Mostra da Beira Serra na Assembleia da República reacendeu reivindicação pelos IC6 e 7

 

A participar na Mostra da Beira Serra organizada pela ADIBER, Alexandrino lembrou aos deputados que “têm obrigação de pôr aquela estrada como prioritária”.

Autarcas e vários agentes dos concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil e Góis estivera ontem, ao final da tarde, no edifício novo da Assembleia da República a participar na Mostra da Beira Serra, organizada pela ADIBER, destinada a divulgar saberes e sabores da região, enquanto fruto da dinâmica instalada no território de influência daquela Associação.

Apreciada por vários deputados da Assembleia da República, onde não faltaram eleitos pelo círculo de Coimbra, Guarda e Viseu, a mostra que contou com o contributo da banda AFADIXIE da Associação Filarmónica Arganilense e dos formandos do curso de restauração da Eptoliva, ficou especialmente marcada por aquilo que são as preocupações dos autarcas locais no que respeita à melhoria das condições de vida das populações.

Assunto recorrente no concelho de Oliveira do Hospital e na região, a continuidade do Itinerário Complementar nº6 e a construção do IC7 ganhou eco naquele certame, com o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital a aproveitar o momento – “nunca tenho palco para estas coisas”, observou – para voltar a colocar a reivindicação por aqueles traçados “na ordem do dia”.

“Não queremos uma auto estrada só queremos uma estrada digna desse nome”, afirmou José Carlos Alexandrino, notando tratar-se de “uma estrada fundamental” para o desenvolvimento da região. “Os senhores têm obrigação de pôr aquela estrada como prioritária”, insistiu o autarca que, também não deixou de agradecer o empenho dos deputados de Coimbra na luta travada pela manutenção da ESTGOH, porque “ houve quem quisesse fechar esta escola não percebendo que ela é nuclear para toda esta região”.

O convite a uma visita região foi entretanto lançado aos deputados pelo presidente da Câmara Municipal de Arganil, Ricardo Pereira Alves, que para além das especialidades gastronómicas, entende que uma das principais riquezas da região é a gente “hospitaleira, trabalhadora e determinada”.

“Não se esqueçam do poder local”, foi o repto lançado pela autarca de Góis, Lurdes Castanheira, naquele que “é o maior espaço político do país”.

Na linha daquilo que foi a intervenção do autarca oliveirense, também o presidente da Câmara de Tábua aproveitou para apelar ao não encerramento do tribunal. “Estamos acima dos critérios que foram impostos para o encerramento de tribunais. Foi construído ali um novo palácio da justiça há 10 anos, que custou dois milhões e meio de euros e, portanto, seria uma pena ficar ali o prédio vazio, sensibilizou Ivo portela.

A relação que ontem foi visível entre a Assembleia da República e os cidadãos em geral foi motivo de apreço por parte do vice-presidente daquele órgão. Guilherme Silva louvou a iniciativa da ADIBER e dos deputados de Coimbra e, em jeito de graça, constatou que em matéria de gastronomia “nunca há problemas de quórum”.

“Os territórios rurais têm futuro e são fundamentais para a coesão do país”

Mais do que dar sabores a provar e saberes a conhecer, o presidente da ADIBER quis ontem vincar aquela que é a realidade dos territórios da área de intervenção daquela associação de desenvolvimento.

“As pessoas têm sabido aproveitar eficazmente as oportunidades que têm ao seu dispor, introduzindo a inovação nos processos, contribuindo para o reforço da competitividade do território”, afirmou Miguel Ventura, esclarecendo os deputados da Assembleia da República que a Mostra que ali estava a ser dinamizada não se esgota na excelência da gastronomia, representando também “a vontade e o querer dos atores locais em transformar potencial em produto com valor de mercado e gerador de emprego e de riqueza”.

Promotor da mostra, em resposta ao desafio lançado pelos deputados de Coimbra, Mário Ruivo e Maurício Marques, o presidente da ADIBER aproveitou ainda aquele palco para alertar para a necessidade de continuarem a ser disponibilizados os recursos e os instrumentos de que os agentes locais necessitam para concretizar as suas ideias e projetos.

“Os territórios rurais têm futuro e são fundamentais para a coesão do país”, lembrou Miguel Ventura, defendendo a continuidade de um modelo de intervenção que confira maior coerência na implementação das políticas públicas. A aplicação da metodologia LEADER em Portugal nos últimos 20 anos foi apontada por Ventura como um bom exemplo a seguir.

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