Município de Oliveira do Hospital que homenagear as mulheres que fazem o queijo Serra da Estrela

Município de Oliveira do Hospital quer homenagear as mulheres que fazem o queijo Serra da Estrela

O Município de Oliveira do Hospital está a promover um concurso de ideias para um monumento em homenagem à Queijeira Serra da Estrela. O concurso visa a criação de uma obra de arte que preste um tributo não só à mulher Queijeira, como à arte ancestral de fazer o queijo. Uma forma, dizem, “de perpetuar a arte e a profissão na consciência concelhia e até nacional”.

“O Queijo Serra faz parte da cultura oliveirense e o Município tem apostado numa política de promoção do Queijo Serra da Estrela, através da realização anual da Festa do Queijo, da edição de livros alusivos ao tema e do apoio aos produtores e ao movimento confrádico”, refere um comunicado da autarquia. “Se, por um lado, a importância do pastor já foi reconhecida publicamente pelo Município, através da colocação de uma estátua na principal entrada da cidade, falta perpetuar o valor da mulher Queijeira que, para além do afã doméstico, abraça diariamente tão relevante tarefa”. É por isso, referem que o Município lança este concurso de ideias para um projecto “para um monumento a erigir em homenagem à Queijeira, a implantar num Parque ou Rotunda, na área do município de Oliveira do Hospital”.

O concurso é restrito a artistas plásticos naturais ou residentes no concelho de Oliveira do Hospital e devem apresentar os projectos até ao dia 30 de Setembro, no Gabinete de Apoio à Vereação (GAV). “O projecto deve ser instruído com os seguintes elementos: memória descritiva; peças desenhadas; estimativa orçamental, e quaisquer outros elementos que os concorrentes considerem relevantes para avaliação dos mesmos”, sublinham.

Os vencedores como prémio receben o mérito e o reconhecimento. A autarquia coloca entre os regulamentos que “os autores dos projectos seleccionados” têm de autorizar “gratuitamente a utilização dos projectos pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital”, transmitindo ao mesmo tempo “integralmente para a Câmara Municipal o conteúdo patrimonial dos direitos de autor sobre os projectos”.

 

 

LEIA TAMBÉM

Presidente da Junta de Travanca de Lagos demitiu-se

O presidente da Junta de Freguesia de Travanca de Lagos, António Soares, apresentou hoje a …

Oliveirense Aqua Village Health Resort & Spa vence 12 prémios internacionais no Dubai

O Aqua Village Health Resort & Spa arrecadou 12 prémios nos Haute Grandeur Global Execellence …

  • Vem Tarde…

    Homenagear as mulheres que fazem o queijo era criar condições de venda do trabalho delas, o queijo,a preços justos.Se o que gasta nas festas, a comprar amizades com dinheiro publico, e a pagar passeios e almoços a quem nem um queijo compra,fosse ganho em apoio aos pastores e queijeiras, outro seria o rendimento e outros seriam os visitantes…Vai ser outra chachada como as medalhas em que o Rogério,indignado, nem sequer a levantou…

  • Pritágoras

    Pois….
    É verdade que já muito poucos espaços existem em Oliveira – espaço adequado e bem localizado – para colocar estátuas…- nas rotundas, não!
    Se é verdade que o município já reconheceu a importância da pastorícia para o passado e presente do concelho, também se reconhece que ficou algo por fazer…e que, dadas as devidas relações existentes nesta antiquíssima actividade económica da nossa região – quem eram os Lusitanos, afinal, por aqui?- ficou por , ainda , assinalar a presença de mais alguém nessa unidade económica e que era, sem dúvida, nos tempos menos recentes – antes do leite espanhol, os aditivos, o processo industrial. as “leis da CEE,UE” e o “negócio” – adulterando o conhecido ditado, afirma-se, hoje, “que há muitas maneiras de fazer queijo e até há quem o faça só de leite de ovelha!”
    O pastor, dada a sua matriz transumante – antes das “ordens” da CEE, UE!- assim o obrigou: já esteve no parque e, agora, recebe os forasteiros que vêm da Catraia,já num outro lugar, acompanhado pelo seu fiel companheiro…
    E a pastora?
    Que é feito da pastora?
    É que chamar “queijeira”, a esse futuro monumento, será, no mínimo,desadequado.
    É querer fazer de conta que milhares de anos, num ápice, desaparecem…e ficamos, nós e aqueles que nos sucederão, convencidos que tal figura, tal personagem, afinal, não teve presença, nunca existiu, nem os filhos, que continuaram pastores…
    Sobrarão, apenas, na nossa memória, as quadras que alguns bucólicos poetas lhe dedicaram.