“Não bebo água dos fontanários de certeza absoluta”

Guiomar Sarmento garante que a água da torneira é de boa qualidade e alerta: “o recurso ao fontanário é um erro”.

Correio da Beira Serra – Qual é hoje a principal função de um delegado(a) de saúde pública?
Guiomar Sarmento –
Prioritariamente, somos responsáveis pela coordenação de algumas actividades no âmbito da saúde pública, como sejam assegurar os cuidados de saúde, controlar o aspecto epidemiológico, o estado da população em geral, a nutrição, entre outros. Todos estes conceitos são necessários para percebermos se a nossa população é ou não saudável e podermos informar as chefias se é preciso investir mais numa área ou noutra. Temos uma visão macro, não olhamos para o indivíduo, mas para a população. De alguma forma temos bons recursos de saúde, apesar de não termos toda a população abrangida pelos cuidados de saúde primários, porque há pessoas que ainda não fazem parte das nossas listas do Centro de Saúde, embora não deixem de ter cuidados de saúde.

CBS – Em termos de saúde pública, quais são os problemas que mais a preocupam, ao nível do concelho de Oliveira do Hospital e da região?
GS –
Neste momento, o que mais me preocupa são os cuidados com a alimentação dos nossos jovens. Basta ver que nós temos uma população infantil e adolescente obesa e que os bons hábitos de alimentação – e ainda temos bons hábitos alimentares no concelho – estão a perder-se, porque os pais infelizmente com o ritmo de vida que têm, ainda não se aperceberam que a comida dos avós é que é a boa e, então, deixam os miúdos com dinheiro no bolso para irem comer porcarias aos bares e aos supermercados. Eles gostam de comida rápida porque está na moda. Devíamos tentar que os bons hábitos como a sopinha de feijão feita pela avó e os legumes a acompanhar o peixinho e a carne não se perdessem. Temos uma riqueza em hortaliças no nosso concelho que não se devia desaproveitar. São modas.

CBS – Tem dados concretos sobre a incidência da obesidade nos nossos jovens?
GS –
Não. Mas estamos a fazer estudos e há escolas que também estão a desenvolver esse trabalho. No ano passado, houve alunas do 12º ano que se debruçaram sobre essa área e que me pediram colaboração. A Câmara Municipal também está sensibilizada e, no ano passado, chegou a realizar uma palestra sobre o tema. Sei que tem sido feito o possível, mas há que reforçar junto das escolas que a oferta não passa só por ter uma alimentação equilibrada na cantina, mas por não dar hipótese que nos bares consumam o que não se come na cantina. A minha filha, que vai sempre comer ao refeitório da escola, é gozada pelas colegas porque elas comem umas sandes com maionese no bar.

CBS – Não tem notado essa preocupação nas nossas escolas?
GS –
Não têm feito o suficiente. Trabalhei na Figueira da Foz onde existia uma campanha junto à Escola Secundária em que retiraram todas as batatas fritas, hambúrgueres, salsichas e passaram a fazer sandes com pão de mistura, tomate, alface, fiambre magro e queijo com pouca gordura e só tinham disponíveis iogurtes, sumos com pouco açúcar ou naturais, águas, frutas e sandes mistas. Nos primeiros tempos reduziu a procura, mas como não queriam ir comer à cantina viram-se obrigados a comer os produtos saudáveis do bar, muito mais pelo convívio. É difícil convencer as escolas a disporem de um cesto de frutas no bar, para os miúdos comprarem. Mas se eles não tiverem outras alternativas, acabam por consumir. Aqui temos um grande problema, porque os miúdos podem sair e vão ao supermercado ao lado comprar as porcarias para comer.

CBS – Mas não tem havido uma colaboração entre as escolas e o centro de saúde?
GS –
Sim. As ementas estão correctíssimas. Eu sou coordenadora de saúde escolar e já informei as escolas de que estou disponível para colaborar nas actividades que eles entenderem. De alguma forma, isto também tem que partir deles, porque têm informação do Ministério da Educação para que actuem nessa área. Tem que ser uma actividade conjunta no sentido de pôr à disposição dos miúdos coisas atractivas mas que sejam saudáveis. Nós estamos a ficar com uma população obesa e não nos adianta nada ter miúdos com 15 e 16 de anos com diabetes tipo dois como os avós. Ter uma população jovem que está a diminuir e já por si doente é como não ter nada, porque quando eles tiverem 40 anos têm graves problemas.

CBS – É de alguma forma um alerta que pretende fazer no início desta ano lectivo…
GS
– Sim. E um outro alerta que gostaria de deixar é de que temos em curso um programa de saúde oral e temos feito, de alguma forma, bons contactos entre a saúde oral e os médicos dentistas. Mas, o que tem acontecido é que a maior parte dos meninos falta às consultas. A mim custa-me muito, porque é uma consulta gratuita, é um serviço que a Administração Regional de Saúde põe ao serviço da população porque todos têm direito a uma saúde oral. No meu tempo, os meus pais pagavam muito para que eu fosse ao dentista. As consultas são caríssimas e as famílias desperdiçam essa oportunidade.

CBS – Não a preocupa, por exemplo, que o próprio Estado – as câmaras municipais, concretamente – continuem a ser actualmente um dos principais poluidores do meio ambiente (esgotos a céu-aberto, lixeiras, etc., etc.) …
GS –
Estão a fazer os possíveis para melhorar. Eles poluem de alguma forma, mas o problema está a ser resolvido. Não depende só de uma entidade, como sabe. Neste caso não é só a Câmara Municipal a responsável, nem as Águas do Zêzere e Côa… é uma actividade conjunta que está a ser resolvida. São problemas que me preocupam imenso, mas a informação que eu tenho é de que estão a ser resolvidos. Vamos ter que aguardar.

CBS – Quando toma conhecimento de mais um caso, qual é o seu procedimento?
GS –
Normalmente sou alertada através de cartas e tenho o cuidado de fazer chegar a informação à Câmara Municipal que, por hábito, me responde sempre sobre o que está a ser feito. É o que lhe digo, os problemas estão a ser tratados, não podem é ser tratados tão rapidamente como nós queríamos. Acho que tudo depende das populações, porque são elas que têm o poder de decidir quem é que está a fazer bem e quem é que está a fazer mal, portanto!!!

CBS – Consegue beber um copo de água da torneira, sabendo que a poucas centenas de metros do local onde é feita uma das captações de água para abastecimento público, há esgotos a serem despejados directamente no rio, sem qualquer tratamento?
GS –
Preocupa-me imenso essa situação, mas eu bebo água da torneira. E não tenha dúvida nenhuma de que vou continuar com essa prática e sem receio nenhum. Tenho garantias de que as análises estão correctas, está tudo em ordem e quando há alguma alteração rapidamente é corrigida, razão pela qual a água por vezes cheira um pouco a cloro.

CBS – Não fica assustada com a cor e o cheiro que por vezes se notam na água?
GS –
Nada. E acredite que bebo mais depressa água da torneira do que água engarrafada. Os meus filhos levam sempre uma garrafinha de água da torneira para a escola. Sabemos que há sítios onde são feitas descargas de esgotos, mas também sabemos que a água que está a ser fornecida nas torneiras está a ser controlada sistematicamente e corrigida pontualmente sempre que há alterações. Garanto que a água que está a ser distribuída em todo o concelho é de boa qualidade.

CBS – Contaram-nos um dia que ficou muito incomodada por ver alguns pais, que participavam num convívio desportivo, a entrarem na cozinha de uma cantina de um estabelecimento de ensino da cidade de “qualquer maneira e feitio”… Na sua perspectiva, isso é excesso de zelo ou tem outro significado?
GS –
Qual excesso de zelo? Ainda bem que isso chegou aos vossos ouvidos, porque eu acho que a maior parte dos pais que lá estava deveria ter consciência de que iam ser servidas refeições para miúdos que iam praticar uma actividade desportiva durante a tarde e iam precisar de uma refeição higiénica. Aquilo não era a cozinha da casa deles, mas de uma Escola Secundária que tinha sido solicitada para aquele almoço e havia uma cozinheira devidamente equipada para o efeito. Paralelamente, dentro daquela cozinha estavam paizinhos a comer queijinho com broa e presunto, a meterem a colher dentro do tacho para ver se estava bom de sal ou não. E não eram um, nem dois, eram para aí uns dez ou mais, sem avental, sem luvas, sem toucas. Os filhos deles são atletas e o meu também lá estava. Se houvesse uma intoxicação alimentar, era eu que era chamada para solucionar aquilo. Não é excesso de zelo. É obrigação de cada pai ser responsável pelo filho dele e pelos filhos dos outros. As pessoas deviam estar do lado de fora da cozinha onde ia ser servido o almoço, mas o que se verificou foi uma falta de regras e de higiene por parte dos pais. Eu gosto muito de convívios e admiro o grupo onde o meu filho está inserido, porque o grupo do Futsal é extraordinário.

CBS – Que avaliação faz do papel da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)? Concorda com a sua forma de actuação?
GS –
Tem aspectos muito bons e de alguma forma maus, nomeadamente a falta de respeito que eles têm pela tradição. Se bem que agora tenha saído um documento a alertar a ASAE para começar a ver de outra maneira o aspecto artesanal da nossa alimentação. Com a história de tentar industrializar o requeijão, o mel, o queijo Serra da Estrela e outros produtos tradicionais…íamos perder tudo. Preocupam-me muito as tasquinhas e os restaurantes familiares porque, desde que estejam dentro das normas de higiene e segurança alimentar, não há necessidade de impor tantas exigências como se de uma grande indústria se tratasse. Uma coisa é uma cantina fornecer duas ou três mil refeições por dia, outra realidade é um pequeno restaurante que serve 60 pessoas por dia. A lei deve ser aplicada consoante o contexto de cada actividade. Mas a ASAE é extremamente útil porque estariam muitas coisas por fazer se não tivesse entrado em campo. As pessoas tinham que perceber que se a lei existe é para se fazer cumprir …quantas vezes me estão aqui a entrar projectos de licenciamento de pessoas que estavam em actividade sem estarem licenciadas e agora andam com medo da ASAE. Pois, já o deviam ter feito…

CBS – O futuro das feiras tradicionais pode estar em causa?
GS –
Acho que não. É bom que a ASAE se mexa um bocadinho. Acredite que adoro feiras e o espaço da nova feira em Oliveira do Hospital é espectacular. Até as pessoas com dificuldade de locomoção conseguem mover-se, o piso é espectacular, cumpre todas as normas, tem água, casa-de-banho e esgoto. Estive lá em Agosto, gostei muito e vi que as pessoas estavam satisfeitas. Não se justificava já em pleno século XXI. estarmos com a feira no meio da cidade a atravancar trânsito e com falta de higiene. Quanto às outras feiras, as pessoas têm que se aperceber que é necessário dar melhores condições aos feirantes porque, coitados, alguns têm muito más condições para fazer as suas feiras. Cabe às autarquias dinamizar e acho que aqui em Oliveira fizeram muito bem…não podemos pensar só em quem lá vai comprar, também temos que pensar em quem lá trabalha.

CBS – A época do ano que atravessamos – o Verão – é convidativa a mergulhos no rio. É recomendável essa prática nas praias fluviais do concelho?
GS
– Temos publicado sempre o resultado analítico das águas das praias. Este ano, a praia de Alvôco não foi classificada, apenas foi a de Avô, mas Alvôco de Várzeas tem muitíssima boa água. Acho é que as juntas de freguesia também têm que se dedicar um bocadinho às zonas envolventes. Avô está melhor, tem um espaço mais aprazível e não nos podemos esquecer que as águas não nascem aqui no nosso concelho e algumas já vêm conspurcadas do concelho vizinho, o que é uma chatice. É o problema de S. Gião, em que a água é muito mazinha. Mas, apesar de os resultados estarem afixados, a praia foi sempre muito frequentada. O local é agradável, mas a água vem mal já do concelho de Seia. Não sei o que é que a polui a montante, mas que vem de lá assim, vem, porque para baixo a água até tem tendência a melhorar. Já informámos o colega de Seia para ver se toma as devidas providências, porque quem paga por tabela somos nós. A praia de S. Gião é muito agradável, já lá estive mas fiz questão de não levar fato-de-banho para os miúdos, para não cair na tentação de entrarem na água. As praias fluviais de Penalva de Alva, Caldas de S. Paulo, por exemplo, também apanham por tabela. Mas a água não é imprópria em todos os aspectos, porque pontualmente é que aparecem umas análises negativas. As análises são sempre afixadas ali em baixo e eu acho que nós temos é que ser persistentes para que as pessoas entendam que quando nós desaconselhamos não é por mal, é por bem. Não vale de nada dizermos que a água está mal, quando as pessoas vão para a água na mesma. É uma pena, porque as pessoas esquecem-se que por detrás daquela proibição há uma série de trabalhos elaborados por técnicos e que foi decidida com muita ponderação para bem das pessoas e não para terem um dia de praia estragado.

CBS – Entrava sem hesitação na água de qualquer uma delas?
GS –
Em Alvôco de Várzeas e Avô sim, nas restantes não.

CBS– Na sua opinião alguma das praias concelhias teria condições de ver atribuída a bandeira azul?
GS –
Enquanto não for resolvido o problema das águas a montante, se calhar não se consegue. Mas se Alvôco investisse bastante nas áreas envolventes podia ser.

CBS – Alvôco conseguiria mais facilmente do que Avô?
GS –
Sim, porque a água que chega a Avô vem de dois locais e a de Alvôco não. Eu gosto das praias todas, já as corri a todas e gosto de tudo. Adoro o nosso concelho e não admira que os holandeses para cá queiram vir, porque eu sou de Coimbra e mal cheguei apaixonei-me e comprei cá casa. O trabalho de Delegada de Saúde é igual em todos os centros de saúde, mas a envolvente ambiental é muito importante. Nós aqui estamos rodeados de bons ares, de bons ventos, boas águas, embora tenhamos problemas, mas que são pontuais. Há locais onde já trabalhei onde os problemas são sistemáticos e não se conseguem corrigir. Trabalhei em Montemor-o-Velho durante cinco anos e tinha problemas dos pesticidas do arroz que eram pulverizados através de aviões e estávamos constantemente a comer e beber água contaminada com pesticidas. Nós aqui não temos esses problemas. Os nossos são pontuais e têm outro âmbito. As pessoas não sabem como o concelho de Oliveira do Hospital é bom. Temos problemas, mas há concelhos com problemas muitíssimo mais graves e que não se conseguem solucionar, têm que se ir remediando. Aqui estamos a fazer os possíveis e vê-se que quem trabalha em Oliveira do Hospital, por amor à camisola, tenta por todos os meios melhorar a qualidade de vida de toda a população, quer seja na saúde, na câmara, nas águas, nas escolas, todos trabalham com gosto para a população. E temos a vantagem de o ambiente ser muito agradável, porque em termos urbanísticos é uma cidade pequenina, mas é airosa, vive-se com muita qualidade e as crianças ainda podem ir a pé para a escola. A envolvente é boa e devemos preservar isso e melhorar o que está mal.

CBS – A piscina continua a ser um dos atractivos para os mais jovens. No concelho de Oliveira do Hospital, como é que avalia o estado das Piscinas Públicas (Cidade e São Paio de Gramaços)? Dão boas garantias?
GS –
Ainda não li o relatório que o técnico fez sobre as piscinas, mas quero crer que sim e que caso contrário, tudo seja feito para que se mantenha uma boa qualidade de água. Neste momento existem infra-estruturas muito modernas. Se houver possibilidades para isso, convém investir, porque as piscinas são frequentadas por muita gente e muitos jovens. Há novos métodos de desinfecção de água, de proporcionar algum conforto ao nível de balneários e de alguma forma melhorar o que há. Uma piscina que tem um equipamento muito, muito actualizado mas também se destina a tratamentos é a piscina da Santa Casa da Misericórdia de Galizes que tem muito boas condições e um óptimo equipamento. Não sei até que ponto a Câmara Municipal poderá investir assim na nossa piscina, mas se não investir agora, investirá com certeza a médio prazo. De uma maneira ou de outra temos que investir em tudo…

CBS – O recurso à água dos fontanários é cada vez mais uma realidade. Que garantias existem em relação a essa matéria no concelho, tendo em conta que, por exemplo no que respeita à Fonte do Ameal há estudos que revelam a existência de uma água com elevados teores de radão? Já foram tomadas medidas? GS – Com excepção dos fontanários da rede pública eu não garanto nada, porque não tenho análises disso.

CBS – De quem é a responsabilidades das análises da água dos fontanários?
GS –
Pontualmente, sei que o nosso técnico fazia análises aos fontanários, mas ultimamente não têm sido feitas. A Câmara é que tem que ter em atenção essas análises. Mas, eu não bebo água dos fontanários de certeza absoluta. E sei de muita gente que vai buscar água aos fontanários e vejo até empregadas de lares a irem lá buscá-la. Não percebo porquê. Porque é que não bebem da torneira? A água da torneira garanto que é boa, mas já não garanto a dos fontanários. Ir ao fontanário é um erro. Se nós temos água potável que abrange todo o concelho, porque raio é que vamos encher o garrafão ao fontanário? Preocupava-me se houvesse populações sem água da rede pública e que só bebessem do fontanário. Nessa situação efectuaria sempre análises.

CBS – Ainda é tolerável que continuem a existir habitações sem acesso ao saneamento básico – localidades da freguesia de Lourosa, por exemplo – e que as respectivas famílias sejam obrigadas a armazenar esgotos em caves, quintais e garagens das próprias casas?
GS –
Não é aceitável, mas é uma realidade e eu tenho muita pena. Mas, as melhorias estão a ser feitas. E a existência de esgotos no interior das casas também depende da mentalidade das pessoas. Ainda temos muita gente com boas casas, boas cozinhas e casas-de-banho que continuam a comer na loja. Demonstra que, infelizmente, ainda não temos povo suficientemente esclarecido para perceber que as cozinhas não foram feitas para gastar dinheiro e para estarem fechadas. As cozinhas existem para nós usufruirmos, termos boa qualidade e podermos confeccionar bons alimentos. Já não se usam as salgadeiras, mas ainda há quem as tenha. E nós até temos um projecto para redução do sal: Pão.com, que começou em Carregal do Sal junto das padarias e a ARS resolveu expandir o projecto por toda a região centro. Estamos a investir junto dos padeiros para que reduzam o sal até índices aceitáveis. Em Portugal temos uma mão muito pesada com o sal. Em Oliveira do Hospital está a funcionar desde Maio e vamos reunir com os padeiros para propor a redução de 25 por cento de sal até se atingir uma quantidade de sal saudável.

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