Município de Oliveira determinado em diminuir fatura energética

Em Oliveira do Hospital a ordem é para poupar nos gastos de energia elétrica. Em curso está um programa de eficiência energética que já levou ao desligamento dos jatos da rotunda do centro de saúde e conta apagar as lâmpadas de 600 a 800 braços de iluminação pública até ao final do ano.

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital apresentou ontem, em reunião pública do executivo, um programa de eficiência energética que, a longo prazo, tem em vista a redução da faturação global e energia em 35 por cento. A medida decorre do diagnóstico que foi feito por uma equipa que foi estrategicamente criada para avaliar os gastos do município em matéria de energia elétrica, e que sem grande dificuldade já identificou pontos que sobrecarregam a despesa do município que se situa nos 950 mil euros, dos quais 634 mil Euros são relativos a iluminação pública.

Por via da rescisão de contratos de fornecimento de energia de espaços não utilizados, como sendo antigas escolas primárias e acerto da leitura de contadores, a equipa e o município estimam que até ao início de março a poupança seja considerável, ganhando dimensão maior com a decisão de desligamento dos jatos de água da rotunda do centro de saúde que representam uma despesa mensal entre 2500 a 3000 Euros. No conjunto, a poupança até àquela data deverá representar 5,5 por cento da faturação global da energia elétrica, num total de 35.810, 27 Euros. “É bonito ter jatos de água, mas não podemos estar a sobrecarregar os munícipes”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que com isto não pretende manter os jatos sempre parados, mas antes encontrar uma solução para que funcionem apenas em algumas horas e dias específicos, com o objetivo de reduzir a despesa anual tida com aquela estrutura de cerca de 30 mil, para 15 mil Euros.

A proceder à implementação do programa de eficiência energética no âmbito de uma “nova visão autárquica”, José Carlos Alexandrino incide a sua maior preocupação sobre os gastos em matéria de iluminação pública. De acordo com o trabalho de georeferenciação apresentado pela equipa dirigida por Rui Coelho – presidente da União de Freguesias de Penalva de Alva e S. Sebastião da Feira – existem no concelho 10.200 lâmpadas, prevendo-se que venham a ser desligadas entre 600 a 800. “A ideia não é apagar tudo”, sossegou o autarca, avisando porém que os braços de iluminação pública (BIP) que “foram colocados em locais privados de forma irregular vão ser desligados”. Ao mesmo tempo, vai ser levado em conta a aspeto da segurança das populações abrangidas.

Através do diagnóstico apresentado, é possível verificar a dimensão da despesa em iluminação pública em cada freguesia. Apesar de as freguesias mais populosas apresentarem maior gasto em iluminação pública , tal não tem correspondência com a média gasta por habitante. De acordo com o estudo, a freguesia de Seixo da Beira é a que apresenta um menor gasto por habitante ( 21,83 Euros) enquanto que a de Alvôco de Várzeas apresenta um gasto médio de iluminação pública por habitante de 52,19 Euros. Excessos a que o municipio está apostado em colocar travão, seja por via do desligamento de lâmpadas, seja para colocação de relógios astronómicos, com vista a uma redução da fatura ( 634 mil Euros) até final de 2014 na ordem dos 10 por cento.

Também os mupis estão sob o olhar atento da equipa que coordena o programa de eficiência energética que propõe o desligamento daquelas estruturas no período entre as 24h00 e as 08h00. Do mesmo modo, a autarquia espera controlar os consumos de energia que são suportados pelo município em espaços como a ESTGOH e a EPTOLIVA. A ideia, explicou o presidente, não é deixar de suportar aqueles custos, mas antes alertar para o valor da fatura mensal, com o objetivo de sensibilizar os responsáveis pela sua utilização para a adoção de medidas de poupança.

“Todos os dias nos apercebemos de novos pontos que sobrecarregam a despesa e tentamos criar métodos para a minimizar”, referiu Rui Coelho, a propósito de um trabalho que merece o aplauso do executivo em permanência – a vereadora do PSD, Cristina Oliveira esteve ausente da reunião ontem realizada – pelos ganhos, em jeito de poupança, que representa para o município. “Há muitos custos que são suportados pelo município e se as entidades não tomaram consciência desses consumos não procuram solução para consumir menos”, referiu a vereadora Graça Silva, observando porém que até também “nunca lhes foi pedido para olharem para a fatura”.

Candidatura aos fundos comunitários para “mudar estruturas e equipamentos”

O vice-presidente da Câmara Municipal considera tratar-se de “um trabalho valioso” em termos de diagnóstico e pelo facto de apresentar um “conjunto de medidas razoáveis para melhorar ao longo do tempo”. Para além da redução da fatura energética, José Francisco Rolo realça a importância do programa na preparação do plano de eficiência energética que o município espera candidatar aos fundos comunitários. “Há possibilidade de mudar estruturas e equipamentos”, referiu o responsável, explicando que o trabalho em curso conduzirá a um conjunto de melhorias. “Esta equipa merece um voto de reconhecimento”, frisou .

A equipa responsável pelo programa de eficiência energética é coordenada por Rui Coelho, abrangendo jovens estagiários e técnicos da autarquia no âmbito de um protocolo firmado entre o município e a ADESA, em modelo de prestação de serviços.

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  • Olho vivo e pé ligeiro

    Mais um ordenado para o Rui Coelho por andar a desligar interruptores. Boa.
    Ou o ordenado é por ter feito uma apresentação em powerpoint?
    Tenho vergonha de pertencer a este concelho.

  • desalinhado

    Ou muito me engano, ou as filas nas juntas de freguesia para reclamação com os pobres coitados dos pres. junta não vão ter fim, claro sem contar na freguesia de Penalva, porque aí preside o Sr eficiência energética e os fregueses não vão reclamar…… é que vai ser lindo. Isto é engraçado, primeiro gastamos o dinheiro a colocar postes em tudo que é sitio agora chegamos à conclusão que a despesa é elevada, mas claro antes não existia o estudo do Sr. eficiência.