Mega Agrupamento já é realidade em Oliveira do Hospital

… tem vigência por um ano.

A constituição do mega agrupamento de Oliveira do Hospital já tem efeitos práticos. As direções dos quatro agrupamentos escolares – Cordinha, Lagares da Beira, Brás Garcia de Mascarenhas e Vale do Alva – e da Escola Secundária foram extintas, dando lugar a uma Comissão Administrativa Provisória (CAP).

Para a presidir, a delegada regional de educação, Cristina Oliveira, convidou o então diretor da Escola Secundária, Albano Dinis que tomou posse no cargo na passada sexta-feira, 26 de abril. Uma função que o conhecido docente da Escola Secundária acedeu a desempenhar, durante um ano, fazendo porém questão de se fazer acompanhar dos quatro diretores dos agrupamentos escolares envolvidos no processo de agregação. “É uma escolha que é minha”, explicou esta manhã Albano Dinis numa conferência de imprensa que fez questão de convocar para tornar pública a nova realidade educativa concelhia.

Então diretor do Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas, Luís Ângelo acompanha Albano Dinis na vice-presidência da CAP, enquanto que Carlos Carvalheira (Cordinha), Ernesto Figueiredo (Lagares da Beira) e Sandra Fidalgo (Vale do Alva) ocupam o lugar de vogais. Um órgão colegial que, a partir de hoje, inicia funções na Escola Secundária de Oliveira do Hospital, local escolhido para servir de sede ao mega agrupamento, e que, num primeiro momento está apostado em serenar os ânimos resultantes de um processo de agregação nada pacifico.

“Queremos passar uma mensagem de tranquilidade e serenidade aos alunos, pais, pessoal docente não docente”, referiu Albano Dinis, informando ter sido este o primeiro desafio que lhe foi colocado por Cristina Oliveira quando, no passado dia 22 de abril, lhe dirigiu o convite para presidir à Comissão Provisória. Uma mensagem de tranquilidade que Albano Dinis fundamenta com a garantia de que, pelo menos por um ano, se irá “manter a estrutura atual sempre que for possível”. Em causa está porém uma realidade dependente da definição da rede escolar para o próximo ano letivo, da responsabilidade de Cristina Oliveira.

“Esperamos por decisões superiores”, explicou Albano Dinis, informando não caber à Comissão Administrativa Provisória fazer qualquer tipo de alteração, seja ao nível do pessoal docente e não docente. O que parece ser consensual entre os cinco elementos que integram a CAP é de que “não há pessoas a mais a trabalhar na Educação”. “Todos são necessário e contamos com todos e não está no nosso plano de trabalho abdicar de ninguém”, sustentou Dinis, contando que por parte da Delegação Regional de Educação não lhe foi pedido para fazer “reestruturações e grandes alterações”. Alterações que ainda assim Dinis não garante que não venham a acontecer por imposição regional e nacional, até porque em causa está um ano de transição, onde as mexidas serão inevitáveis.

Apoiado pelos ex diretores dos quatro agrupamentos concelhios, Albano Dinis prepara terreno para a direção que no próximo ano assumirá as rédeas do mega agrupameto de Oliveira do Hospital. “O que passou, passou, agora é o momento de seguir caminho”, frisou o presidente da CAP estabelecendo um rutura com aquilo que foi um processo pouco pacífico e onde foi visível a resistência dos diretores escolares à constituição do mega agrupamento, mas que agora dá lugar a um novo momento da educação no concelho.

“Todos manifestámos a nossa posição na devida altura, mas manda quem pode e obedece quem deve”, comentou ainda Albano Dinis, garantindo que no momento atual, todos os elementos da CAP estão “imbuídos do espírito de servir a comunidade”. Para o efeito contam levar por diante um plano de ação que é comum a todas as escolas do concelho, mas que, asseguram, prima por se ajustar à realidade de cada território. “Será para manter as iniciativas de cada escola até para manter a identidade com a comunidade”, referiu Albano Dinis.

A entrada em funções da Comissão Administrativa Provisória consuma assim a constituição do mega agrupamento concelhio que está longe de ser bem aceite por grande parte da comunidade oliveirense. Em causa está uma matéria que promete ter abordagem recorrente no período de campanha eleitoral, pelo facto de Cristina Oliveira – ex diretora regional de educação, atual delegada regional e candidata à Câmara Municipal oliveirense – ser apontada como a principal responsável pelo ataque feito ao concelho na área da Educação, que culminou com a agregação de quatro agrupamentos e a Escola Secundária em apenas uma unidade de gestão educativa.

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