Morreu bombeiro de Carregal do Sal que estava internado no Porto

Morreu o bombeiro de Carregal do Sal que estava internado no Hospital da Prelada, no Porto, com “prognóstico muito reservado”. O jovem de 19 anos tinha ficado com graves queimaduras, na passada quinta-feira, durante o combate a um incêndio em Tondela, no qual morreu a colega Cátia Pereira Dias, de 21 anos. É o sexto bombeiro a falecer este ano.

O bombeiro de Carregal do Sal tinha ficado com 55% do corpo com queimaduras de segundo e terceiro graus (nos membros inferiores e superiores, no dorso, na face e no pescoço) durante o combate ao incêndio de São Marcos/Muna, concelho de Tondela, no passado dia 29 de agosto e, desde então, o boletim clínico referia diariamente “prognóstico muito reservado”.

Bernardo Cardoso acabou por morrer, esta terça-feira ao início da noite, depois de ter sofrido graves queimaduras, falência multiorgânica e “danos irreversíveis na via aérea”, segundo disse fonte da unidade de saúde à agência Lusa.

A notícia da morte chegou ao quartel dos bombeiros de Carregal do Sal cerca das 19 horas.

No mesmo dia em que o jovem ficou ferido, morreu Cátia Pereira Dias, de 21 anos, também da corporação de Carregal do Sal, e ficaram feridos outros quatro operacionais envolvidos no combate às chamas.

Bernardo Figueiredo, de 23 anos, esteve internado no Hospital de São João, no Porto, durante cinco dias, também na sequência de ferimentos no incêndio na Serra do Caramulo (Tondela) e morreu a 27 de agosto.

Do incêndio da Serra do Caramulo tinha já resultado a morte da bombeira Ana Rita Pereira, de 24 anos, da corporação de Alcabideche, a 22 de agosto.

A 15 de agosto, Pedro Miguel Rodrigues, de 40 anos, bombeiro da Covilhã, morreu num incêndio perto da localidade de Peso.

Um bombeiro de Miranda do Douro, António Ferreira, de 45 anos, que ficou gravemente ferido num incêndio florestal entre Cicouro e São Martinho de Angeira, também não resistiu aos graves ferimentos sofridos no início de agosto e acabou por morrer.

O número de bombeiros mortos, este ano, no combate a incêndios florestais, ultrapassa já a média anual de três mortes verificada desde 1980.

jn.pt

 

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