Morrer em Aldeia Formosa ‘está complicado’

Numa altura em que se completa meio ano de governação socialista na autarquia de Oliveira do Hospital, o presidente da Câmara continua de candeias às avessas com a burocracia de alguns organismos públicos.

Servindo-se de um exemplo concreto – o cemitério de Aldeia Formosa, na freguesia de Seixo da Beira –, José Carlos Alexandrino explicou esta sexta-feira, em assembleia municipal, que aquele cemitério está completamente lotado e a necessitar de uma ampliação urgente.

No entanto – explicou o autarca –, os terrenos contíguos estão inseridos em reserva ecológica e a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) exige o cumprimento de um longo processo burocrático que põe em causa a execução da obra em tempo oportuno.

“Eu já fiz uma reunião com as pessoas de Aldeia Formosa e disse-lhes que o melhor é fazer a obra antes do parecer da CCDRC…. depois, se me quiserem destituir de presidente da Câmara ponham-me lá fora”, referiu o autarca do PS, sem deixar de sublinhar que apesar de ser “a favor do cumprimento das leis” não tolera “estas burocracias brutais”.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o presidente da Junta de Freguesia de Seixo da Beira manifestou-se igualmente preocupado com a situação, retratando-a da seguinte forma: “Se morrer alguém, já não há espaço”, afirmou Carlos Batista a este diário digital.

Batista explicou ainda que naquele cemitério já “não existe nenhum talhão livre”, e assegurou que “quem não tiver sepulturas” não poderá ter ali a sua última morada.

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