local em bloco, Machado disse que a distrital “não faz cenários”, mas aconselhou “todos os militantes do PSD, em particular os dirigentes para que sejam consequentes com os estatutos do partido”.

É que, como deixou bem claro, “tudo aquilo que ultrapasse essa prorrogativa terá, objectivamente, a actuação do presidente da distrital em conformidade”.

Quanto ao candidato escolhido, Pedro Machado foi peremptório ao afirmar que tem “confiança plena” em Mário Alves.

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