José Carlos Alexandrino tomou posse com um discurso, onde renovou alguns dos seus principais compromissos políticos para os próximos quatro anos.

Muita expectativa

É bom que assim seja, porque o município de Oliveira do Hospital não podia continuar a ser gerido sem um programa eleitoral que definisse uma linha de rumo.

As expectativas são muito grandes e sob a figura do novo presidente da Câmara pende agora uma enorme responsabilidade, porque não é fácil recuperar o tempo perdido nem muito menos conquistar a competitividade que Oliveira do Hospital outrora deteve.

Por enquanto, Alexandrino está a viver o chamado “estado de graça”. Contudo, o Correio da Beira Serra não deixa já de antever, nas páginas 10 e 11, quais serão os principais dossiês políticos que o sucessor de Mário Alves vai ter em mãos.

Politicamente, o autarca que no dia 11 de Outubro conquistou, como independente, a presidência da Câmara para o PS, já não pode perder mais tempo com aquela que é talvez a principal questão da actualidade política local. As negociações estão a arrastar-se por tempo indeterminado, e a opinião pública precisa de saber qual vai ser, afinal, o papel que Alexandrino reserva para o vereador José Carlos Mendes.

É sabido que o presidente da Câmara não se tem poupado a esforços para garantir a governabilidade da autarquia oliveirense. Está, aliás, na disposição de oferecer a vice-presidência da Câmara ao ex-presidente da concelhia do PSD, José Carlos Mendes.

O tempo para essa decisão está, no entanto, a ficar esgotado.

Se não houver uma coligação entre o PS e os independentes – o Governo de José Sócrates e inúmeras câmaras municipais do país também estão em minoria –, o PS tem todas as condições para governar sozinho, através de uma política de acordos pontuais.

Para a Assembleia Municipal, agora presidida por António Lopes, entraram muitas caras novas que poderão dar um novo élan àquele órgão autárquico que, nos últimos anos, perdeu muito do seu prestígio político. Também aqui – estou certo – haverá quem saiba colocar os interesses do concelho acima dos interesses político-partidários.

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