Meta o nariz onde é chamado

… actual busca, através da criação de laços emocionais com empresas, marcas ou produtos, ser estimulado e obter sensações únicas e verdadeiramente agradáveis.

Até ao momento actual, sempre houve por parte dos responsáveis do Marketing grandes preocupações em saber qual seria a imagem, a música, o paladar e a forma ideal para obter os resultados desejados com as várias estratégias. A verdade é que estes nunca se preocuparam, realmente, com qual poderia ser o impacto dos aromas no momento de aquisição. Estudos americanos recentes revelam, no entanto, que o olfacto, por atingir mais rapidamente as zonas do cérebro ligadas à memória e às emoções, deverá ser um dos cinco sentidos a privilegiar, pelas empresas, em futuras acções.

Apesar de, em Portugal, ainda serem poucas as empresas a ter em atenção a questão dos aromas, na realidade, em países como Estados Unidos, Brasil e Japão, esta preocupação já não é algo recente. Já lá vão muitos anos desde que a Disney, para tornar os filmes mais reais e estimular os apaixonados por cinema, colocou nas suas salas difusores com cheiro a pólvora e a borracha queimada que libertavam pequenas fragrâncias nos maiores momentos de acção, elevando assim os níveis de recordação dos espectadores. Nos países adeptos desta tendência, vários aromas pairam no ar. Começa assim a não ser por acaso que as padarias tenham o forno ligado às condutas de ar geral para espalhar ao longo de toda a superfície um cheiro mais intenso a pão quente, que, em lojas de jardinagem, cheire sempre a terra húmida, que, em parques de diversão, cheire sempre a pipocas caramelizadas e que as marcas de automóvel intensifiquem o cheiro a couro no interior dos veículos novos.

Felizmente em Portugal já começamos a ter algumas histórias para contar. Para despertar a curiosidade do seu novo sabor, a Frize decidiu recorrer ao tradicional carrinho de compras dos hipermercados e, no momento do seu lançamento, colocou diversos cartazes com uma tira adesiva que ia libertando um suave aroma a maracujá. Recentemente a marca Dove também deu os primeiros passos nesta tendência. No lançamento da nova gama de produtos go fresh, enquanto o seu anúncio passava nos cinemas, estavam espalhados pelas salas difusores que lançavam o aroma da variedade Energise com toranja e erva limão. Esta nova estratégia também chegou à nossa imprensa nacional. Pela primeira vez, surgiu nas bancas uma edição impressa num papel especial com aroma a pinho para divulgar um novo empreendimento imobiliário localizado numa zona rodeada de espaços verdes.

Baseando-nos em dados que comprovam que a nossa memória pode reter até 10.000 aromas distintos e apenas 200 cores, facilmente concluímos que o olfacto consegue ser sem dúvida um dos sentidos mais poderosos. Talvez porque a percepção dos cheiros sempre desempenhou um papel fundamental na evolução do ser humano, o marketing aromático veio ensinar-nos que todas as acções de marketing que estimulam o nosso olfacto sempre terão resultados com um aroma agradável.

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Associação Nacional de Jovens Formadores e Docentes (FORDOC)

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