Nacional do PSD aprova recandidatura de Mário Alves

A decisão surgiu um dia depois de a Comissão Política Distrital do PSD ter repetido a votação que, à semelhança da realizada dia 16 de Fevereiro, foi favorável ao ainda presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

O levantamento de suspeitas sobre a legalidade em que terá decorrido aquela votação, levou a que a estrutura dirigida por Pedro Machado voltasse a colocar em cima da mesa as propostas de candidatura do presidente da CPS oliveirense, José Carlos Mendes, e de Mário Alves. O resultado centrou-se em 26 votos favoráveis a Alves e uma abstenção, colocando em causa o pedido de anulação apresentado pela CPS de Oliveira do Hospital, junto do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, do acto da distrital ao aprovar o nome de Alves como candidato à Câmara.

“São notórias irregularidades gravosas, que, desrespeitam as normas estatutárias em vigor adulterando os princípios aí estabelecidos”, chegou a referir José Carlos Mendes em conferência de imprensa realizada a semana passada, onde acusou a distrital do PSD de ter tomado uma deliberação que “violou os estatutos do partido, como violou também os princípios estatutários da democraticidade interna”. Foi ainda mais longe ao sugerir a demissão de Pedro Machado em caso de parecer favorável por parte do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD relativamente ao pedido de anulação.

Em face da homologação da estrutura nacional do partido, o líder distrital convida José Carlos Mendes a reflectir sobre as condições políticas que tem para o desempenho das suas funções.

Em declarações ao Diário As Beiras, Pedro Machado sustenta que Mendes “violou estatutariamente aquilo que o PSD tem nos seus pergaminhos, como princípios e discussão interna do partido”, ao mesmo tempo que garantiu “tomar as devidas medidas e consequências dentro dos órgãos internos do partido”.

Machado revela-se crítico quanto à forma como o assunto foi exposto, pela CPS de Oliveira do Hospital, na praça pública, considerando tratar-se de uma “violação clara dos estatutos”. Agora, uma coisa certa: Pedro Machado vai tomar uma atitude em relação “aos dirigentes que não cumprem os estatutos”.

“Já nada me surpreende na política”

Agarrado aos estatutos que garante “não estão a ser cumpridos”, José Carlos Mendes remete para depois da reunião da CPS, agendada para esta quinta-feira, uma posição sobre o assunto. “É lógico que eu tenho uma ideia, mas o grupo terá a primazia de tomar uma decisão”, referiu há instantes ao correiodabeiraserra.com, confessando-se pouco surpreso relativamente à decisão da Comissão Política Nacional. “Já nada me surpreende na política. Isto parece que vale tudo”, referiu a este diário digital.

Quanto à votação realizada na passada segunda-feira, Mendes frisou que a mesma aconteceu porque a Comissão Política Distrital “chegou à conclusão de que tinha violado os estatutos”.

Sobre o convite à reflexão proposto por Machado, o presidente da CPS de Oliveira do Hospital opta por retribuir a sugestão. “Também eu o convido a reflectir sobre as atitudes tomadas”, sustentou.

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