Meruje regressa ao passado para lembrar o ciclo tradicional do pão aos mais novos

Meruje regressa ao passado para lembrar o ciclo tradicional do pão aos mais novos

A Junta de Freguesia de Meruje e a Associação para o Desenvolvimento Social do Vale do Cobral, em Oliveira do Hospital, promovem mais uma vez um regresso ao passado para que os participantes da iniciativa designada “Ciclo do Pão” possam reviver a produção do pão como era realizada antigamente. O evento terá lugar no Domingo, a partir das 15h00 Horas, com encontro marcado na Lage Grande em Meruge, o local onde se realizava a desfolhada e a malha do milho.

“O objectivo é mostrar aos mais novos como era noutros tempos todo o processo desde o lavrar da terra, até que o pão fique pronto a comer”, refere o presidente da Junta local Aníbal Correia, frisando que esta foi uma actividade muito importante na zona e que é importante que as gerações mais novas tenham presentes as suas tradições. “Vamos ter uma representação o mais exacta possível. Foi uma actividade extremamente importante nesta zona e convém ser relembrada. Todos os prados do leito do rio Cobral eram ocupados com milho. Era a principal fonte de rendimento dos agricultores”, sublinha ainda o autarca.

Este ano, a organização apostou também em recriar a “Rota dos Moleiros”, explorando os caminhos percorridos pelas carroças puxadas pelos animais e os trilhos utilizados pelos moleiros para a distribuição da farinha. Terminada esta tarefa, as cerca de duas centenas de participantes previstos, terão oportunidade de assistir ao lavrar da terra com os bois e o arado, o semear e o sachar do milho, o cortar da bandeira e o cortar do milho. Segue-se a tradicional desfolhada, protagonizada pelo Rancho Folclórico Sampaense e a malha do milho, recriada pelos malhadores tradicionais de Meruge, que terá como palco a tão característica Lage Grande.

Para as 20h00 na Lage Grande de Meruge está previsto um lanche para as para todos os participantes, que será à base das típicas iguarias da “merenda” de outros tempos. A iniciativa, ao contrário de outras, além de ter uma forte componente cultural e custos residuais. “Não é necessário gastar muito dinheiro para se recriar uma iniciativa interessante”, remata Aníbal Correia, sublinhando que os custos se resumem praticamente ao lanche.

 

Foto: centrosocialpindelo.pt

 

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