Foto: Vida Rural

Ministro da Agricultura: “As nossas aldeias são espaços de futuro”

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, defendeu hoje, no final de uma cerimónia que decorreu na Aldeia da Pena, em S. Pedro do Sul, que serviu para anunciar as 49 aldeias pré-finalistas das 7 Maravilhas, que as aldeias do território nacional são espaços de futuro e que devem ter vida própria, de forma que as suas populações tenham padrões equivalentes aos das cidades.

“As nossas aldeias são as nossas raízes culturais mais profundas. São espaços de futuro, mas que preservam a memória do passado, que queremos manter permanentemente activa”, sustentou, elogiando o evento. “São iniciativas muito meritórias, às quais me associo com muito prazer, enquanto ministro da Agricultura, uma vez que faz parte também da política do Ministério da Agricultura contribuir para a fixação das populações no território, porque as aldeias não podem ser museus e os habitantes peças desses museus”, acrescentou, frisando que as aldeias têm de ter vida própria. “Não há vida própria sem economia e sem rendimento, que permita que as pessoas das aldeias tenham padrões de vida equivalentes àqueles que vivem nas cidades”, disse, adiantando que a iniciativa 7 Maravilhas Aldeias, servirá para fazer nascer nos portugueses “a vontade de visitar locais tão bonitos” e que essas visitas ajudam “a dinamizar o turismo que é tão importante nas aldeias”.

“Portugal hoje está na moda por várias coisas e no turismo com um crescimento muito acentuado. O turismo evidentemente não se pode resumir às grandes cidades ou ao turismo de massas, pois temos um país imenso, com tanta cultura, gastronomia e paisagens naturais que estou convencido que atrairão cada vez mais pessoas”, concluiu.

O ministro destacou que o seu ministério tem um conjunto de medidas para fixar agricultores, congratulando-se com o prestígio crescente que esta profissão está a alcançar, depois de um período em que era vista como sendo desqualificada.”Os que abandonaram a agricultura no passado, muitos deles desqualificados, estão a ser substituídos por jovens qualificados que aproveitam essas oportunidades, nichos de mercados, agricultura biológica, e dão resposta aos anseios das populações urbanas que perderam e têm a nostalgia do que é viver nas aldeias e próximo da natureza”, rematou.

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