Mesa redonda analisou “Que ciência se faz em Portugal?”

“Que ciência se faz em Portugal? Que valor têm os nossos cientistas e instituições? Como trabalham? O que investigam?” foi o mote da mesa redonda que juntou o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, com especialistas da Universidade de Coimbra (Sílvia Barbeiro), Universidade da Beira Interior (Rui Alírio) e da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (Luís Veloso). A Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro também esteve representada por João Nunes.

Moderada pelo presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), Jorge Almeida, a iniciativa integrada nas “Competências para o Desenvolvimento”, permitiu concluir que a investigação científica em Portugal se encontra “muito ligada ao meio académico”, chegando a representar “uma sobrecarga de trabalho académico, científico e burocrático” para os docentes.

Pese embora esta realidade, os especialistas regozijam-se pelo aumento de investimento em investigação em Portugal, aproximando-se das melhores marcas europeias. “Em termos de qualidade, a investigação feita em Portugal está também ao nível das melhores do mundo”, considera o presidente da ESTGOH, dando o exemplo do envolvimento de investigadores e instituições nacionais em projetos internacionais e até a atribuição de prémios internacionais a investigadores portugueses.

Jorge Almeida constata ainda uma mudança no tipo de investigação realizada, com primazia para o pragmatismo, com “o objetivo concreto de produzir resultados práticos e processos aplicáveis a curto prazo”.

A importância da investigação realizada nos meios académicos para “uma indústria forte e competitiva” foi outra das conclusões extraída da mesa redonda, local onde também se verificou que a “competitividade deve estar aliada à inovação”.

Os especialistas pegaram no exemplo concreto da Plataforma para o Desenvolvimento do Interior Centro, localizada em Oliveira do Hospital, que pretende criar o “primeiro laboratório dedicado apenas à investigação científica” .

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