Município de Tábua garante que recuperação Ambiental das antigas minas de urânio de Ázere devem arrancar em 2017

A recuperação ambiental das Minas de Urânio de Ázere, antiga área mineira do Mondego Sul, está prevista para 2017. A notícia foi avançada hoje pelo presidente da Câmara Municipal de Tábua, Mário Loureiro, adiantando que, segundo o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, esta é uma prioridade deste governo que pretende acabar com aquilo que é considerada por muitos como uma situação de risco para o ambiente e saúde pública.

“Esta recuperação vem de encontro às inúmeras diligencias efectuadas pelo Município, pela União de Freguesias de Ázere e Covelo, pela IPSS ACUREDEPA, assim como outras entidades locais, que vêm assim concretizada a sua vontade de colmatar os efeitos negativos provenientes desta área mineira, que trazem consequências nefastas, não só ao concelho de Tábua, como aos concelhos limítrofes”, refere a autarquia de Tábua.

As minas do Mondego sul, recorde-se, estão encerradas desde 1988, encontrando-se a céu aberto e a sua recuperação tem sido pedida há muito por várias entidades. Há 19 anos a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) terá entregado os terrenos a uma associação de Ázere, para construírem um parque de campismo. O projecto não se concretizou. O problema permaneceu, como foi divulgado em Julho passado, por exemplo, aquando da visita de uma delegação do Partido Ecologistas “Os Verdes”, os quais alertaram para o risco de contaminação do meio ambiente por partículas radioactivas através dos resíduos provenientes dos escombros das águas e areias. “Esta antiga exploração de minério, constitui actualmente uma lagoa de cor esverdeada, situada a escassos metros da barragem da Aguieira, pressupondo que haja a passagem destas águas para a própria albufeira, por exemplo, através de infiltrações. As próprias águas pluviais que escorrem sobre os escombros são direccionais ao rio Mondego sem que haja qualquer tratamento”, alertaram na altura.

O presidente da associação Ambiente em Zonas Uraníferas (AZU), em 2014, no âmbito da Comemoração do Dia do Ambiente, também promoveu um roteiro por algumas minas de urânio dos concelhos de Nelas, Mangualde e Tábua, para chamar a atenção para a urgência de intervenção nas minas ainda não recuperadas ambientalmente. António Minhoto referiu, na altura, que os casos mais flagrantes de perigo eram precisamente minas de Mondego Sul, na freguesia de Ázere, concelho de Tábua, e as Minas da Quinta do Bispo, no concelho de Mangualde.

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