O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital foi esta manhã confrontado com a insatisfação de uma munícipe que continua a acusar o autarca de “falta de diálogo e de moral”.

Munícipe e presidente da Câmara envolvidos em discussão

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Fátima Simões deslocou-se à reunião pública do executivo, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal, com o objectivo de obter algumas respostas de Mário Alves acerca da recente delimitação de um terreno junto à sua habitação, em pleno centro da cidade. Os ânimos exaltaram-se e o ambiente foi de “crispação”, com o presidente da Câmara a remeter respostas pelos “meios normais e legais”.

Não satisfeita com a forma como a Câmara Municipal delimitou há cerca de duas semanas um terreno que lhe foi expropriado no final da década de 70, mas que continuou a cuidar como se fosse seu, Fátima Simões foi hoje à reunião do executivo para pedir explicações ao presidente do município, uma vez que – segundo a própria – Mário Alves sempre se recusou ao diálogo. Embora de acordo com a lei, a delimitação não foi pacífica, ao ponto de a munícipe ter ameaçado funcionários da câmara com um “estacão” e ter sido até necessária a presença de militares da GNR. Tudo porque – segundo a própria – “o presidente da Câmara sempre recusou o diálogo”, numa altura em que queria negociar a compra de dois metros de terreno ao longo da parte traseira da casa.

De forma mais pormenorizada, o assunto foi hoje exposto ao executivo pela munícipe que para além de se queixar de problemas com o escoamento das águas pluviais, fez também alusão a um projecto para arrumos que – segundo disse – foi mandado elaborar por Mário Alves, quando a Câmara Municipal era presidida por Carlos Portugal, e que ultrapassava o agora terreno delimitado. “Deram-nos uma esperança de poder negociar o terreno. O que é que mudou senhor presidente?” questionou a munícipe visivelmente indignada, depois de também já ter sido advertida por Mário Alves, para se poupar a “comentários relativamente aos elementos da mesa do executivo”.

Imagem vazia padrãoO presidente da autarquia negou alguma vez ter mandado elaborar o referido projecto, acusando Fátima Simões de estar a apresentar um “conjunto de inverdades”. “O senhor presidente não mandou fazer construções ilegais a ninguém, muito menos à senhora”, referiu Mário Alves, recusando-se a dar mais explicações à munícipe quando esta se insurgia constantemente contra o que era dito pelo autarca. Ao pedido de silêncio de Alves, a munícipe não hesitou em alertar: “a mim ninguém me manda calar, eu também não o mandei calar a si”. O autarca remeteu de imediato qualquer resposta pelos meios normais e legais”, acabando por deixar a munícipe ainda mais indignada. “É típico da Câmara de Oliveira do Hospital. Eu quero, posso e mando”, acrescentou Fátima Simões, insistindo: “a mim ninguém me cala e continuarei a falar senhor presidente”.

“A mim também ninguém me cala e estou aqui para cumprir a lei”, salvaguardou Mário Alves, sublinhando que Fátima Simões não pode ser tratada de “forma diferente dos outros munícipes”. Mas, ao presidente não deixaram de ser dirigidas acusações de discriminação, com Fátima Simões a considerar que “o senhor tem que trabalhar para todos nós e não para dois ou três”.

Quem condenou o “ambiente de crispação” verificado foi o vereador Ribeiro de Almeida, segundo o qual o assunto deve ser resolvido com recurso “às vias judiciais e jurídicas”. Ao colega José Francisco Rolo – a quem o presidente da Câmara recusou explicar o assunto por o vereador ter chegado atrasado à reunião – nada mais restou do que apelar “ao bom senso no sentido de se encontrar uma solução que sirva ambas as partes”.

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