Mistério dos 381 mil euros na CMOH permanece e há quem classifique de “esfarrapada” explicação da autarquia

O mistério da diferença de 381 mil euros que aparecem nos números expressos nos documentos de informação sobre a situação financeira do município de Oliveira do Hospital entre 31 de Janeiro e 31 de Março permanece. O eleito António Lopes não se conforma com a explicação que foi enviada pelo presidente da Assembleia Municipal de Câmara de Oliveira de Hospital em nome da autarquia e classifica o documento como “uma não resposta”.

O eleito refere que a declaração (que pode ser consultada neste link:Informacao financeira(1) )contém uma explicação esfarrapada que não clarifica nada, mantendo todas as dúvidas que ele próprio levantou na última AM. O esclarecimento, insiste a autarquia, está no “espaço temporal” em análise, mas António Lopes quer é “saber o que é isso de espaço temporal e respostas convincentes e devidamente documentadas”, garantindo que as contas explicam-se “com números e documentos contabilísticos e não com conversa”. E teme que situação tenha superado a contenda política e esteja já a travar uma luta para manter a idoneidade da autarquia.

“Até agora levei o assunto para o campo do descuido, do erro ocasional. Se persistirem neste tipo de respostas, terei de começar a questionar o quê e o porquê de se escondem os números. Porque se esconde a verdade? A quem aproveita esse sonegar da transparência da vida pública do município?”, referiu António Lopes, que teima em ver as dúvidas dos 381 mil euros devidamente esclarecidas.

“Não haverá no município de OH quem saiba juntar dois números e dizer o resultado de uma adição?

“Que espaço temporal pode existir numa folha de caixa diária? O Saldo não é sempre o que resulta das operações realizadas em cada momento?”, questiona, sublinhando que já demonstrou por várias vezes, “com actas e demais documentação” diversos erros contabilísticos. “Não haverá no município de Oliveira do Hospital quem saiba juntar dois números e dizer qual é o resultado de uma adição? Não temos três professores no executivo?”, insiste, exemplificando “desorientação latente” com a diversidade de números que cada um dos vereadores vai apontando para cada evento.

António Lopes confessa que aguardava, por parte da autarquia, uma resposta técnica cabal sobre este assunto dos 381 mil euros. “O que esperava era que alguém me viesse dizer: ‘Senhor Lopes, o senhor está errado porque o problema é este e contabiliza-se desta maneira e, por causa disso, dá este resultado’”, conta, adiantando que em vez disso recebeu algo que não acrescenta nada. “Alguém pode levar a sério esta explicação esfarrapada? Será que há uma diferença de tesouraria de 381 mil euros e ninguém se indigna?”, questiona este eleito em resposta ao CBS.

O que mais preocupa António Lopes é o facto de esta forma de actuação aparentemente se estar a transformar numa prática corrente. E elenca inúmeras questões sobre as quais tem dúvidas e que não são esclarecidas. Garante, por exemplo, que lhe negam as listas dos funcionários e documentação das empresas participadas. “Não querem que se saiba quem são os protegidos que rodam de empresa em empresa contornando a lei? Se assim não é, e eu ainda não disse que é, porquê esconder o que é obrigatório mostrar? Pode saber-se?”, continua.

“Rogo que me sejam enviados os documentos”

E volta a pedir que lhe sejam facultados as provas que lhe permitam levar a cabo aquilo que prometeu aos eleitores. “No sentido de se manter o debate, em níveis aceitáveis de discussão, mais uma vez rogo me sejam enviadas respostas convincentes e devidamente documentadas, às questões que tenho colocado, como os números que ficam para a posterioridade nos registos contabilísticos, a despesa com a EXPO H, a dívida Municipal a 31 de Dezembro de 2009. Qual é, efectivamente, a despesa e receita da água e esgotos, conforme solicitado no meu último requerimento”. Mas não se fica por aqui. Volta a solicitar as listas de pessoal na ADI, ADESA, e BLC3. E lamenta ter de pedir esclarecimentos como se de uma “esmola se tratasse”, quando a lei obriga aqueles órgãos fornecê-los.

António Lopes parece não ter dúvidas. Em causa está um percurso de achincalhamento pessoal para o calarem. “Mas não o vão conseguir”, avisa. “Tenho suportado todas as minhas afirmações com documentos da Câmara e vou cumprir dignamente o mandato para que fui eleito. Os munícipes vão tirar as suas conclusões”, conta este eleito para quem já não se trata apenas de uma contenda política, mas sim de uma luta pela idoneidade do município. “Eles [executivo] até me deviam agradecer por os estar a ajudar”, concluiu.

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  • Fisco

    Este António Lopes já mete nojo acho que nunca comentei nada aqui nesta espécie de jornal, mas sempre que dou uma olhadela está sempre incluído o nome de António Lopes vs. CMOH ou Alexandrino parece que anda sempre com azia ou não tem mais nada que fazer.. Acho que deviam mudar o nome Correio da Beira Serra para Correio do Meu Querido António.

  • O azar do fisco

    Ó Fisco, não te preocupes, não tens de ler. Mas se o homem é a única oposição que existe, é natural que seja notícia vs CMOH. Sei que provavelmente te agradam mais aqueles “jornais locais a sério” e não “esta espécie de jornal” que publicam só os “feitos muito fantásticos” dos senhores do burgo. Tem calma, rapaz… Por vezes a verdade dói e olha que eu como munícipe estou bem interessado em conhecer a explicação que o Lopes exige. Talvez tu convivas bem com o que te colocam à frente para comer. Outros não. É a vida.

  • Politicalex

    Tens razão ó “Fisco”. De facto e infelizmente, já assim é há 10 anos.Não se vê nem ouve mais ninguém..! A única voz que se houve é de facto a de António Lopes. Sempre e consequentemente com a mesma linha e coerência, goste-se ou não. De vez em quando aparecem umas vozes discordantes mas, com uma “conversa pequena” ou se quiser com uma passagem da “mão pelo “pêlo”,acalmam-se logo.O último exemplo é a nova lista dos órgãos sociais da Caixa. O sr. presidente que tudo anda a fazer para ser o presidente daqui a 3 anos,pois, na altura, tem que optar ou pela reforma ou pelo ordenado de presidente e isso não lhe convém,manobrou a seu gosto para conseguir o objectivo,pois na Caixa pode acumular os ordenados.Quando foi pedida a intervenção, havia vozes dissonantes .Havia pessoas consideradas os “enterradores” da Caixa. Duas delas até estavam para ficar na lista provisória que tem dirigido os destinos da Caixa. Na última hora foram retirados. Por serem de direita um e por ser um dos “entregadores” outro. . Pois, agora, estão lá todos..! Quais divergências..? Qual interesse comum dos associados ? Quem vai denunciando? Há alguma dúvida dos números que têm sido denunciados? Não é uma vergonha cada vereador dizer sua coisa? Não é uma vergonha o presidente dizer uma coisa e os números outra..? Acabou o prazo para a resolução do IC6. A estrada já está cortada? E sempre é cortada cá, ou é no Concelho dos outros? A reunião com o Secretário da Saúde já aconteceu? O projecto revolucionário, já anda por aí? E os refugiados já marcaram a recepção..? Um bocadinho de juízo era tão bom…

  • Guerra Junqueiro

    Já houve quem disse-se ao Sr Presidente que a CCAM não é um clube de futebol nem um rancho folclórico, a verdade é que mesmo essas instituições não perdem de um mês para o outro 381 mil euros como estas incompetências perdem na CMOH.
    De 31 de janeiro até 31 de março esfumaram-se 381 mil euros! É obra! Depois não gostam de ouvir o Lopes.
    Vamos rezar para que o efeito temporal não tenha levado já mais uns milhares de euros.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

  • que grande 3(8)1

    Isto não é um trinta e um, é um trezentos e oitenta e um. Com este presidente é tudo à grande, até nos desaparecimentos.

  • Fisco

    Se fosse a primeira vez que eu tivesse visto isto até me calava. Mas o sentimento de dejá vu não consegue me largar. Sabem caros “O Azar do Fisco e Politicalex já não é a primeira vez que vemos o senhor António Lopes com o mesmo comportamento e a utilizar os mesmo artifícios utilizados anteriormente. Para não falar da enorme falta de coerência do senhor. Talvez quem tenha que ter calma é o “Senhor” ou “Jovem” o que quer que seja Azar ao Fisco” se eu acredito numa verdade você aparentemente acredita numa outra de um senhor que já esteve em vários municípios e infelizmente é sempre a mesma tristeza… enfim
    Cada um é digno da sua opinião e não lhe que pedi para que viesse para aqui dar opinião sobre o que escrevo ou deixo de escrever mas como o fez também o tive que fazer.
    Se algum dia precisar de uma opinião sua eu venho até até aqui pedir até lá siga o seu caminho…

  • trivago

    Muito simples, tenham as pessoas coragem, que é coisa que já foi sepultada :
    Mandar para ” caso de policia” por não haver explicação razoavel e indicar quem deve ser ouvido – nomes -mas todos os que são intervenientes directos e indirectos .
    É que se tanto defendem a democracia e ser cidadão, então porque ficam admirados ou ter a preocupação de saber por onde ande e como anda o nosso dinheiro .
    Então isto surge do nada ! erro . Se é erro expliquem-no .
    Por mim , se fosse poder era o primeiro , em nome da verdade em querer que toda a gente fosse esclarecido .
    Só não assim entende quem vive e anda à conta ! em nome da democracia .
    Oposição PSD e CDs. Então nao vos convém ? CDU, BE e outros . Não interessa ou comem no caviar e na festarola ?

  • Azar do Fisco

    O Fisco tem alguns problemas, com o facto de eu gostar da transparência? Gosto de ver as coisas devidamente esclarecidas. Pelos vistos, para o Fisco não são necessárias explicações. Existem verdades absolutas. Para mim são. Quer da parte do Lopes, enquanto representante eleito, quer da autarquia. E acho muito bem que, enquanto representante de quem nele votou, o Lopes exija as vezes que forem necessárias os documentos que lhe permitam clarificar a situação. De forma transparente e compreensível. Se o Fisco não gosta e lhe dá um sentimento de dejá vu, tem um bom remédio não tem de ler “esta espécie de jornal”. Ponto. Mas pelos vistos até lê…. e parece ficar incomodado.

  • António Lopes

    Eu peço tão pouco..! Só quero saber qual é o “espaço temporal” e o que aconteceu nesse espaço temporal.Contrariamente ao que se diz na explicação, o espaço temporal da receita e da despesa é o mesmo.31 de Março.Eu até podia admitir que a tesouraria encerasse a um determinado momento e que tivesse sido feito um pagamento já depois disso e que tivesse sido contabilizado no dia 1 de Abril.Mas ninguém ainda disse isso.Até porque, em termos de rigor de funcionamento e contabilístico seria complicado.Quanto aos que andam preocupados de eu ser mal visto noutros concelhos,isso só mostra a minha coerência.O meu problema não é de pessoas nem de Concelhos.É de formas de estar.Infelizmente, “mandadores” tem por todo o lado.O Jano até diz que são 308 “Salazaritos”…São eleitos, pensam que são “donos”..! E os números da água que nenhum bate certo..! Qual é o problema desses? Porque será que fazem de contas que não ouvem? Já aqui foram todos publicados.Já os enviei a todos os eleitos.Só não sabe quem não quer saber..! Só que, eu, pedi confiança que não é para trair..! Provem-me que estou errado….E os números da EXPOH que estão nas actas.Qual é o problema de não baterem certo uns com os outros..? Todos os números que falo são públicos e estão todos em documentos da Câmara.Não são opiniões minhas…Daqui a uns anos, quem ler aquilo, vai dizer o quê..?

  • Politicalex

    Mais uma vitima da “democracia ” e do “sorrisinho”.Andaram um Mês para se lembrarem que era preciso fazer umas obras. Mandaram-nas fazer nos últimos dois dias. Como o profissional teve que remediar muita asneira feita de raiz,e quis fazer bem, não acabou no prazo. E como é dos incómodos,despromoveram-no…! Só era preciso o pretexto… POLITICALEX…!!!

  • tontom

    Pois é
    o assédio profissional está em curso. Vejam a noticia de indemnização de 50.000€
    Os democratas …..e sérios ….
    Quando estavam nos empregos deles era só competência