Mulher morreu carbonizada após despiste automóvel

Uma mulher, de 68 anos, morreu ontem à noite carbonizada no interior da viatura em que seguia na estrada que liga Noguerinha a Lagos da Beira, no concelho de Oliveira do Hospital. Uma segunda ocupante, também sexagenária, conseguiu sair ilesa do acidente.

“Quando chegámos ao local deparámo-nos com o despiste de uma viatura e com uma vítima no seu interior totalmente tomada pelas chamas” relatava às primeira horas da manhã o comandante dos bombeiros voluntários de Oliveira do Hospital, Emídio Camacho, que ontem à noite, cerca das 23h50, pouco puderam fazer para salvar das chamas a condutora do Seat Ibiza que circulava no sentido Nogueirinha- Lagos da Beira e entrou em despiste em zona de curva, ascendente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlda Fonseca , de 68 anos, residente em Vila Chã, no vizinho concelho de Tábua seguia na viatura acompanhada por outra mulher quando entrou em despiste entrou numa zona de pinhal despovoado. O embate num cepo terá provocado o capotamento da viatura movida a GPL que logo entrou em combustão, seguida de várias explosões.

De acordo com os bombeiros, um indivíduo que, na ocasião, circulava por aquela estrada ainda conseguiu partir o vidro e socorrer a mulher que seguia no “lugar do pendura”. “Saiu ilesa, mas psicologicamente muito afetada”, referiu Emídio Camacho ao correiodabeiraserra.com, referindo que aquando da chegada dos bombeiros ao local “já nada mais havia a fazer” pela mulher que seguia ao volante. “Fizemos arrefecimento e procedemos à retirada do corpo”, relatou o comandante, contando que o trabalho de socorro foi dificultado pelo elevado nível de combustão e pelas sucessivas explosões que foram ocorrendo, motivadas pelo facto de o carro ser movido a GPL.

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Atendendo ao cenário com que se deparou, Emídio Camacho está em crer que a condutora ainda terá tentado a fuga do interior do carro, mas não o terá conseguido fazer atempadamente. “Estava deitada ao comprido entre o banco da frente e de trás. Terá tirado o cinto de segurança e a proteção da cabeça”, contou Emídio Camacho.

A estrada em causa, nesta altura do ano é muito propícia à formação de gelo,havendo no local sinalética de alerta para aquela situação. Porém, de acordo com o comandante dos bombeiros, no local do acidente não havia sinais de formação de gelo. A motivar o despiste terá estado, segundo relato da sexagenária que escapou ilesa, a reduzida visibilidade. “Dá a entender que a senhora não via bem e ligou o limpa pára brisas e, nesse momento, deixou de ter visibilidade, perdeu noção e despistou-se”, contou o comandante dos bombeiros.

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