Materiais de construção continuam sem chegar a algumas vítimas dos incêndios, apesar da pressão do vereador social-democrata na CM de Oliveira do Hospital

António Fernandes, 28 anos, uma das vítimas dos incêndios de 15 de Outubro continua sem receber por parte da autarquia os necessários materiais de construção para o ajudar a recuperar a casa e lojas, onde guardava os animais, que foram devoradas pelas chamas. O jovem queixou-se da apatia da autarquia durante uma visita do corpo de voluntários da Ordem de Malta de Vila Cova à Coelheira (Vila Nova de Paiva). O assunto foi levado a reunião de Câmara pelo vereador do PSD João Paulo Albuquerque, mas até ao momento ainda não obteve resultados, apesar do vice-presidente da autarquia ter garantido que o “stock” de materiais estava a ser reposto e que ninguém ficaria sem apoio. Uma resposta que não convenceu o vereador da oposição.

João Paulo Albuquerque acredita que existem materiais nos estaleiros e pediu ao presidente da autarquia que tivesse atenção a estes casos na reunião de 11 de Outubro. “Depois de ter visitado algumas das vítimas dos incêndios de 15 de Outubro, incluída na iniciativa que os voluntários da Ordem de Malta de Vila Cova à Coelheira levaram a cabo, dei conta que há vítimas que necessitam de materiais de construção, mas que não têm condições para os transportar, existindo estes no estaleiro da Câmara Municipal, quer em estaleiros das Juntas de Freguesia. Peço-lhe que tome desde já as devidas diligências no sentido de providenciar e assegurar a justa distribuição destes materiais por aqueles que efectivamente precisam”, solicitou o vereador social-democrata ao presidente José Carlos Alexandrino.

A resposta surgiu através do vice-presidente da autarquia, José Francisco Rolo, para garantir que não há casos no concelho sem apoios, mas que a distribuição tem sido realizada de acordo com as prioridades e alegou algumas falhas de materiais em stock. “. Têm existido muitos pedidos, naturalmente que muitas vezes não há disponibilidades, mas o senhor presidente tem o cuidado de renovar os stocks de um conjunto de bens e materiais para fazer chegar a essas famílias. Têm sido feitos chegar às famílias e às empresas por prioridades. Quem mais perdeu, quem está mais fragilizado, têm sido prioritárias nestas respostas”, referiu, assegurando conhecer bem o caso e que logo que existam materiais, os mesmos serão distribuídos. O autarca explicou ainda que o transporte dos materiais será um pormenor a ver quando chegar a altura. “É claro que essa situação será analisada pelos serviços”, vincou.

O vereador social-democrata, porém, não compreende porque é que continuam sem ser distribuídos. “Não se entende porque é que não os disponibiliza a quem precisa, até porque não vejo que o transporte seja problema, porque as viaturas da autarquia andam aqui de um lado para o outro”, sustenta.

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