Movimento “Salvem Alvôco das Várzeas” ameaça colocar penicos à frente da Câmara e Alexandrino garante não ceder a chantagens

O braço de ferro entre a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e o movimento “Salvem Alvôco de Várzeas”, a propósito da construção da ETAR na freguesia de Alvôco de Várzeas, promete não dar tréguas.

A solução encontrada pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e a empresa Águas do Zêzere e Côa destinada a minorar o impacto que a obra causava na paisagem, continua a não agradar ao grupo de pessoas que integra o movimento “Salvem Alvôco das Várzeas” e que insiste na deslocalização da obra para a Regada.

A continuação dos trabalhos no local para onde foi projetada a ETAR está já a motivar a organização de uma espécie de manifestação que – conforme informação disponibilizada via facebook – consiste na colocação de penicos à porta da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

Certo de que os trabalhos não serão interrompidos – “da parte do presidente da Câmara, as obras vão ali decorrer”, frisou – José Carlos Alexandrino desvaloriza as pretensões do movimento, por considerar tratar-se de “um movimento fundamentalista”, porque as pessoas que o integram “nunca colaboraram para se encontrar uma solução intermédia”.

Esclarecendo que está em causa uma obra que não é da Câmara Municipal, mas da empresa Águas do Zêzere e Côa, José Carlos Alexandrino avisa que não cede a “chantagens, nem pressões”.

“Fui ingénuo ao princípio, mas já não sou”, assegura o presidente do município, considerando que o movimento “Salvem Alvôco de Várzeas” é “um movimento político de contestação ao presidente da Câmara”.

José Carlos Alexandrino lembra que herdou o projeto da ETAR do anterior executivo e que o mesmo chegou a estar exposto na freguesia, para apreciação por parte da população.

Sublinhando que nunca houve qualquer contestação ao projeto, o autarca lembra que as vozes do contra só surgiram quando a obra já se encontrava em fase de execução. Para além disso, o presidente da Câmara Municipal considera que o movimento não é representativo de toda a população.

“O movimento vale o que vale e não lhe reconheço que valha grande coisa”, afirmou o autarca oliveirense, considerando ainda que o movimento quer “retirar os penicos que Alvôco tem” e não lutar pelos interesses da população.

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