àgua com espuma à saída da ETAR

Mau cheiro é recorrente na ETAR de Oliveira do Hospital

Foram várias as notícias que, nos últimos meses, deram conta dos problemas de mau funcionamento da ETAR de Oliveira do Hospital e que persistem para grande insatisfação da população, e em particular dos moradores das redondezas que nos últimos dias voltaram a ser surpreendidos pelo mau cheiro.

“Os cheiros estão de volta à cidade”, alertou o presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Hospital, Nuno Oliveira, na última reunião da Assembleia Municipal. Um alerta partilhado também pelo deputado do movimento “Oliveira do Hospital Sempre”, José Vasco de Campos que disse ter recebido “queixas dos munícipes” relativas ao mau cheiro que é resultante do evidente mau funcionamento da estrutura destinada a tratar os esgotos.

“Há quem se queixe que está a descarregar diretamente para a linha de água”, referiu o também candidato pelo CDS-PP à Câmara Municipal oliveirense que, do mesmo modo, aludiu aos problemas de que tomou conhecimento no que respeita à estação elevatória de Aldeia de Nogueira – “não está a cumprir o seu papel e os esgotos estão a entrar na linha de água sem serem tratados”, frisou – e também em Avô e Bobadela.

“Também em Alvôco há problemas devido a excesso de água na ETAR”, referenciou José Vasco de Campos, que fez questão de lembrar o executivo para a necessidade de resolver o problema da saída dos efluentes tratados que, até agora, ainda não foi retirada da Moenda.

Em reunião da Assembleia Municipal, o deputado pretendeu assim alertar o presidente José Carlos Alexandrino para que “se preocupe” com aqueles problemas e apele à intervenção da Águas do Zêzere e Côa, entidade à qual “paga tanto”. “Um concelho que não se preocupa com uma coisa que é básica, é um concelho sem dignidade”, constatou.

Situações de que o presidente da Câmara Municipal de Oliveira Hospital disse ter conhecimento e que, no caso da ETAR da cidade, seria resultante de um problema do arejamento considerado necessário para o seu normal funcionamento.

Munido da resposta que a AZC dirigiu à autarquia a propósito daquele caso, José Carlos Alexandrino apontava para que o problema ficasse brevemente resolvido com a a colocação de maior número de arejadores e de potência mais elevada do que os existentes.

A par do conjunto de situações que continuam a preocupar as populações um pouco por todo o concelho, o presidente da Câmara lamentou que a elevada fatura que paga à AZC não tenha correspondência direta com a resolução dos problemas. “Temos as ETARs prontas e não resolvemos os problemas na totalidade”, comentou, verificando haver ainda “muito a fazer no concelho” e reportando-se em particular aos problemas que persistem em Aldeia das Dez, Vila Franca, Ervedal, Andorinha, Travanca, Meruge, Bobadela, S. Paio de Gramaços, S. Gião, Galizes e S. Sebastião da Feira.

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