Montemor_o_Velho

Montemor-o-Velho recebe companhia Teatrão e o espectáculo de rua “Alvazil de Coimbra”

A companhia de teatro “O Teatrão” estreia amanhã, em Montemor-o-Velho, o espectáculo de rua “Alvazil de Coimbra”, que percorre oito concelhos da região Centro e envolve mais de 500 participantes. A iniciativa, que é de entrada gratuita, vai mostrar em Montemor-o-Velho, Soure, Pombal e Penela o primeiro episódio e a segunda parte na Lousã, Coimbra, Figueira da Foz e Miranda do Corvo. A peça, co-financiada em 80% com verbas comunitárias do programa Mais Centro, tem um orçamento de 40 mil euros, segundo Luís Matias, presidente da Câmara de Penela e da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego (RCMM).

A peça de teatro envolve grupos, associações culturais e bandas filarmónicas de oito concelhos, que, para além de ajudarem na componente musical do espectáculo, assumem papéis de personagens em cada uma das localidades, como “o juiz, o advogado, o regedor, as beatas, o padre, as lavadeiras ou o barbeiro”, contou Inês Almeida, actriz de “O Teatrão”.

Em “Alvazil de Coimbra”, o “Teatrão” recupera a sua “companhia-fantasma” Faunos do Rio, que “já andou pelo século XII, XVI e XX, e que agora viaja até ao século XIX” para apresentar uma peça “que se passa no século XI” e que irá percorrer os municípios que integram a RCMM: Coimbra, Figueira da Foz, Lousã, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Penela, Pombal e Soure.

A peça insere-se na comemoração dos 950 anos da governação de Coimbra pelo moçárabe Dom Sesnando, com os Faunos do Rio a contarem a história “de uma família que tenta sobreviver no meio da guerra, miséria e pobreza que havia na altura, recolhendo os despojos das batalhas e seguindo o rasto de Dom Sesnando”, disse à agência Lusa Inês Almeida.

O espectáculo, que estará em exibição entre sexta-feira e 4 de Outubro, está dividido em dois episódios, em que o público para poder ver as duas partes da peça terá que se deslocar a dois dos oito concelhos abrangidos pela rede, visto que nenhum recebe as duas partes.

Segundo Inês Almeida, Dom Sesnando “conseguiu mostrar que a região, se estiver viva e activa, é mais difícil de conquistar pelos inimigos”, referindo que, apesar de o governador da região não aparecer na peça, surge “como símbolo de união das pessoas”. “No ‘Teatrão’ também fazemos isso. O teatro consegue juntar pessoas, criando esforços colectivos para que algo cresça e prospere”, realçou, recordando o trabalho que a companhia faz desde 2010 com associações culturais e companhias de teatro amadoras da região.

Isabel Craveiro, da direcção de “O Teatrão”, afirmou que esta produção enaltece “a perspectiva conciliadora que D. Sesnando imprimiu ao território” enquanto governador de Coimbra, numa época em que cristãos e muçulmanos se defrontavam em sucessivos avanços e recuos.

Devido à instabilidade das condições climáticas, alguns dos espectáculos previstos para o ar livre terão lugar em espaços fechados, informou Inês Almeida.

 

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