Município de Oliveira do Hospital reduz a dívida em mais de 1,6 milhões de Euros

É já na próxima reunião da Assembleia Municipal, agendada para o próximo sábado, que a Câmara de Oliveira do Hospital vai apresentar aquela que é entendida como a “boa situação financeira do município”.

Os números que vão estar sujeitos à apreciação dos deputados municipais são já motivo de orgulho para o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e que chega a utilizar como arma de arremesso contra o PSD concelhio que, ultimamente, tem apontado o dedo à política “despesista” do executivo, acusando-o de conduzir a autarquia a um cenário de “bancarrota”.

“Nunca Oliveira do Hospital deveu tão pouco como hoje”, assegura José Carlos Alexandrino, destacando que os resultados que se prepara para apresentar em reunião da Assembleia Municipal refletem o “enorme esforço assumido em 2012” de diminuição da dívida em setores como subsídios, empreitadas e empréstimos.

Na prática e tomando por base a evolução da dívida entre 30 de novembro de 2011 e 30 de novembro de 2012, está em causa uma redução do valor devido em 1.613.851,33 Euros, destacando-se ao nível de empréstimos a redução em cerca de 500 mil Euros. A diminuição maior regista-se no campo de empreitadas (563.433.51 Euros), seguido pelos empréstimos (474.698,22 Euros), os subsídios ( 442.047,45 Euros), fornecedores e prestadores de serviço (80.580,86 Euros) e empréstimos AMRPB (53.091,29 Euros).

Para além da preocupação em reduzir a dívida, José Carlos Alexandrino destaca o facto de o executivo não ter contraído qualquer empréstimo bancário, encontrando-se a pagar o empréstimo de cinco milhões contraído pelo anterior executivo municipal.

O autarca fala ainda de uma diminuição da despesa corrente, notando porém que neste domínio o município se vê a braços com o pagamento das elevadas faturas de água e saneamento junto da Águas do Zêzere e Côa. “Há uma diferença de um milhão de Euros entre o que pagamos e o que vendemos”, refere Alexandrino, considerando tratar-se de uma situação “incomportável”.

Um assunto que, contou, vai ser objeto de discussão na reunião que, no dia 23 de dezembro, vai sentar à mesma mesa a ministra do ambiente e os municípios que integram o sistema multimunicipal da Águas do Zêzere e Côa. “Vai ser um braço de ferro, porque todos os municípios estão a pensar não pagar fatura a partir de janeiro”, avisa.

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