Elogios multiplicaram-se na hora de homenagear Maria Adelaide Freixinho

A oliveirense Maria Adelaide Freixinho revelou-se, no último sábado, no centro de todas as atenções. Tal aconteceu por iniciativa do Rotary Clube de Oliveira do Hospital que, na habitual cerimónia de homenagem ao profissional escolheu um rosto bem conhecido dos oliveirenses, que deixou marcas por onde passou.

Educadora, advogada e notária foram algumas das funções que exerceu ao longo da sua vida, com destaque também para a atividade que desenvolveu na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, onde entre outras áreas foi responsável pela pasta da Ação Social, e para liderança que desempenhou na Comissão Política Concelhia do CDS-PP.

“Congratulo-me por termos feito esta escolha”, afirmou a presidente do Rotary Clube de Oliveira do Hospital que, enquanto técnica de Ação Social, recordou a forma como Maria Adelaide Freixinho se dedicou a esta matéria numa altura em que a própria iniciou as suas funções a nível concelhio.

“A doutora Adelaide foi uma grande marca pela isenção como trabalhou na ação social e na forma como se posicionou”, afirmou Paula Mendonça, apreciando o facto de a homenageada não ter encarado ação social como se de “assistencialismo” se tratasse, tendo-a até “profissionalizado”.

Uma visão também partilhada pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, também na qualidade de vereador responsável por aquele pelouro, fez questão de “testemunhar a justeza com que fez ação social e que nada teve a ver com caridade”.

Do mesmo modo José Francisco Rolo apreciou o facto de a homenageada ter contribuído para o enriquecimento da democracia com a sua participação na vida política, chegando até a considerar que Adelaide Freixinho deva ser uma das próximas personalidades a homenagear pelo município oliveirense.

“Aqui em Oliveira do Hospital, a doutora Adelaide abriu um caminho que também contagiou Maria José Freixinho”, referiu o responsável autárquico e partidário, que presenteou a oliveirense com a leitura do poema “Pátria” de Sophia de Mello Breyner e também transmitiu à homenageada uma mensagem do presidente da Câmara Municipal José Carlos Alexandrino, que não esteve presente na cerimónia.

“A balança que lhe ofereceu continua em cima da secretária e a cumprir o propósito de retidão e equilíbrio”, referiu José Francisco Rolo aludindo ao objeto com que a homenageada brindou o atual presidente da Câmara aquando do início do seu mandato.

“Foi a pioneira das mulheres em termos políticos”

O “critério” que norteia o Rotary Club de Oliveira do Hospital, na hora de escolher os profissionais a homenagear, foi reconhecido pelo presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital que, apesar de não ter tido um “convívio estreito e próximo” com Adelaide Freixinho, deu conta da “empatia” que existe entre ambos.

António Lopes valorizou, sobretudo, a participação da homenageada na vida política concelhia – “foi a pioneira das mulheres em termos políticos, esteve na Câmara Municipal e foi líder política – que “abriu caminho” para que actualmente dois partidos políticos sejam liderados por mulheres”.

Uma realidade que, para o presidente da Assembleia Municipal, “é uma mais valia para a democracia, quebrando as assimetrias e dando forte contributo para o enriquecimento da vida política”.

“É para mim um privilégio ter uma cidadã com estas caraterísticas”, frisou.

E foi pela voz de uma mulher política, atual líder concelhia do CDS-PP que, em catadupa, se multiplicaram as palavras elogiosas referentes a Maria Adelaide Freixinho. Responsável por proceder à leitura do currículo da homenageada, Maria José Falcão de Brito pormenorizou cada uma das qualidades da professora, advogada, notária e vereadora.

“Amiga”, “destemida”, “excelente” foram apenas alguns dos adjetivos usados por Falcão de Brito para se referir a Freixinho, que também mereceu palavras de apreço do deputado Serpa Oliva e até do presidente nacional do CDS-PP que, através da carta lida pela líder concelhia do partido, elogiou a “participação partidária” e a “vontade de lutar” que estão inerentes à homenageada.

“É uma forma de serviço público”, escreveu Paulo Portas que encara o “trabalho e o profissionalismo” de Adelaide Freixinho como uma forma de “fazer bem”.

“Uma pessoa de trato fácil e de uma simplicidade enorme”. Foi a forma como a nora, Maria José Freixinho descreveu a profissional homenageada, a quem reconhece “enorme capacidade de trabalho, resistência invulgar, forma abnegada de viver e altruísmo”.

“Não vejo outra maneira de trabalhar que não seja de entrega total e abnegada”

Elogios múltiplos que chegaram a ser entendidos como “exageros” por quem os recebeu. “Foram ditas coisas muito ampliadas”, referiu Adelaide Freixinho que resumiu todo o seu currículo à vontade que sempre teve de “fazer sempre mais”.

“Não vejo outra maneira de trabalhar que não seja de entrega total e abnegada”, respondeu assim a homenageada às palavras de reconhecimento, garantindo que na qualidade de vereadora não fez mais do que aquilo que era a sua obrigação.

Numa fase da vida “mais convergente para a família”, a mulher que para sempre vai ficar ligada à história do concelho não deixou de se revelar esperançosa relativamente ao tempo futuro, porque desde pequena que sempre ouviu falar que “o tempo está mau”.

“Com engenho e arte, mais obrigações e menos direitos, acredito que conseguiremos uma porta, mais que não seja um postigo, para caminhar em frente”, referiu.

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