Município de Tondela lança projecto pioneiro para protecção das florestas

Município de Tondela lança projecto pioneiro para protecção das florestas

O Município de Tondela e o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), da GNR, assinaram ontem um protocolo de colaboração que prevê a implementação de um projecto piloto de sensibilização e fiscalização no âmbito do sistema de defesa da floresta contra incêndios.

A criação de faixas de gestão de combustível em torno de aglomerados populacionais, edificações, nomeadamente casas isoladas, e complexos industriais serão aspectos que, segundo Carla Antunes, vereadora com o Pelouro da Protecção Civil, vão merecer atenção especial. Vão ser realizadas acções de sensibilização, fiscalização e identificação de proprietários em espaços rurais e florestais, mais concretamente na Freguesia de Castelões e na União de Freguesias de Barreiro de Besteiros e Tourigo, por terem sido identificadas como zonas prioritárias de intervenção, no que se refere à necessidade da implementação de medidas de defesa da floresta contra incêndios, bem como das pessoas e dos seus bens.

Numa primeira fase, cerca de 17 militares irão proceder a acções de sensibilização e fiscalização junto dos proprietários, procurando o cumprimento voluntário das normas legais. Em Maio, terá início a segunda fase, que prevê a confirmação por parte dos militares da realização ou não da limpeza das faixas de protecção, sendo que nos casos onde isso não se verifique, será então elaborado o respectivo auto de contra-ordenação.

“Estas acções assentam essencialmente numa postura preventiva e pedagógica, procurando divulgar e sensibilizar os responsáveis e a população em geral para a prevenção aos incêndios florestais, mas também a salvaguarda da floresta e segurança nestes espaços, alertando para as boas práticas na preservação do ambiente, privilegiando o cumprimento voluntário do estipulado na lei vigente”, sublinhou.

O Presidente da Câmara Municipal salientou a disponibilidade do GIPS nesta parceria para implementação deste projecto pioneiro. José António Jesus relembrou a estratégia e intervenções do Município no quadro do plano de revalorização da área ardida da Serra do Caramulo, que ascendem a um investimento de cerca de 1.8 milhões de euros no quadro das candidaturas ao FEM e PRODER, e reforçou a disponibilidade do Município, através dos serviços do Gabinete Técnico Florestal, para continuar a delinear estratégias e acções que permitam auxiliar e sensibilizar os proprietários e os operadores florestais para a defesa da floresta como seu bem próprio, mas também como bem comum. “A floresta deve ser vista como um activo, e não como um problema. Neste contexto, a CIM Viseu Dão Lafões passou a incluir a Floresta como um pilar estratégico do desenvolvimento do seu território. Mas para que tal aconteça, cada proprietário tem de defender o que é seu. Às entidades cabe convergir em estratégias comuns na protecção e na defesa do bem público. E é esta estratégia que este protocolo corporiza também”, disse José António Jesus, adiantando ainda que o Município irá apresentar, assim que possível, candidaturas ao Programa de Desenvolvimento Rural, no quadro do Programa Portugal 2020, para financiamento de intervenções no âmbito da rede secundária, procurando antecipar o risco e incrementar mais e melhores respostas de protecção aos incêndios florestais.

 

 

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